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Da Assinatura das Coisas – Anexo 6 - Vocabulário da Terminologia

VOCABULÁRIO DA TERMINOLOGIA de Jacob Boehme O pequeno trabalho que vamos ler não é um léxico completo dos termos usados pelo famoso teofilósofo teutónico. Eu quis simplesmente resumir em poucas linhas para cada palavra o significado que deve ser atribuído às expressões raras, desconhecidas ou inusitadas que abundam na densa obra deste grande iluminado. Portanto, não encontraremos aqui uma exposição do seu sistema, mas uma simples ferramenta de trabalho para quem quiser dar-se ao trabalho de estudá-lo; trata-se duma tentativa de remediar essa exuberância de palavras e imagens que, juntamente com o arcaísmo da linguagem, desencorajam, em França, muitos espíritos capazes de compreender esta majestosa síntese. A A . Na linguagem da natureza, esta letra representa o desejo da vontade eterna que tende a sair de si mesma para manifestar qualquer coisa; ela não tem qualidades e contém todas elas. Abismo . Residência da unidade divina, o Nada eterno, isto é, aquilo que não é uma coisa...

Da Assinatura das Coisas – Anexo 5 - Correspondência

CORRESPONDÊNCIA DAS SETE FORMAS E DOS QUATRO ELEMENTOS (47ª Epístola Teosófica ) A lei divina, promulgada de acordo com o Verbo criador, faz com que o ser humano saia da harmonia paradisíaca. A avidez é o fiat , ou o começo da Natureza; ela imprime-se na sua própria substância: daí vem tudo o que é adstringente, pesado, duro, inerte, Saturno, a TERRA. A maldição divina, segundo a Natureza, dá origem à distinção entre o bem e o mal e a materialidade do corpo. Da Ciência vem o movimento, a diferença, a sensibilidade, a vida. Ela é a separadora do puro e do impuro; é por ela que, na quintessência, as terras grosseiras são rejeitadas, e a terra pura que resta é uma água seca, o Mercúrio, princípio do ar. Porque o Verbo exterior é a contrapartida do sopro de Deus. Tais são o planeta Mercúrio e o elemento ÁGUA. A Cólera divina, precipitando o ser humano no inferno, é a 3ª forma, a Angústia; ela produz em nós os cinco sentidos, a ideação, na terra produz o Enxofre, e na quintessência...

Da Assinatura das Coisas – Anexo 4 - A Manifestação Divina

A MANIFESTAÇÃO DIVINA (47ª Epístola Teosófica ) Deus considerado em Si mesmo, acima da Natureza e da criatura, revela sete aspectos: 1. — O abismo. — AIN-SOPH — 2. — O nada e o tudo; o um; o Pai. — JE — 3. — O desejo, conceptualidade do querer; o Filho. — HO — 4. — A ciência , o movimento, o Espírito. — VAH — 5. — A Trindade, a razão eterna de todas as coisas. 6. — O Verbo divino, o falar, a expressão. 7. — A Sabedoria, o verbo pronunciado, espelho onde Deus se contempla. Aqui começa o Grande Mistério ( Mysterium magnum ) ou a Natureza eterna, é a diferenciação que o Verbo opera ao pronunciar-se; ocorre primeiro em sete formas, depois subdivide-se indefinidamente. Ela parte dum estado de harmonia que forma a fronteira, se ousamos dizer, entre Deus e a Natureza Eterna: esse estado é a Tintura (10). 8. — O 1º princípio (ver acima) compreende as três primeiras formas: A avidez, noite, dureza, adstringência (sal). O aguilhão, ciência , movimento, vida inferna...

Da Assinatura das Coisas – Anexo 3 - Tabela de Princípios

TABELA DE PRINCÍPIOS O 1º Princípio é o mundo das trevas, O 2º Princípio é o mundo da luz, O 3º Princípio é o mundo elementar, astro-físico. * * * Primeiro, o que é Deus? DEUS AD Pai Vontade IE O Filho Desejo HO N Espírito Ciência VAH A Poder Palavra Vida I Cores Sabedoria Virtude Legenda: O A é um I triplo que exprime o centro, a interiorização e a exteriorização. O D é o movimento do A. O O é a circunferência. O N é o triplo espírito. O segundo A é a reação do primeiro. O I é a unidade do efluxo total. O Pai é o eteno começo. O Filho é a operação do Pai. O Espírito é o movimento vivo. O Poder é a vida sensível, compreensível. As Cores são o objetivo, pretexto da contemplação. A Vontade é a passagem do um para o três. O Desejo é o de qualquer coisa saída do nada. A Ciência é a consciência, raiz dos sentidos e da vida eterna. A Palavra é a expressão da vontade. A Sabedoria é o espelho ...

Da Assinatura das Coisas – Anexo 2 - As Sete Formas de Babel

AS SETE FORMAS DE BABEL ( Apoc. 1) No 1º Princípio (Cólera) 1.— ♄ ☾ (Saturno - Lua) Rispidez, avidez, vontade, Sal. 2.— ☿ ♃ (Mercúrio - Júpiter) Amargura, aguilhão da sensibilidade. 3.— ♂ ♀ (Marte - Vénus) Angústia, alma, Mercúrio. Canal, resolvedor, raio: 4. — ☉ (Sol), Fogo ou espírito. No 2º Princípio (Luz): 5.— ♀ ♂ (Vénus - Marte) Luz, Amor, Fonte da vida eterna. 6.— ♃ ☿ (Júpiter - Mercúrio) Som, compreensão. 7.— ☾ ♄ (Lua - Saturno) Corpo, egoidade. No mundo moral, estes sete tornam-se respectivamente: Propriedades infernais (3 1/2). 1.— Dureza, frieza, avareza. 2.— Inveja, ciúme. 3.— Inimizade. 4.— Orgulho, fogo tenebroso. Propriedades celestes (3 1/2). 4.— Amor, fogo luminoso. 5.— Suavidade. 6.— Beatitude. 7.— Individualidade paradisíaca. No 3º princípio , natureza naturada, criação temporal, compreendendo os planos físicos e os planos astrais, e...

Da Assinatura das Coisas – Anexo 1 - A Esfera Filosófica

A ESFERA FILOSÓFICA (Em Quarenta Questões Sobre a Alma ) 1. Abismo 1. A b i s m o 1º princípio: Trevas A Cruz. Filho 2º princípio: Luz 1. A b i s m o Trindade: 3 a 5 41 a 43 Trindade: 44 a 46 Qualidades diabólicas 23 a 26 27 Regeneração: 28 a 36 O Pai ; a alma 16 O Espírito: 9 a 15 Os Infernos: 17 a 22 49, 50 a 52, 53. Paraíso Os Céus: 50 a 56, 59 6 a 8 Propriedades ígneas 37 a 40 57, 60 a 63 3º princípio 47, 48, 58, Propriedades luminosas 1. Abismo Legenda: 1. — O Abismo, o Nada é a primeira base, o meio omniversal. 2. — Nele forma-se uma certa coisa, um fundo, o Mysterium Magnum, olho da eternidade, inicial, primeiro ser. 3, 4, 5. — Nele está a divindade fora da natureza: o Pai (resultando no 6), o Verbo (fonte do 7) e o Espírito. 6. — Tintura, essência da Vontade divina, começo da Natureza; meio entre o arcano da Trindade e o da Natureza. 7. — Fogo, princípio, resolvedor. 8. — Essência, lugar d...

Da Assinatura das Coisas – Anexos

PEQUENOS TRATADOS transcritos em substância e VOCABULÁRIO dos termos raros por SEDIR [ Anterior ] [ Índice do Livro ] [ Seguinte ] Início » Textos » Assinatura das Coisas » Anexos

Da Assinatura das Coisas – 16.2. Do Livre Arbítrio

Tudo o que vem da vontade eterna, os anjos e as almas, permanece numa medida igual entre o bem e o mal, no livre arbítrio, como o próprio Deus. O desejo que supera o outro na criatura no momento da qualificação confere à criatura a sua qualidade; assim como uma vela produz a chama e que da chama sai um ar, que o fogo atrai a si e que volta a sair novamente; quando este espírito sai do fogo e da luz, ele livra-se deles e assume a propriedade que aceita. O primeiro mistério da criatura é o universal; o segundo, o seu espírito, é a sua vontade própria. Cada anjo possui o seu espírito próprio, vindo do seu mistério próprio, este espírito tenta a Deus e põe à prova o mistério universal que, então, o aprisiona, como aconteceu com Lúcifer. Ele tinha em si a fúria e o amor; porque é que o espírito nascido desses dois princípios, à imagem do Espírito de Deus, não permaneceu na obediência e na humildade, como uma criança diante da sua mãe? Tu respondes: ele não pôde. Está incorreto. Um espí...

Da Assinatura das Coisas – 16.1. Da Razão do Mundo

CAPÍTULO DÉCIMO SEXTO DA ASSINATURA ETERNA E DA ALEGRIA CELESTE, PORQUE TODAS AS COISAS SÃO PROPENSAS AO BEM E AO MAL Resumo: — Da razão do mundo — Da liberdade recebida pelas criaturas — Prova dessa liberdade — Resultado dessa prova — Os seus símbolos bíblicos: Adão, Esaú, Jacó, Cristo — A vida dos anjos e a vida dos demónios, de Lúcifer em particular Toda a criação manifesta o bem onipresente; tudo aquilo que Ele é, no seu regime sem começo, assim também é a criação, não como onipotência, mas como uma maçã que cresce numa árvore: todas as coisas surgiram do desejo divino, apesar de que, no início, não houvesse essência, mas apenas o mistério da geração eterna na sua perfeição. Deus não fez a criação para se tornar mais perfeito, mas para manifestar a Sua magnificência: a Sua beatitude não começou com a criação, ela já existia desde toda a eternidade no Grande Mistério, mas apenas como um movimento espiritual. A criação é a exteriorização desse movimento, como a harmonia gran...

Da Assinatura das Coisas – 15.4. O Espírito e a Letra

O verdadeiro cristão deve sê-lo em espírito; tem que trabalhar para dar uma forma a esse espírito, não apenas por palavras, mas por obras; não basta pregar, mas também é necessário morrer realmente ao eu, para renascer, pela vontade de Deus, no Amor, como artífice dos Seus milagres; tem que fazer a sua parte no concerto divino, no Verbo perpetuamente criador, tem que operar o que Deus faz e cria. Observa portanto, ó cristandade, se tu trabalhas de acordo com o Verbo ativo de Deus, se não estás simplesmente na forma do cristianismo, enquanto que o teu eu age na vaidade. Vê como tu te tornaste numa abominação diante do Altíssimo, cujo Verbo tu perverteste, ao recobrires-te com ele; esse manto de falsidade será descoberto. É preciso que tu quebres essa forma falsa; o Céu te ajudará a destruir a obra que tu realizaste na turba , ao adornares-te erradamente com o verdadeiro Nome, enquanto tu só servias o ser humano terrestre. O verdadeiro servo será procurado, o Senhor reunirá as suas ...

Da Assinatura das Coisas – 15.3. O Cristianismo Falso e o Verdadeiro

O verdadeiro pastor é aquele que entra pela porta de Cristo, que ensina pelo espírito de Cristo; fora disso, só há a forma histórica, que pretende ser suficiente para consolar; mas ela fica do lado de fora, porque ela não quer morrer a si própria pela graça. Tudo o que fala da redenção de Cristo sem ensinar a verdadeira base (que é morrer ao eu e entregar-se à obediência como uma criancinha) é exterior e não vem da porta de Cristo. Não são as consolações hipócritas que servem para qualquer coisa, é morrer com Cristo à vontade falsa, é matar incessantemente o eu terrestre e extinguir o mal que está semeado no ar. A verdadeira fé não é falar de Cristo, isso é apenas exterior; é preciso uma vontade convertida, que rejeite o mal, que se afaste dos desejos terrestres, que se afunde em Deus, que não queira sair da morte de Cristo que clama sempre: "Caro Pai, aceita por mim a obediência do Teu Filho, faz com que eu viva na Sua morte, que eu viva em Ti pela Sua humanidade, leva-me ...

Da Assinatura das Coisas – 15.2. A Regeneração

A vontade regenerada, que sai de si mesma para entrar no abandono, é inimiga do eu, como a saúde é inimiga da doença; elas travam uma guerra sem tréguas. O eu só procura o que pode servi-lo; enquanto que o abandono só deseja a Mãe eterna. O primeiro diz-lhe: “Tu és louco por te abandonares à morte, tu viverias magnificamente em mim”. E o segundo responde-lhe: “Tu és o meu desgosto e o meu tormento, tu só podes conduzir-me para fora da eternidade, para a miséria, para entregar o meu corpo à terra e a minha alma ao inferno”. O verdadeiro abandono é a morte à repugnância de Deus; aquele que abandona o seu eu e que se entrega com todo o coração, com todos os sentidos e com toda a vontade à misericórdia divina, na morte de Jesus Cristo, está morto para a terra; ele é um ser humano duplo; a repugnância suicida-se nele e a vontade abandonada vive e ressuscita com Cristo; e, apesar de todo o desejo próprio pecar, porque não quer fazer outra coisa, a vontade abandonada vive, não no pecado,...