Anfiteatro da Sabedoria Eterna - 30 de Junho


Versão antiga ou Vulgata Passagens citadas da Sacro Santa Escritura Nova tradução dos Provérbios a partir do hebreu, e da Sabedoria a partir do grego
181. (É por isso que) → tem confiança no Senhor, com todo o teu coração, e → não te repouses na tua prudência. Pr 3, 5. 181. Fé de Iahweh em todo o teu coração, e não te repouses na tua inteligência.


  • Tem confiança, etc. - Desconfia de ti próprio; abandona e entrega tu próprio a Deus todos os teus empreendimentos.

    Entregua todos os teus cuidados ao Senhor e ele próprio te alimentará (Sl 55, 23; vulg. 54, 22).

    Ele será ele próprio o teu diretor.

    Que esta passagem te sirva de sinal: «A minha ajuda virá do Senhor que fez o Céu e a Terra» (Sl 121, 2).

    Aquele que espera no Senhor será socorrido, ou (como é dito textualmente em Hebreu) engordado (impinguabitur) no seu Corpo, no seu Espírito e na sua Alma; afim de que assim uma alma sã esteja num corpo são, Macro e Micro-Cosmicamente, interiormente e exteriormente.

    Numa palavra, que Iahweh, em todas as tuas ações e os teus labores, seja o início e o fim (prora et puppis), o Alfa e o Ómega. Ver o versículo 329.

    Sem a Inspiração, a Ajuda e a Condução de Deus, tu não poderás conhecer nada de elevado.

    Em Deus só, que é Tudo em todas as coisas, tu poderás Teo-Soficamente Tudo.
  • Não te repouses na tua prudência - Quem repousa na sua prudência, nas suas imaginações, nos seus conselhos e nos seus labores fanáticos, enquanto que despreza orgulhosamente a Lei da Sacro Santa Escritura, da Natureza e da sua consciência reta, é louco; é por isso que ele caminhará loucamente nas suas vias.

    O Mundo julga pagãmente que a fortuna acompanha sempre a nossa prudência.

    Daí os provérbios: «São os costumes que estabelecem a fortuna de cada um.»

    E: «Cada um (pela sua prudência) é o artesão da sua fortuna.»

    E Séneca disse: «Cede à Razão e suporta o infortúnio.»

    E Juvenal: «Nenhum Poder falta quando se possui a Prudência.»

    Mas o nosso Sábio ensina ao contrário: que Iahweh (autor e Senhor da fortuna) envia a fortuna, e que ele retira ou dá abundantemente a prudência e o sucesso.

    Deve-se observar isto igualmente nos trabalhos Físico-Químicos que, a menos que nós não obtenhamos do Senhor de bem conhecer, ser e poder, não podem ser terminados e instituídos segundo a linha reta da verdade na Natureza.

    Rezemos portanto Teo-Soficamente no Oratório trabalhando com esforço afim de que Deus nos instrua e que ele não retire o seu Santo Espírito de nós; que ele nos abençoe assim como às nossas obras, que ele guarde a nossa alma, os nossos sentidos e a nossa razão afim de que nós não sejamos seduzidos pelas zombarias e as fantasias diabólicas; que ele guarde as nossas mãos e os nossos pés afim de que eles não destruam a obra.

    Cícero, Pagão prudente, foi enganado, em parte por muitos dos seus próprios conselhos e razões, em parte pela sua confiança na sua sabedoria e na sua indústria pessoal, e sofreu grandes penas; Tudo aquilo que ele realizou por intermédio da prudência mundana é sublinhado pelas numerosas, tristes e trágicas expressões escritas no seu exílio, e que estão contidas no terceiro livro das Cartas a Ático e nas suas últimas cartas a Octávio.

    Foi por isso que ele exclamou quando estava a morrer: «Eu nunca fui Sábio».

    O Salmo 33, 17 (32) diz portanto com razão: «É enganador esperar a sua salvação do seu cavalo.»

    E o Salmo 127: «Se o Senhor não guarda a Cidade, etc.»

    Eclesiástico 11, 5: «Do mesmo modo que não sabes qual é o caminho do Espírito, e como se formam os ossos no seio de uma mãe, assim também ignoras a Obra de Deus que é o artesão de todas as coisas.»

    Que a nossa razão, ou a temeridade do nosso génio, não se arrogue portanto tanta prudência que ela creia poder (dirigindo-se por ela própria), sem nenhuma singular nem específica Benção de Deus, governar sozinha a vida, as ações ou os trabalhos, criar por ela própria a fortuna ou o sucesso, ter por ela própria vontade e poder de realizar qualquer coisa de bem; mas que pelo contrário ela coloque e constitua cristãmente Todas as Coisas na Mão de Deus Omnipotente e Misericordioso; que ela tenha a sua fé no Senhor (como o Sábio nos persuade sabiamente) com todo o seu coração, desde o início até ao fim das suas vias, quer dizer de todos os labores e ações, no Oratório e no Laboratório.

    Se não há nada aqui onde o Teósofo possa falhar, também do mesmo modo não pode o sofista no seu Labirinto.

    A vontade de Iahweh é um guia mais seguro que o fio de Ariana, para nós que palpitamos no grande labirinto deste mundo imundo.

    Obedece portanto, tu que investigas estudiosamente a Cabala, a Magia e a Alquimia, e examina-te aqui nesta pedra de toque; se a tua confiança está no Senhor, tu receberás do Senhor a realização da tua vontade, e em todas as coisas terás êxito com prosperidade; tu serás três e quatro vezes felizes tanto na teoria como na prática, e tu não serás confundido na eternidade (conforme atesta a própria Experiência com a Sacro Santa Escritura).

    É assim que Nicanor (1Mc 8, 36) ensinava que os Judeus tinham Deus por protetor e que devido a isso eram Invulneráveis, porque eles seguiam as Leis constituídas por ele próprio.

    É ainda o que quer dizer o verso seguinte, inscrito num velho tapete numa certa cidade de França, onde estava representada uma mulher que fiava; e o Rei de França, Francisco I, repetia frequentemente esta sentença:

    Deus, no Olimpo, une a alma àquele que para isso teceu os fios.


    Quer dizer que Deus ajuda o trabalho da vocação; ele une o fiandeiro com os fios; e é esta ajuda ou auxiliar ele próprio que em nós, quando nós trabalhamos, nos exorta a desejá-lo, e reúne por fim a alma no Olimpo; ele chama-nos ele próprio para o alto, para o céu, para meditar e rezar.

    Não é em vão que eu acrescentei esta passagem de Hermes, versículo 317: «Que não se produz pela sua alma», etc.

    Aqui se esconde o segredo da Conjunção e da União na sua Pedra Físico-Químico-Católico-Divina, da qual muitos falaram abertamente, mas não muito perfeitamente. Ver o versículo 132.

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Anfiteatro da Sabedoria Eterna - 29 de Junho


Versão antiga ou Vulgata Passagens citadas da Sacro Santa Escritura Nova tradução dos Provérbios a partir do hebreu, e da Sabedoria a partir do grego
180. → As Sortes são colocadas na dobra de um casaco; mas elas são moderadas pelo Senhor. Pr 16, 33. 180. A Sorte é lançada na dobra de um casaco, mas o julgamento dessa sorte provém de Iahweh.


  • As Sortes são colocadas na dobra, etc. - Se as sortes, assim lançadas, tratam de coisas secretas, abstrusas, escondidas para nós, difíceis e obscuras, ou se pelo contrário são úteis, salutares, e infinitamente necessárias (nas grandes angústias e necessidades), é portanto necessário que muitas sejam ilícitas e proibidas na página sagrada, visto que elas próprias são moderadas pelo Senhor, quer dizer regidas pela Divina Providência; visto que elas são verdadeiramente a Resposta Divina.

    Sobre isto nós possuímos, na recolha das Santas Escrituras, não apenas mandamentos muito claros mas também testemunhos e exemplos expressos, quase inumeráveis.

    Estes testemunhos são os seguintes (Is 34, 17): «Ele Próprio (o Senhor) enviou a sua sorte (ao dividir a Terra de Canaã pelo povo Israelita) e a sua mão dividiu-a entre eles com medida.»

    E o Sábio exclama (Pr 18, 18): «A sorte comprime as contradições e julga mesmo entre os poderosos.»

    É portanto com razão que o Poeta Divino e Profeta Rei entrega as suas sortes ao Senhor dizendo: «Nas tuas mãos, Ó Senhor, estão as minhas sortes» (Ps 31, 16; vulg. 30, 15).

    Os exemplos são numerosos e encontram-se com frequência nos livros santos; é ordenado por Deus a Aarão, irmão de Moisés, que quando estivesse diante do Senhor à entrada do tabernáculo do testemunho, que lançasse a sorte sobre dois bodes, para saber qual é aquele que será para o Senhor e qual é o que será o bode expiatório; afim de oferecer pelo pecado aquele sobre o qual cair a sorte que o destinava ao Senhor, etc. (Lv 16, 8)

    Quando o povo de Israel violou o pacto de Deus ao roubar aquilo que tinha sido atingido com anátema, e que foi vencido por causa disso pelos seus inimigos, as pessoas da cidade de Hai, pensaram fugir, então Iahweh procurou pela sorte qual era o anátema, primeiro lançando a sorte sobre as tribos, depois sobre todas as famílias da tribo designada, depois sobre todas as casas dessa família, depois por fim sobre todos os membros da casa, procurando assim a própria pessoa, autor do anátema (Js 7, 14 e seguintes).

    O Profeta Samuel, elegendo e designando pela sorte aquele que seria chamado a ser o Rei dos Israelitas, lançou-a sobre todas as tribos de Israel, e a sorte caiu sobre a tribo de Benjamin; lançou outra vez a sorte sobre a família de Metri; e chegou em seguida a Saul, filho de Cis (1Rs 10, 20).

    E um pouco mais adiante (1Rs 10, 24), Samuel disse então ao povo todo: «Vejam portanto aquele que o Senhor elegeu (pela sorte) porque não existe ninguém semelhante a ele em todo o povo.»

    Do mesmo modo também David, o Profeta Real, dividiu ele próprio os Levitas pela sorte (afim de saber por qual ordem eles deviam entrar para realizar o seu ministério na casa do Senhor), tal como se pode ler em 1Cr 24, 31.

    Foi assim que Jonas foi reconhecido pela sorte como sendo a causa de toda a tempestade que punha o navio em perigo (Jn 1, 7).

    A sorte lançada na urna colocada na frente de Hamã caiu sobre o duodécimo mês chamado Adur como sendo aquele em que a nação dos Judeus devia ser exterminada (Es 3, 7).

    E com efeito, todos os Judeus faziam penitência vestidos apenas com um saco e a cabeça coberta de cinzas, clamavam em voz alta a Deus e oravam-lhe ardentemente com jejuns, lágrimas e gemidos (de acordo com o cap. 4, vers. 1 e 2) afim de obterem graça e misericórdia de Deus; portanto, indubitavelmente, esta sentença (da exterminação dos Judeus) ordenada pela sorte (intérprete da vontade Divina) não devia nunca ser comutada nem revogada.

    Pode-se também considerar os exemplos do Novo Testamento: O lugar do ministério e do apostolado de Matias (afim de que substituísse Judas que tinha saído devido ao seu crime) não foi designado pela sorte? (Ac 1, 26).

    Deus ele próprio aprovou este método quando ordenou aos Israelitas que distribuíssem pela sorte a terra de Canaã.

    Mas de tal forma, disse ele (Nm 26, 56), «que tudo o que for atingido pela sorte será recebido pelo maior número ou pelo menor número.»

    E (Nm 33, 54): «Dividam entre vocês pela sorte a Terra (que eu vos dei em possessão); vocês darão a maior parte ao maior número e uma menor parte ao mais pequeno número; e cada um, de acordo com o que designar a sorte, receberá assim a sua herança, e a possessão será dividida por tribos e famílias.»

    E este costume de designar pela sorte esteve sempre em uso.

    Porque era assim que os Romanos elegiam antigamente pela sorte dos dados (tesserarum sortes) os seus Ditadores, Cônsules, Senadores e Tribunos do povo.

    E mesmo ainda hoje, na maior parte dos lugares e quase por toda a parte, os cargos, em qualquer estado que seja, os dons, as heranças distribuem-se pelas sortes.

    Daí (Eclo 14, 15): « Não será a outrem que deixarás o fruto dos teus esforços e dos teus trabalhos, para ser repartido pela sorte?»

    Mas aquilo que foi dito aqui é suficiente.

    Porque não nos compete a nós indicar aqui tudo o que se pratica para confirmar esta arte divina e geomântica da adivinhação; mas tudo o que foi dito por nós até aqui mostra com a maior evidência que Deus é ele próprio o Moderador, o Reitor, o Autor, o Instigador, o Defensor e o Promotor das sortes.

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Anfiteatro da Sabedoria Eterna - 28 de Junho


Versão antiga ou Vulgata Passagens citadas da Sacro Santa Escritura Nova tradução dos Provérbios a partir do hebreu, e da Sabedoria a partir do grego
179. → Todas as vias do ser humano lhe parecem direitas; mas o Senhor pesa os corações. Pr 21, 2. 179. Todas as vias são direita aos seus olhos; porque Iahweh pondera os corações.


  • Todas as vias do ser humano, etc. - Tão profundas trevas ocupam as almas dos seres humanos que eles não podem, por causa delas, examinar e considerar as íntimas profundidades dos seus corações.

    Qualquer que seja a intenção pela qual um ser humano prossegue as suas ações e os seus conselhos, só Deus, ponderador dos espíritos, a conhece, apesar dela estar escondida aos olhos das pessoas.

    Porque Ele Próprio é o Senhor que perscruta os corações de todas as pessoas, e conhece todas as cogitações dos espíritos (1Cr 28, 9 e Sl 7, 10).

    Kardiognôstês, o único que conhece os corações de todas as pessoas (Ac 1, 24).

    Um grande número de ações humanas são dissimuladas sob um disfarce tão subtil que fazem crer que são perfeitamente retas e emanam da fonte da retidão e da justiça, do amor e da caridade; e cujo fim, no entanto, não é mais que o amor próprio, a honra e a vantagem pessoal.

    Mas a Luz da Sabedoria verdadeira dispersa todas essas nuvens diabólicas; e a balança da Justiça Divina prova-as, manifesta-as e trá-las à Luz diante da face de Deus.

    Porque as nossas ações, quando submetidas à luz da razão humana, parecem boas, legítimas e justas; mas quando são aproximadas da Luz da Sabedoria Divina ficam muito ineptas, muito falsas e muito injustas.

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Anfiteatro da Sabedoria Eterna - 27 de Junho


Versão antiga ou Vulgata Passagens citadas da Sacro Santa Escritura Nova tradução dos Provérbios a partir do hebreu, e da Sabedoria a partir do grego
178. Como as divisões das águas, → igualmente está o coração do Rei na mão do Senhor; ele incliná-lo-á para o lado que quiser. Pr 21, 1. 178. Como os ribeiros das águas, está o coração do Rei na mão de Iahweh; ele inclina-o para onde quer.


  • Igualmente está o coração do Rei, etc. - A experiência diária atesta que Deus, de acordo com o seu bom prazer, retarda e aniquila as cogitações, as ações e os labores dos seres humanos.

    Isto é portanto verdadeiro:

    O poder Divino joga entre as coisas humanas.


    Iahweh espalha tanto a benção como a maldição, sobre a obra como sobre o ser humano, a quem e quando ele quer.

    Ele Próprio constitui os Reis, e os depõe, os exalta, os humilha, os edifica, os destrói, os abençoa, os amaldiçoa; Todos estão na sua mão omnipotente.

    Se portanto tu desejas que aquilo que tu realizas junto da pessoa dos Príncipes corra segundo a tua utilidade, e a do próximo, assim como a honra de Deus, Ora portanto e Labora Teosoficamente, afim de que tu estejas no Amor de Deus (Ó Esta Arte do Amor Divino que ensina este Anfiteatro) e amigo de Deus; então tu será bem-vindo junto do Príncipe (se aquilo que tu procuras agrada a Deus) que se mostrará clemente, gracioso e benigno.

    Porque tudo aquilo que Deus quer, ele o impõe a eles pela força.

    Deve-se sempre acrescentar: «Que seja feita a tua vontade, Ó Senhor!»

    É preciso observar a história de Alexandre o Grande que, tendo atacado a cidade de Tiro devido à recusa do imposto, marchava com o seu exército sobre Jerusalém quando o grande Pontífice Jedoa consegui flectir a sua alma marchando para a sua frente vestido com os seus fatos sacerdotais.

    Lê-se a mesma coisa sobre Átila quando este atacou Roma.

    Aasvero foi fletido por Ester afim de que ele não fizesse num só dia exterminar todos os Judeus.

    Vê portanto, aprende, julga se o Sábio, sendo dado que ele domina os astros, não pode também dominar as almas e os espíritos dos seres humanos?

    Deus, na sua cólera é fletido pela voz que lhe pede; porque não os seres humanos?

    Mas como, com que arte, com que indústria, com que Raio? Pelos da Sabedoria Divina.

    Não sejas tão simples na tua alma que acredites que é sem arte nem sem assistência singular da Sabedoria Divina que Labão, no seu sono pôde ouvir esta voz: «Toma cuidado de não dizeres nada a Jacob que não seja humano».

    Foi por acaso que Alexandre o Grande viu em sonho o grande Pontífice marchar para a sua frente vestido com os seus fatos sacerdotais?

    Abre os ouvidos e procura esta Sabedoria.

    Porque se os Cristãos recebem de Deus um poder acima de toda a força do nosso inimigo mais obstinado, o diabo, porque não também sobre as almas dos seres humanos que são governadas pelo diabo?

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Anfiteatro da Sabedoria Eterna - 26 de Junho


Versão antiga ou Vulgata Passagens citadas da Sacro Santa Escritura Nova tradução dos Provérbios a partir do hebreu, e da Sabedoria a partir do grego
177. → Muitos procuram a face do Príncipe, mas o julgamento para cada um vem do Senhor. Pr 29, 26. 177. Muitos procuram a face do Dominador; mas o julgamento de cada um sai de Iahweh.


  • Muitos procuram a face do Príncipe - Quer dizer ambicionam ter a familiaridade e a graça do Príncipe.

    Escuta portanto o conselho do Profeta Real e Aulico: «Guardem-se de confiarem nos Príncipes e nos filhos dos seres humanos, nos quais não está a salvação» (Sl 146, 3; vulg. 145).

    E: «É bom que se confiem ao Senhor em vez de se confiarem aos seres humanos; é bom ter esperança no Senhor, em vez de esperar nos Príncipes» (Sl 118, 8 e 9; vulg. 117).

    Porque a vontade humana é susceptível de mutação; enquanto que a vontade de Deus é verdadeiramente firme, constante e perpétua.

    Isaías 54, 10: «Porque as montanhas serão abaladas e as colinas tremerão; mas a misericórdia não se retirará de ti, e a aliança da minha paz não será abalada, disse o Senhor que te faz misericórdia.»

    O Senhor é o Deus que deu a Daniel a graça e a misericórdia na presença do Príncipe dos Eunucos; e ele pode, se quiser, dar-tas a ti. Porque:

    É mais seguro, e vale mais, confiar em Deus apenas
    Que acreditar em mil dos melhores entre os seres humanos.

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Anfiteatro da Sabedoria Eterna - 25 de Junho


Versão antiga ou Vulgata Passagens citadas da Sacro Santa Escritura Nova tradução dos Provérbios a partir do hebreu, e da Sabedoria a partir do grego
176. → Arreia-se um cavalo para o dia do combate; mas é o Senhor que dá a Salvação. Pr 21, 31. 176. Um cavalo foi arreado para o combate; mas Iahweh é ele próprio a salvação.


  • Arreia-se um cavalo - A Sabedoria Divina é vitoriosa sobre o mundo e sobre todo o poder mundano e mesmo diabólico.

    Todas as criaturas cedem e rendem-se à Divina Sabedoria.

    É por ela que se governam as estrelas do Céu que combatem contra os seus inimigos.

    Por ela milita o éter, e os ventos conjugados entram em ação.

    Todo aquele que sabe portanto legitimamente usar a Sabedoria Divina poderá aprisionar os inimigos muito poderosos e lançá-los a ferros (Sl 149, 8).

    Esta arte, se noutros tempos a conheceu, David, esse muito poderoso guerreiro, possuiu-a perfeitamente.

    Ele diz assim: «Estes estão em cima de carros, aqueles em cima dos seus cavalos; mas quanto a nós, nós invocaremos o nome do Senhor Nosso Deus», Sl 20, 8 (vulg. 19, 7).

    «O Senhor quebrou o poder dos arcos, dos escudos, dos gládios, e da guerra.» Sl 76, 4 (vulg. 75, 3).

    Quantas vezes, apenas com as orações do seu exército, ele aumentou a sua força e obteve insignes vitórias?

    Josafat, com o hino pôs em fuga um exército inumerável (2Cr 20, 22 e seguintes).

    O Anjo do Senhor, solicitado por Ezequias, atingiu numa noite cento e oitenta e cinco mil homens nos campos dos Assírios (2Rs 19, 35).

    Todas estas vitórias são da Divina Sabedoria que é a única governadora das Coisas e dos Impérios deste Mundo todo.

    E apesar de ocorrerem muitas ruínas e confusões nos reinos, nas cidades, nos principados e nos Impérios, apesar disso, a Sabedoria Divina administra-os a todos muito prudentemente segundo a eterna justiça de Deus, o maior e o melhor de todos os Seres.

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Anfiteatro da Sabedoria Eterna - 24 de Junho


Versão antiga ou Vulgata Passagens citadas da Sacro Santa Escritura Nova tradução dos Provérbios a partir do hebreu, e da Sabedoria a partir do grego
175. → Há muitas cogitações no coração do ser humano; mas é a vontade do Senhor que se realizará. Pr 19, 21. 175. Muitas cogitações estão no coração do ser humano; mas o conselho de Iahweh é que se realizará.


  • Há muitas cogitações, etc. - Assim, compete ao ser humano preparar a alma, e compete ao Senhor governar a língua (Pr 16, 1).

    «As sortes lançam-se no seio, mas é o Senhor que as tempera» (Pr 16, 33).

    O ser humano prepara a alma, quer dizer oferece-se a si próprio, ordena no seu cérebro e delibera na sua alma; mas Deus dispõe e dá o sucesso dos conselhos e dos labores.

    Visto portanto que Iahweh é o único que favorece e dirige as nossas teorias e as nossas práticas, as ações e os labores dos nossos sentidos e da nossa razão, do nosso espírito e das nossas mãos, nós devemos, pela suplicação mental (em espírito e verdade), implorar a sua ajuda afim de que em todas as coisas ele nos dê e nos inspire a bem querer, conhecer, ser e poder.

    Se ele quiser, todas as coisas terão êxito; se ele não quiser: sinistramente.

    Porque o estudo e os trabalhos da Sabedoria não possuem por si próprios o poder de agir livremente e de produzir o efeito que se espera, mas apenas pela misericórdia e pela vontade de Deus, cujo nome seja abençoado em todos os séculos, Amém.

    Revela-te, ó Senhor, aos olhos da minha alma, do intelecto, da razão e dos sentidos; e eu considerarei as maravilhas da tua lei (Sl 119, 18; vulg. 118) Tri-una, Católica, quer dizer da Natureza, da Sacro Santa Escritura e da minha consciência.

    Feliz o ser humano (Sl 94, 12; vulg. 93) a quem tu ensinaste, ó Senhor, e a quem tu ensinaste a tua Lei (Tri-una, Católica como se acaba de dizer).

    «Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao teu nome deve ser dada a Glória» (Sl 115, 1; vulg. 113, 9).

    Guarda portanto as tuas cogitações, e que os teus lábios conservam a Disciplina, e segundo o conselho de Quilon de Esparta, «que a tua língua não ultrapasse o teu espírito».

    A língua é como a tocha da sedição; é por isso que todos devem esforçar-se com cuidado por a conterem.

    É por isso que Zenão só permite discorrer quando a língua está bem impregnada pelo espírito.

    Pensa sempre: porquê falar?

    Escuta com avidez; mas fala com lentidão e com prudência.

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Anfiteatro da Sabedoria Eterna - 23 de Junho


Versão antiga ou Vulgata Passagens citadas da Sacro Santa Escritura Nova tradução dos Provérbios a partir do hebreu, e da Sabedoria a partir do grego
174. → O Nome do Senhor é uma torre muito forte; o justo recorre a ele, e é exaltado. Pr 18, 10. 174. Como uma forte torre é o Nome de Iahweh; o justo recorrerá a ele e será exaltado.


  • O Nome do Senhor é uma torre muito forte - Salmo 91, 14 (vulg. 90). Eu protegê-lo-ei. Porquê? Porque ele conheceu o meu Nome.

    O Nome de Deus é a Omnipotência, a Sabedoria e a Misericórdia de Deus.

    Quem se confia a si próprio a este grande e mirifico nome, e depende apenas dele, está verdadeiramente fechado nesta cidadela poderosa.

    Este nome de Deus encerra todas as virtudes e todos os poderes.

    Quem portanto se confia ao Nome de Iahweh e de Jesus fica rodeado de todas as virtudes e poderes.

    Por esta cidadela divina e salutar, pelas suas fortalezas Angélicas, toda a pessoa que milita contra os piedosos, se dissipa e se reduz a uma sombra; e as torres e os reinos mais poderosos são quebrados e devastados quando se separam dele.

    O Rei David na sua fuga não estava protegido por nenhum socorro visível, e não estava munido de nenhum baluarte, nem de nenhuma cidadela externa; contudo sob a égide, a proteção e a sombra do Altíssimo, ele estava muito mais protegido do que se ele tivesse ocupado a cidade mais bem fortificada.

    Aprende portanto a invocar o Nome de Deus com Set (Gn 4, 26); com Abrão (Gn 12, 8; 13, 4 e (Abraão) 21, 33); com Moisés (Ex 34, 5); com Aarão e os seus filhos (Nm 6, 27); com o povo Israelita (Dt 26, 2; 28, 10 e 32, 3); com David e todo Israel (1Cr 13, 6 e 16, 2 e 8, e Sl 115, 4); com Salomão (3Rs 8, 23 e 43; 2Rs 12, 20); com Elias (1Rs 18, 24); com Eliseu (2Rs 2, 11); com o Rei Asa (2Cr 14, 11); com o juiz Josafá (2Cr 20, 6 e 9); com Jesus, filho de Sirac (Eclo 51, 14); com Jeremias (Lm 3, 55); com Azaria no meio da chama (Dn 3, 26); com os três jovens, Sidrac, Misac e Abdénago, na fornalha ardente (Dn 3, 28); com os Sacerdotes (1Mc 7, 37); com os discípulos de Cristo e todos os santos e as pessoas devotas; pela Oração dominical (Mt 6, 9; Jo 14, 13 e 15, 16 e 16, 23).

    Ó Senhor Deus, quanto Admirável é o teu Nome na Terra Universal (Sl 8, 1; 8, 9).

    Eu cantarei o nome do Senhor Altíssimo (Sl 7, 17).

    Eu me congratularei e eu me exaltarei em ti, eu cantarei o teu nome, ó Altíssimo (Sl 9, 3).

    Iahweh é o seu nome (Jt 9, 10 e 16, 3).

    Iahweh Sabaoth, Senhor dos Exércitos é o meu nome (Is 51, 15).

    Quem invocar o nome do Senhor (manifestado aos seres humanos na Sabedoria Eterna incarnada, Jesus Cristo, Jo 17, 6) será salvo, (Jl 2, 32; At 2, 21; Rm 10, 13).

    Aqui se relaciona a Doutrina dos Cabalistas sobre os nomes de Deus e as Dez Sephiroth (versículo 137) ou Emanações, ou Numerações (como eles lhes chamam) de Deus, pelas quais todo o Elohim Tri-um se avança na universalidade das coisas, rodeado por elas como de ornamentos e de vestuários dignos de uma tal majestade; e cada vez que uma Alma dos bem-aventurados toca Teo-Soficamente na franja destes vestuários, Deus responde: alguém me tocou, porque eu próprio senti uma virtude sair de mim (versículos 222 e 252).

    Nós representamos isto no primeira figura deste Anfiteatro, e, com a permissão de Deus, tratamos longamente sobre ela, e a propósito nesta explicação.

    Alguns perguntarão porque é que eu introduzi neste Anfiteatro Estas Palavras Hebraicas? Ora se eles conhecessem realmente a força secreta deste Decreto dos Sacerdotes de Zoroastro (o Príncipe das coisas sagradas): «Vocês não mudarão nada nos nomes sagrados bárbaros (quer dizer Hebraicos)», isto não seria interpretado sinistramente.

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Anfiteatro da Sabedoria Eterna - 22 de Junho


Versão antiga ou Vulgata Passagens citadas da Sacro Santa Escritura Nova tradução dos Provérbios a partir do hebreu, e da Sabedoria a partir do grego
173. → A Benção do Senhor faz os ricos, e a aflição não se associa a eles. Pr 10, 22. 173. A Benção de Iahweh enriquece, e Iahweh não junta a dor à sua benção.


  • A Benção do Senhor, etc. - Os Frutos da Divina Sabedoria são os dons e Bens do Corpo, da Alma e do Espírito, de todos os tipos; porque eles próprios se aplicam a todas as criaturas, e afluente para elas com uma tal abundância que a Sabedoria (que é Rainha e Dominadora das criaturas) habita nas suas almas como um Rei Único.

    Visto que ela é a liberdade das criaturas, o seu fim próprio e especial, que ela sirva portanto à glória de Deus e aos homens amados por Deus, herdeiros da vida eterna.

    Visto que os Anjos, administradores do Espírito, pela ordenação de Deus, servem essa Glória com o seu movimento próprio, porque é que as outras criaturas, submetidas ao ministério dos Anjos, não preencheriam elas também essas mesmas funções?

    E da mesma forma que a causa da maldição é a desobediência do Protoplasta, trazendo com ela calamidades de todo o tipo, esterilidade dos Elementos e escassez das coisas, da mesma forma a causa da Benção é a Piedade e o Temor de Deus.

    Este Benção não é outra coisa senão esta virtude que procede da boca de Deus, vivificando, multiplicando e fecundando a Natureza das coisas, como se ela se espalhasse em ondas abundantes.

    Pode-se citar aqui os exemplos dos Patriarcas, de alguns Reis e de Santos.

    Em seguida, estas riquezas que são a verdadeira fonte da Sabedoria, não trazem com ela a dor quando elas afluem, não geram a dor naqueles em quem elas entram; porque a fonte das riquezas, que possuem os piedosos fiéis amados por Deus, é a Sabedoria ela própria.

    Ela é melhor que o ouro, versículo 30; e que todos os objetos mais preciosos, versículo 5; que o ouro e a pedra preciosa, versículo 327. Porque ela dá, ela própria, Todas as Coisas, versículo 241.

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Anfiteatro da Sabedoria Eterna - 21 de Junho


Versão antiga ou Vulgata Passagens citadas da Sacro Santa Escritura Nova tradução dos Provérbios a partir do hebreu, e da Sabedoria a partir do grego
172. Tu és, Senhor, aquele que tem poder sobre a vida e a morte, e → que levas às portas da morte e tiras de lá. Sb 17, 13. 172. Tu (Iahweh) tens poder de vida e de morte, tu levas às portas dos infernos e tiras de lá.


  • Que leva às portas da morte, etc. - Eis o que é a Escola, o Atelier ou Ergastérium da Sabedoria Divina.

    Ela mortifica os seus admiradores, afim de que ela assim os vivifique; ela condu-los às portas da morte para que, pela mesma via, ela os eleve às portas do Céu.

    O coração contrito e humilde postula pela Sabedoria; ela eleva neste coração um magnífico domicílio.

    Quando portanto ela quebra um ser humano, ela edifica-o a ele próprio; quando ela o destrói, ela renova-o; quando ela o humilha, ela exalta-o; quando ela o obscurece, ela influi-lhe uma nova luz; quando ela desvia o ser humano da frequentação das pessoas, ela introdu-lo na relação com os Seres celestes.

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Anfiteatro da Sabedoria Eterna - 20 de Junho


Versão antiga ou Vulgata Passagens citadas da Sacro Santa Escritura Nova tradução dos Provérbios a partir do hebreu, e da Sabedoria a partir do grego
171. Tu (Senhor) és → aquele que liberta de todo o mal. Sb 17, 8. 171. Tu (Iahweh) ensinaste aos nossos inimigos que tu és aquele que livra de todo o mal.


    Aquele que liberta, etc. - Deus, o melhor e mais elevado de todos os Seres, dispensa com variedade os raios da sua Sabedoria, e ele os dispõe para a salvação e ajuda dos seres humanos.

    Porque a Sabedoria divina não é uma ciência vã e inane, mas uma virtude auxiliadora, infinita, que possui as forças auxiliares que operam a salvação dos seres humanos.

    E quando o género humano está oprimido por diversas (oh! dor) e mesmo inúmeras calamidades (devido ao pecado cometido) a Sabedoria de Deus contém outros tantos remédios, tanto Espirituais como Naturais, que ela nos distribui fielmente desde o seu abismo, pelos seus fieis servos e criados.

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Anfiteatro da Sabedoria Eterna - 19 de Junho


Versão antiga ou Vulgata Passagens citadas da Sacro Santa Escritura Nova tradução dos Provérbios a partir do hebreu, e da Sabedoria a partir do grego
170. Afim de que seja notório para todos que é importante → prevenir o Sol pela tua Benção, e que Tu deves ser adorado → a Oriente da Tua Luz. Sb 16, 28. 170. Afim de que seja notório que o Sol deve ser prevenido para te prestar a ação de graças, e tu deves ser saudado no levantar da luz.


  • Prevenir o Sol - Preceder o Sol; não apenas este Olho visível (como diz Hermes) que é a grande luminária do Firmamento, mas também o sol Divino; e no levantar da sua luz, é necessário, ó Iahweh, preceder-te e caminhar na tua frente, encontrar-te, aproximar-me de ti com suplicações (1Tm 2, 2), com orações e postulações; prevenir-te, no tempo e lugar oportunos, pelos nossos labores tanto do espírito como do corpo, em ações de graças (porque a ação de graças é um convite para dar mais) os raios da benção benignamente influenciados; e por fim consultar-te Teosoficamente sobre todos os nossos empreendimento, e agir contigo. Ver Pr 14, 11.

    A criança aprenderá muito nos seus estudos, se as suas obras forem puras e retas.

    Nota: Assim como o Maná, alimento do povo Judaico no deserto, devia ser recolhido antes do levantar do Sol, afim de que não fosse liquidificado pelos raios do Sol, do mesmo modo o maná da Divina Sabedoria deve ser recolhido nos vasos da oração da manhã, e no velar desde a manhã às portas da Sabedoria.

    O Nosso Sol, que está em nós, precede o Sol Macro-Cósmico; que ele se levante portanto preferencialmente no céu interno Micro, em vez do céu externo Macro-Cósmico; porque as luzes celestes, que são os veículos da Luz e da Sabedoria, ajudam a afastar as trevas interiores.

    É o Sol que se levanta em nós que é descrito no Cântico dos cânticos: «Eu durmo e o meu coração vigia.

    Não é sem razão que o Salmo 78 (vulg. 77) chama ao Maná: o pão dos Anjos. Porque o Maná sobrenaturalmente gerado pela Sabedoria Divina é um fruto da Divina Sabedoria.

    Portanto a Sabedoria, que procede da boca de Deus, é o verdadeiro pão dos Anjos, do qual estes se alimentam suavemente.

    E porque Jesus Cristo é o verbo do Pai e a Sabedoria do Pai, ele é portanto o verdadeiro Maná dos cristãos crentes.

    E ele deve ser recebido com um coração submisso, com uma alma atenta, antes que a nossa alma seja agitada pelas aflições, e seja dividida pelas preocupações que cada um dos nossos dias traz consigo.
  • A Oriente da Tua Luz - Quer dizer desde a madrugada até ao crepúsculo matinal (porque aquele que procura o bem levanta-se com alegria ao amanhecer (Pr 11, 27), ao levantar do sol, à aurora que agrada às musas, e verdadeiramente nesta hora bem-aventurada, não apenas do dia natural, mas da tua vida, da pia devoção, dos conceitos excelentes do espírito, etc.; e imediatamente que se tenha levantado assim (é a esse levantar que a escola dos Cabalistas chama Aurora), quando tu te sentires movido por um bom movimento pelo impulso do Espírito do bem em ti, quando o teu coração se inflamar, se dilatar e se aumentar afim de realizar esta obra; então, para entrar Micro e Macro-Cosmicamente no Oratório, ora e exercita-te Teosoficamente a meditar pelo solilóquio cristão (tu saberá então servir e secundar o Tempo, o Lugar, o Céu, os Astros, os Génios, a Milícia do Exército celeste, Deus, quer dizer Tudo :) escuta, vê, observa segundo as Leis e a Doutrina deste Anfiteatro o que Iahweh em ti próprio, na Natureza, e na Sacro Santa Escritura, te sugerirá e te responderá: depois afim de entrar também no Laboratório, Labora sabiamente segundo a Divina instituição acima citada, Cabalística, quer dizer escondida, e verdadeiramente utilizada pelos Sábios muito antigos; e deste modo, Deus dar-te-á esta graça sem demora.

    Não atrases este exercício quando sentires o aguilhão do Espírito Santo e do bem; porque é para a testa cabeluda que a calvície virá mais tarde. Porque todas as coisas têm o seu tempo, como atestam Salomão e a nossa experiência.

    É por isso que quando, e onde, nos levam as vontades do destino, é preciso segui-las com obediência.

    Hoje, ensina-nos o Salmografo Real, que quando vocês ouvirem a voz de Iahweh, guardem-se de ser como as mulas e os cavalos nos quais não há intelecto. Salmo 32, 9 (vulg. 31).

    Invoca portanto Deus (Macro e Micro-Cosmicamente) unicamente a Oriente, e não a Ocidente. Ver o versículo 96.

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Anfiteatro da Sabedoria Eterna - 18 de Junho


Versão antiga ou Vulgata Passagens citadas da Sacro Santa Escritura Nova tradução dos Provérbios a partir do hebreu, e da Sabedoria a partir do grego
169. Conservando os caminhos da Justiça, e → guardando as vias dos Santos.
* Então tu conhecerás a Justiça, e o Julgamento, e a equidade, e todos os caminhos excelentes.
Pr 2, 8.




Pr 2, 9.
169. Afim de que eles guardem os caminhos do julgamento: e ele guardará a via dos seus misericordiosos.
* Então tu conhecerás a Justiça, e o Julgamento, e as Retidões, e todos os caminhos excelentes.


  • Guardando as vias dos Santos - É o fruto perfeito da Divina Sabedoria.

    Que os devotos guardem portanto o Favor e a graça de Deus, com receio de que se afastem dos caminhos da Justiça.

    A Sabedoria Divina é uma Luz perpétua que mostra a via nas trevas, que afasta a alma dos erros, que livra dos conselhos insensatos, que restringe as vãs cogitações.

    Eu ensinar-te-ei, diz a Sabedoria, quais são as coisas úteis; dar-te-ei o Intelecto, e eu instruir-te-ei nessa via pela qual tu progredirás; fixarei os meus olhos em ti. Salmo 32, 8 (vulg. 31).

    Ó Sabedoria Eterna, ensina-nos, dirige-nos pela norma eterna, informa-nos pela regra eterna:

    Informa-me, ó meu Deus, qual é a tua vontade santa
    Digna-te dar-me a tua mão para conduzir os meus passos;
    Porque eis que tu continuarás sempre comigo, ó meu Deus
    E o sinal divino do teu espírito me conduzirá pelo caminho reto.

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Anfiteatro da Sabedoria Eterna - 17 de Junho


Versão antiga ou Vulgata Passagens citadas da Sacro Santa Escritura Nova tradução dos Provérbios a partir do hebreu, e da Sabedoria a partir do grego
168. Ele guardará → a salvação dos retos, e protegerá aqueles que caminham com simplicidade, Pr 2, 7. 168. Ele esconderá a essência para os retos, e será o escudo daqueles que caminham com perfeição,


  • A salvação dos retos - Os frutos da Divina Sabedoria são infinitos: e o maior deles é a Salvação da Alma.

    Divinamente conservados e guardados, eles são como um tesouro eterno para os justos.

    E, como indica o texto hebreu, a própria essência das coisas, ou o que dá a todas as coisas a sua essência, é o tesouro do justo; o que não é nada mais que Deus Ele próprio, o qual é Todas as Coisas em Todos.

    Iahweh é portanto Ele próprio a salvação do justo; a Sua Ipseidade é o escudo do justo, que protege o justo contra as flechas do diabo, e contra os seres humanos inimigos, e contra as impressões malignas do Macro-Cosmo.

    É a sombra do Altíssimo e a Proteção do Omnipotente contra os horrores da noite, contra as setas velozes de cada dia, contra o demónio que combate ao meio-dia, contra a peste que caminha nas trevas. Salmo 91.

    Todos estes males não atingirão aqueles que caminham na integridade, quer dizer em Deus, Ipseidade, e no seu filho Jesus Cristo.

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Anfiteatro da Sabedoria Eterna - Quarto grau


IV. GRAU PROLOGÉTICO

Quarta Exposição



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Anfiteatro da Sabedoria Eterna - 16 de Junho


Versão antiga ou Vulgata Passagens citadas da Sacro Santa Escritura Nova tradução dos Provérbios a partir do hebreu, e da Sabedoria a partir do grego
167. → O Senhor dá a Sabedoria, e da sua boca a Prudência e a Ciência. Pr 2, 6. 167. Iahweh dá a Sabedoria; da sua boca sai o conhecimento e a Inteligência.


  • O Senhor dá, etc. - Como diz S. Tiago na sua carta (Tg 1, 5): «Se qualquer um dos vossos tem falta de Sabedoria, que ele a peça a Deus que dá a todos com afluência e sem repreender, e ela ser-lhe-á dada. Mas que ele a peça com fé e sem hesitar. Porque aquele que hesita é semelhante ao fluxo do mar que se move pelo vento e vai para aqui e para acolá.»

    Que esta pessoa não creia portanto (quer seja elevado ou ínfimo, nobre ou plebeu, Grosz oder klein Hansz), que receberá a mais pequena coisa (qual quer que ela esteja) do Senhor.

    A pessoa cuja alma é dupla, é inconstante em todas as vias. Ver os versículos 216 e 251.

    Se portanto, o que é verdadeiro, Iahweh dá a Sabedoria, é em vão que nós nos apoiamos apenas sobre a nossa prudência, e que nós lhe adicionaremos (algo), laborando, por qualquer arte humana.

    O Livro, sem a chave do Espírito Santo, não revela nada.

    É portanto com razão que Júlio César Scaliger (Exercit. 359, 1) disse: «A nossa peregrinação no estudo das letras, sem a luz divina, não é mais que um miserável errar».

    Ela deve ser procurada junto de Iahweh, Teosoficamente, quer dizer Cristiano-Cabalisticamente, Divino-Magicamente et Físico-Quimicamente, no Oratório e no Laboratório, Micro e Macro-Cosmicamente; deve ser obtida do Senhor que a inspira e a dá com abundância.

    Ela é um dom de Deus.

    É por isso que o muito Douto Johann Reuchlin "Capnion" (cuja memória seja eterna por causa da sua divina habilidade no estudo da Cabala), no livro De Verbo Mirifico 1, 7, define muito bem a Filosofia (que se nomeia assim devido ao amor pela Sabedoria) como sendo um Sopro (spiraculum) de Deus e uma Ilustração Divina.

    Portanto, visto que a verdadeira Sabedoria é um sopro de Deus e uma Ilustração Divina, a sabedoria do mundo imundo (realmente louca e insensata) é um sopro do diabo (que, segundo o testemunho do Apóstolo é o príncipe deste mundo, a exemplo do qual toda a terra está ordenada) e uma cegueira do espírito.

    É por isso que ela é loucura aos olhos de Deus e aos olhos das pessoas ilustradas pelo Espírito de Deus.

    O rio da Sabedoria verdadeira deve ser derivado do oceano da Sabedoria por intermédio dos sifões do seu Livro Ter-tri-um e Católico e sob a direção da graça divina, levado ao Paraíso da nossa alma; mas a água enlameada dos pântanos do príncipe deste mundo imundo não deve ser extraída das suas fétidas lagoas para ser conduzida pelos canais dos sofismas e dos erros.

    O primeiro dá a Ciência verdadeira e salutar das coisas Divinas e humanas; o segundo dá a viciosa, turgescente, falsa, sofística, estéril e imunda sabedoria mundana. Ver o versículo 187.

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Anfiteatro da Sabedoria Eterna - 15 de Junho


Versão antiga ou Vulgata Passagens citadas da Sacro Santa Escritura Nova tradução dos Provérbios a partir do hebreu, e da Sabedoria a partir do grego
166. → Como na tua alma está a Doutrina da Sabedoria, a qual quando tu a tiveres encontrado, → tu terás de novo a esperança, e a tua esperança não perecerá. Pr 24, 14. 166. Como suave será à tua alma → o conhecimento da Sabedoria, se tu a encontrares; e ela será a tua recompensa, e a tua espera não se perderá.


  • Como a Doutrina, etc. - Porque Jesus, Sabedoria do Pai feita carne, é a Flor do Mel Divino, o Maná do Orvalho Superceleste, o Mel na boca, o Mel no coração, a Pedra (1Cor 10, 1) sobre a qual está edificada a Igreja (Mt 16, 18).
  • O conhecimento da Sabedoria - O conhecimento da Sabedoria verdadeira é a Luz na Alma, dissipando as trevas da ignorância, e todas as opiniões falsas e incertas.

    E este conhecimento difere tanto da opinião e das conjecturas incertas, como a luz difere das trevas, e como o corpo difere da sua sombra.

    Deus deve ser insistentemente solicitado, afim de que ele ilumine os nossos espíritos.

    Tem portanto cuidado, tem cuidado para não pedires a luz das trevas aos espíritos malignos que são apostatas e mentirosos.

    Tem cuidado para não procurares a Luz verdadeira na sombra, quer dizer nas pessoas não iluminadas pela Luz verdadeira, que se orgulham da sua própria Sabedoria, e te fazem aceitar e te vendem as suas fantasias especulativas, e os seus sonhos em vez da Sabedoria.
  • Tu terás de novo - Ver, mais abaixo, o versículo 224.

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Anfiteatro da Sabedoria Eterna - 14 de Junho


Versão antiga ou Vulgata Passagens citadas da Sacro Santa Escritura Nova tradução dos Provérbios a partir do hebreu, e da Sabedoria a partir do grego
165. (Por conseguinte) meu filho, come → o Mel porque ele é bom, e o favo de mel, muito doce para a tua garganta. Pr 24, 13. 165. Come, meu filho, o mel porque é bom, e o favo de mel que é doce ao teu paladar.


  • O Mel - Ateneu conta que Demócrito estando doente, viveu durante alguns dias, apenas com mel; e quando este veio a faltar, este filósofo morreu.

    Segundo Diógenes Laércio, foi pelo odor do pão quente, estando próximo da morte, que prolongou a sua vida durante três dias.

    A muito suave Doutrina da Sabedoria Eterna (que é o pão da vida, Jo 6, 35) comido pela boca do coração purificado e mundificado, não somente te revivificará, tu que estás letalmente deitado pela morte dos pecados, mas ainda te preservará da morte eterna.

    Da mesma forma que as abelhas confeccionam o sua mel a partir do orvalho e das flores, da mesma forma o mel da Sabedoria Divina é formado a partir do Orvalho Celeste, Espiritual, Divino, quer dizer do Espírito Santo, e da flor da tua Alma, quer dizer: Fé, Amor, Esperança e Invocação, e cuja mínima parcela recebida pela alma devota e fiel ultrapassa a doçura, a deleitação e a voluptuosidade do mundo inteiro.

    Tal como diz o Salmista: «As tuas palavras são para mim mais suaves que o mel e o favo do mel» Sl 19, 11 (vulg. 18), e Sl 119, 103 (vulg. 118): «A Tua doçura, ó Senhor, torna-me doces todas as coisas amargas deste mundo

    Come portanto o Mel da Pedra, o Cristo, porque, pelo seu Bálsamo muito salutar, tu serás liberto no Corpo, no Espírito e na Alma, da corrupção aniquiladora (Dt 32, 13) enquanto que se ele te falta, tu serás conduzido à morte.

    É neste mel muito suave que se encontra o Sal da Sabedoria, assim nomeado sabiamente pelos sábios.

    É digno de nota, certo, que este ensino da Divina Benignidade, esta frase tenha ficado como testemunho até aos nossos dias, mesmo entre os filósofos profanos, enquanto que estes homens miseráveis não compreendiam (pela vontade de Deus) aquilo que diziam.

    Há uma força secreta nesta locução. Aprende-a, meu filho.

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Anfiteatro da Sabedoria Eterna - 13 de Junho


Versão antiga ou Vulgata Passagens citadas da Sacro Santa Escritura Nova tradução dos Provérbios a partir do hebreu, e da Sabedoria a partir do grego
164. Quem subiu ao Céu e desceu? Quem conteve o Espírito nas suas mãos? Quem reteve as Águas como numa roupa? Quem suscitou todos os limites da Terra? → Qual Nome é o Seu, e qual é o Nome do Seu Filho, sabes? Pr 30, 4. 164. Quem subiu ao Céu e desceu? Quem reuniu os ventos com os seus punhos? Quem congregou as Águas nas suas roupas? Quem estabilizou todos os limites da Terra? Qual nome é o seu, e qual é o Nome do Seu Filho, sabes?


  • Que Nome é, etc. - O Sábio vaticina aqui a Sabedoria incarnada e o Nome inefável e admirável de Iahweh.

    O Salmista ensina-nos como devemos servir-nos sabiamente dos Nomes de Deus no Oratório: «O Senhor é a minha força, o meu refúgio, a minha fortaleza, o meu libertador: o meu Deus é o meu rochedo, o meu protetor, o meu corno de salvação, o meu refúgio.» Salmo 18, 2 e 3 (vulg. 17).

    E Moisés: «Senhor nosso Deus, Bendito, Misericordioso, Clemente, Longânime, pleno de Misericórdia e de Bondade» (Ex 34, 6).

    O nome de Jesus é o nome acima de todos os nomes, diante do qual todos os joelhos, daqueles que estão no céu, sobre a terra, e debaixo da terra, se fletem.

    Este Nome é a causa que realiza todos os milagres divinos, se a Alma se preparou ritualmente, Teo-soficamente e Misticamente pela fé e pela invocação.

    Àquele, que por esta fé, se conjugou, copulou, e está verdadeiramente Unido com o Nome de Jesus, cedem todas as virtudes dos céus, todas as forças terrestres, todas as forças diabólicas, todas as coisas que, provindo do reino do pecado e do diabo, infestam os corpos e as almas dos seres humanos.

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Anfiteatro da Sabedoria Eterna - 12 de Junho


Versão antiga ou Vulgata Passagens citadas da Sacro Santa Escritura Nova tradução dos Provérbios a partir do hebreu, e da Sabedoria a partir do grego
163. → Pela sua Sabedoria jorraram → os Abismos, e as nuvens condensaram-se em orvalho. Pr 3, 20. 163. Na sua Sabedoria os abismos jorraram por si próprios, e os Céus destilam o orvalho.


  • Pela sua Sabedoria - De quem? De Iahweh.

    Se Deus é eterno, porque é que ela não seria eterna?
  • Os Abismos - Notemos que aqui se apresenta a Doutrina insigne dos Abismos.

    O abismo é a Causa, a Origem, a Sede, a Fonte, a Recessão profundíssima, abstrusíssima, ocultíssima, imperscrutável e inefável das coisas Naturais, Sobrenaturais, Espirituais, Divinas, Eternas e Infernais, que produz admiráveis efeitos e que não é compreensível por nenhuma investigação ou penetração da razão humana.

    É este Abismo da Criação, do qual fala Moisés em Gn 1, 2: E as trevas estavam sobre a face do Abismo.

    É também o Abismo da Escritura Santa, do qual fala Ezequiel no capítulo 47 e o Eclesiástico 1, 2 e 24, 8.

    É o Abismo da Providência, do qual fala todo o Salmo 139.

    É o Abismo da Omnipotência e da Sabedoria Divina, do qual fala Isaías no capítulo 40.

    É o Abismo da predestinação, do qual fala S. Paulo em Ef 1, 4 e Rm 9.

    É o Abismo da Dileção, da Redenção e de Cristo ele próprio, dos quais falam S. João 3 e S. Paulo Rm 5.

    É o Abismo dos julgamentos de Deus, dos quais fala o Salmo 36, 7.

    A multidão dos teus julgamentos é um abismo (Eclo 38).

    Os seus conselhos estão no abismo.

    É ainda o abismo da miséria humana, e do pecado, e do coração depravado (Jr 17, 9; Ez 26, 9).

    É o abismo do inferno (Ap 9, 1 e 2).

    É, por fim, o abismo da vida e da alegria eterna, onde todas as coisas estão sem fim nem termo (Ez 31, 4).

    Ele exaltou este abismo, quer dizer a beatitude e a prosperidade infinitas.

    E por este meio nós explicaremos, tanto quanto convém a esta obra, o que é o Abismo da Criação e da Providência.

    O abismo da Criação e das coisas Naturais, são as Nascentes, as Origens, os Tesouros, as Fontes invisíveis muito puras, perpétuas, muito escondidas nos centros dos Elementos puríssimos e simplicíssimos; quer dizer da Terra, da Água, do Ar e do Firmamento, nos quais tesouros ocultíssimos estão guardados perpetuamente até à Resolução do mundo, as Razões seminais das coisas e conservadoras das espécies: porque com efeito elas administram as figuras, proporções e costumes dos Animais, Vegetais, Minerais, rios, ventos, tempestades, serenidades, tempos, idades e de todas as coisas pelas quais são produzidos os estados e os tempos na cena visível deste mundo, e que elas dirigem a República de toda a vida humana, e o curso, fluxo e refluxo de toda a Natureza.

    Orfeu chama a este Abismo Natural: Noite, Trevas, Nebulosidade, Diana incompreendida e nunca vista pelos mortais, quer dizer nua, no hino que começa assim: Nox gluesis pantôn.

    O abismo da Providência é a ordem infinitamente abstrusa dos Conselhos Divinos, administrador de toda a Natureza e da vida humana, por quem são regidos os tempos, as idades, as mutações, os anos, os meses, os dias, as horas, os minutos.

    Ele é o autor, o moderador e o dispensador das coisas naturais e das ações humanas, dos deveres, das vocações, dos estudos, dos perigos, das calamidades, das aflições, das Libertações, da vida e da morte do Ser Humano.

    O abismo da Sabedoria está descrito no Livro da Sabedoria 7.

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Anfiteatro da Sabedoria Eterna - 11 de Junho


Escutemos de novo
O Sábio


Versão antiga ou Vulgata Passagens citadas da Sacro Santa Escritura Nova tradução dos Provérbios a partir do hebreu, e da Sabedoria a partir do grego
162. → O Senhor fundou a Terra pela Sabedoria, → e estabilizou os Céus pela Prudência. Pr 3, 19. 162. Iahweh fundou a Terra na Sabedoria, estabilizou os Céus na Inteligência.


  • O Senhor fundou pela Sabedoria, etc. - É por isso que se tu desejas ser perfeitamente instruído sobre a criação do Mundo, do Caos, da primordial Hilê, ou Matéria primeira, da Alma do Mundo chamada Natureza, do Mediador, quer dizer do Espírito Etérico (que é o Céu) que une e faz copular estes dois extremos, a Matéria e a Forma, o Corpo e a Alma, em todo o globo sublunar (que é movido por Deus); do Céu, quer dizer do Espírito etérico solidamente firmado no alto, daí o seu nome de Firmamento; dos Princípios, dos Elementos e dos seus frutos; de todas as coisas que estão contidas no Universo desde o mais alto dos Céus até ao mais fundo do Centro da Terra; e por fim de todo o ornamento Macro e Microcósmico: (o que é a obra Cabalística de Bereshit, quer dizer da Sabedoria da Natureza) se tu desejas, digo eu, ser instruído, ensinado e informa na Bereshit, (toma isto como certo e não como uma simples opinião) recorre frequentemente Teosoficamente à Sabedoria de Iahweh (Verbo de Deus, pelo qual todas as coisas são feitas, e sem o qual nenhum das coisas existentes teria sido feita, Jo 1, 3) segundo as Leis e a Doutrina deste Anfiteatro; escuta-a, vê-a, observa-a instruindo-te maravilhosamente na Sacro Santa Escritura, no Livro da Natureza e na tua Alma Divinamente iluminada; tu a encontrarás, só e única preceptora verdadeira, conduzindo-te na Verdade Natural, hiperfísica e Divina, Universal.

    Ó tu, Cristiano-Cabalista, Físico-Mago e Físico-Químico, em Orando e Laborando (como ensina este Anfiteatro) em entrando sabiamente pelas cinquenta portas da Inteligência, às quais os Cabalista consagram tantos estudos penosos, e que foram divinamente recebidos por Moisés, servidor de Deus e anotados numa ordem admirável (Gn 1), tu ascenderás, revestido pela unção do Espírito Santo, tu ascenderas, digo eu (como pela escada de Jacó) à obra da Merkabah que é a Sabedoria da Divindade que respeita às mais sublimes contemplações e à ciência verdadeiramente espiritual, afim de que tu desfrutes de Deus, Paterno, Fraterno e Amigo, o que é o Sabbath dos Sabbaths, o Jobel (Jubileu) último eterno.

    Esta é a via real e católica, pela qual se deve encontrar a Pedra (que muitos ansiosos procuraram sinistramente e ainda procuram) dos Filósofos, Saturninamente colocada por Iahweh no centro do Mundo.

    Os outros são todos rodeios Labirínticos.

    Tu que conheces o Sal de Saturno Católico, e cujo mistério resplandece Filosoficamente no Denário, guarda o silêncio.

    É preciso dar feno ao boi, e apenas açúcar ao papagaio.

    Ó loucos e ímpios, que, antes de terem obtido a unção do Espírito Santo, trabalham seguindo alguns pérfidos Filósofos pagãos (espíritos malignos, mestres do erro) comecem portanto a aprender daquela que é a Sabedoria Eterna, encarnada no mundo, única verdadeira, de reentrar em vocês próprios pelo influxo sagrado do Espírito Santo nas suas próprias palavras (conduzido pela mão de Deus) que vocês poderiam receber, e que vocês deveriam conhecer.

    A Sabedoria de Iahweh única e só, deve, pode e quer ensinar-nos sabiamente no seu Livro Tri-um, quer dizer na Sacro Santa Escritura, na Natureza e no Espelho da nossa Alma. Ver o versículo 260.
  • E estabilizou os Céus - Quer dizer firmou o Espírito etéreo que é, e é chamado o Céu. É o Firmamento (Gn 1).

    Pelo Verbo do Senhor, os Céus são firmados, e pelo Espírito da sua boca, todos os seus ornamentos (Sl 33, 3; vulg. 32).

    Ver o versículo 261, e a figura terceira deste Anfiteatro. Quest. quinta.

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Anfiteatro da Sabedoria Eterna - 10 de Junho



Versão antiga ou Vulgata Passagens citadas da Sacro Santa Escritura Nova tradução dos Provérbios a partir do hebreu, e da Sabedoria a partir do grego
161. Eu caminho → nas vias da Justiça, e no meio dos caminhos do julgamento. Pr 8, 20. 161. Eu avanço entre os caminhos da Justiça, no meio dos caminhos do julgamento.


  • Nas vias da Justiça - Logo que a alma fiel tiver desposado a Sabedoria Divina, e que esta tenha copulado num matrimónio celeste com a alma devota, a Sabedoria enfeitará a sua esposa com o amor da Justiça e enchê-la-á com o ódio da injustiça, quer dizer das injúrias contra Deus e o próximo; ela dará à alma iluminada um julgamento direito, reto, sincero, incorrupto sobre todas as coisas que manifestam a Glória de Deus ou que aproveitam à salvação do próximo.

    Porque a Glória de Deus e a salvação do povo consistem na Justiça e no julgamento.

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Anfiteatro da Sabedoria Eterna - 9 de Junho



Versão antiga ou Vulgata Passagens citadas da Sacro Santa Escritura Nova tradução dos Provérbios a partir do hebreu, e da Sabedoria a partir do grego
160. Eu, → aqueles que me amam, eu amo-os, e aqueles → que desde a manhã velam por Mim, encontram-Me. Pr 8, 17. 160. Aqueles que me amam, eu amo-os, e que procuram, encontram-me.


  • Aqueles que me amam, eu amo-os - Pela lei de talião; quem ama é digno de ser amado. Ver o versículo 145.
  • Que desde a manhã velam - Porque aquele que me procura com vigilância desde a sua primeira juventude, noite e dia, antes da aurora, antes de sair da cama, meditando na minha Lei tri-una, quer dizer da Natureza, da Sacro Santa Escritura e da Consciência, encontrar-me-á. Ver o versículo 28.

    Como Elcana, com as suas mulheres, levantou-se de manhã cedo e adorou com elas o Senhor (1Rs 1, 19).

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Anfiteatro da Sabedoria Eterna - 8 de Junho



Versão antiga ou Vulgata Passagens citadas da Sacro Santa Escritura Nova tradução dos Provérbios a partir do hebreu, e da Sabedoria a partir do grego
159. → O Temor do Senhor odeia o mal, a arrogância e a soberba; eu detesto, quer a via depravada, quer a boca bilíngue. Pr 8, 13. 159. O Temor de Iahweh é ter ódio ao mal, à soberba e à arrogância, e eu odeio a via má, e a boca que diz perversidades.


  • O Temor do Senhor odeia o mal, etc. - Porquê? Porque o Senhor que ela teme (como se deve temer o Senhor) é Bom; ela odeia a arrogância e a soberba porque ela teme o Altíssimo, o Eterno, o Terrível, o Forte; ela odeia a via depravada porque ela teme aquele que escrutina todas as coisas, o Deus Ciumento, o Justo; ela detesta a boca bilíngue porque ela teme o Melhor, único Sábio, muito Verdadeiro; e assim o Temor de Iahweh é o Início da Sabedoria, que é desfrutar da Benignidade imensa de Iahweh, Tolerante e Misericordioso. Ver a figura segunda deste Anfiteatro.

    Esta é a nossa reforma a exemplo do Arquétipo, à imagem e semelhança do qual (Gn 2) nós somos formados.

    Feliz o ser humano que teme o Senhor. Porque para esse, nada será impossível, porque o Senhor faz a vontade daqueles que o temem (Sl 145, 19).

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Anfiteatro da Sabedoria Eterna - 7 de Junho



Versão antiga ou Vulgata Passagens citadas da Sacro Santa Escritura Nova tradução dos Provérbios a partir do hebreu, e da Sabedoria a partir do grego
158. Eu (המכה Hhochmah) a Sabedoria, eu habito no Conselho, e → eu estou presente entre as cogitações eruditas. Pr 8, 12. 158. Eu (המכה Chochmah) a Sabedoria, eu habito na astúcia, e eu encontro-me na ciência das cogitações.


  • Eu estou presente entre as cogitações eruditas - Não nas cogitações ou nos discursos grosseiros, obscenos, ímpios, blasfematórios, vergonhosos, pronunciados pelo louco ou pelo insensato, o que não é digno dela (Ef 4); nem nas palavras das maldições, raivosamente e escabiosamente pronunciadas contra o próximo pelas pessoas furiosas.

    Que aquele que procura a Sabedoria verdadeira fuja disso tudo e se mantenha completamente afastado.

    Tais pessoas, diz o douto Erasmo, num piedoso movimento de alma, levam um cadáver putrificado no sepulcro do seu coração, e exalam um fedor que corrompe e envenena o próximo.

    Eles não exalam nada do bálsamo da Sofia Celeste.

    Os corpos das pessoas devotas são os templos benevolentes e perfeitamente instruídos do Espírito Santo da Sabedoria; os corpos dos ímpios são sepulcros de cadáveres.

    Porque tanto um corpo destituído da sua alma morreu, quanto morreu uma alma abandonada por Deus, e que se manifesta igualmente, fi, por inúmeros odores.

    Não há cadáver corporal, que ofenda tanto as narinas das pessoas, quanto a fetidez da alma no seu sepulcro ofende as narinas Divinas de todos os seres Celestes, quer dizer: dos Espíritos bons.

    Deus falará a língua, e as vivas palavras de Deus, porque assim ele mantém a vida.

    Aplica-te Teosoficamente, pelas forças Divinamente concedidas a ti, a reduzir o Ternário, pela rejeição do Binário, à simplicidade da Mónada, através do Quaternário, como ensina a segunda figura deste Anfiteatro, em nome da Sabedoria manifestada na carne, quer dizer: Jesus Cristo crucificado; e, visto que o teu Corpo, o teu Espírito e a tua Alma (quer dizer: tu todo inteiro) serão reunidos em nome de Jesus, a meditar então na Sabedoria, pelo jejum Cristão no Oratório; exercita-te religiosamente pelo solilóquio, no espírito e na verdade; e verdadeiramente, Hhochma-El (que é em hebreu o nome da Sabedoria de Deus) estará presente em todas as cogitações, orações, solilóquios, meditações; e criará e conservará em ti um coração puro; ela inovará o Espírito justo nas tuas vísceras; ela far-te-á conhecer Santas, sapientes e artificiosas cogitações; ela te preencherá com o espírito de Prudência (Ex 28, 3).

    Theopneustikôs, quer dizer: inspirando-te Divinamente, e te instituirá e te conduzirá na verdade da Agnição, da Cognição, da Cognação, da União e da Fruição (como indica o título desta obra) de Iahweh, da Criatura, da Natureza e também de Ti próprio; e tu será mais precioso aos olhos de Deus que a mão é preciosa aos olhos de cada pessoa; importa que eu seja para com Deus o que Deus me manda ser.

    Sumário: Crê, Vive, Ora e Labora Teosoficamente, e tu provarás, assim como os outros, que o que eu te disse é o mais certo.

    Que aquele cuja fé hesita não creia que não obterá nada de Deus, atesta S. Tiago na sua Epístola Canónica, cap. 1, vers. 6 e 7.

    Assim como, contra os que negam os Princípios, não se deve disputar nada, senão dos Princípios; igualmente com aquele que tem falta de Fé, não se deve incumbir nada para Orar e Laborar, mas antes de se aplicar à verdadeira Fé; afim de que assim a Fé (que é um Dom de Deus) lhe seja Divinamente inspirada, e que ela nasça nele, aumente e se conserve.

    Agindo assim, Todas as Coisas necessárias e úteis para ti próprio, tu as obterás Teosoficamente de Deus, e elas te ocorrerão com prosperidade em Orando e Laborando.

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Anfiteatro da Sabedoria Eterna - 6 de Junho



Versão antiga ou Vulgata Passagens citadas da Sacro Santa Escritura Nova tradução dos Provérbios a partir do hebreu, e da Sabedoria a partir do grego
157. → Jogando na orbe das Terras, e as minhas delícias → de estar com os filhos dos seres humanos. Pr 8, 31. 157. Eu jogo na orbe da Terra, e os meus deleites com os filhos dos seres humanos.


  • Jogando na orbe, etc. - Pela sua voz mirifica (como se indicou na quarta figura deste Anfiteatro), pelas suas mirificas operações, Macro e Micro-Cosmicamente; pela virtude variada e eficaz, pelos Dons e os Bens tanto espirituais como corporais, que nos mostram inumeravelmente a sua Omnipotência e Bondade inesgotável, assim como a do Pai Infinito, testemunhando e ensinando admiravelmente nos Livros da Natureza, da Sacro Santa Escrita, e nas nossas Almas penitencialmente lavadas e purificadas.

    Ela joga igualmente na orbe das Terras; porque ela rege, salva, inspira o temor, consola, vivifica, proporciona a vida eterna, e defende contra Satanás e as portas do inferno.
  • De estar com os filhos dos homens - Tanto que ela própria se fez homem na plenitude do tempo, que ela habitou e evoluiu corporalmente entre os seres humanos; e assim, ela declarou a sua benevolência para com os seres humanos.

    Que direi eu? Fico mudo, cheio de alegria e de admiração pela grandeza do milagre!

    É preciso observar que Alexandre de Hales, John Scot, com outros teólogos escolásticos, afirmam que o Filho de Deus, por causa do seu imenso e inefável amor para com o género humano, se teria incarnado, mesmo se o pecado não tivesse sido introduzido no Mundo; tanto eles esperavam bem do amor da Sabedoria Divina para com o Ser Humano, formado à imagem e à semelhança de Deus.

    S. Tomás de Aquino, apesar de pensar de forma diferente, reconhece no entanto que esta opinião é muito válida quando diz saber apenas sobre este assunto que se ele se ofereceu em oblação, foi porque ele quis.

    E mesmo Gabriel Biel, entre os mais recentes sentenciários, diz claramente e muito habilmente que se pode disputar isto com probabilidade nos dois sentidos opostos apesar de uma não ter sido revelada expressamente. Que a Igreja decida.

    Por fim, a Sabedoria Eterna faz as suas delícias nos espíritos santos dos seres humanos (como confirma a experiência reiterada) de tal forma que ela os transforma nela própria, afim de que o Ser Humano emigre assim mentalmente para a sociedade e o santuário dos Bons Anjos de Deus e em Deus ele próprio (mesmo nesta vida), e que Deus habite no ser humano, e que ele se sente, Rei, no seu trono microcósmico, tri-um, ressuscitado, verdadeiramente católico. Ver o versículo 132.

    Ó quanto Diviníssima é esta metamorfose em Deus! E ela acontecerá, a menos que não se rejeite o Binário. Fi para o Diabo, que introduz a dissensão e a dissimilitude entre a vontade de Deus e a do Ser Humano.

    Aquele que é Um por excelência (Deus), que nunca está em contradição consigo próprio, quer aquilo que é Um; e ele é contrário a tudo o que é duplo pelas dissidências; e afim de que ele me conduza perfeitamente à simplicidade da Mónada, noite e dia, pela humildade cristã, eu suspiro, eu invoco, eu peço, eu choro.

    Eu mentiria se negasse que qualquer coisa do Poder Divino (longe de mim, no entanto, o pensamento de me glorificar) me tenha assisto e se tenha mostrado algumas vezes a mim, quer acordado, quer a dormir, segundo aquilo que eu próprio Teosoficamente quis. Aleluia.

    A Redução à simplicidade da Mónada (que é exposta na figura segunda deste Anfiteatro) é o Método ou a via pela qual o Ser Humano deve ou pode ser regenerado, restituído na sua integridade, Divinamente reconduzido a Deus, do qual ele se tinha afastado pela sua própria dissensão, ser feito um ser humano novo, conjugado, iluminado e unido a Deus, e como que Deificado.

    Porque nós somos, de acordo com a Alma, de tal forma capazes de Divindade, que nos é permitido ultrapassar mesmo os Espíritos Angélicos, e de nos unir-mos com Deus.

    É necessário repetir ainda aqui que temos de fazer Teosoficamente o abandono, na Unidade, de qualquer dissidência, quer dizer do Binário, porque nele, que é Um, não existe contrário; de outra forma, não seria possível.

    Se tu és sábio, tu aprenderás harmonicamente assim, a Regeneração da Pedra católica dos Filósofos; e tu conhecerás na verdade a harmonia admirável e regeneradora do Macro e do Micro-cosmo, laborando Físico-Quimicamente, sob a condução da Sabedoria.

    É a Teologia tri-una, Bíblica, Macro e Micro-Cósmica, Católica e mais que perfeita.

    Que todo o ser humano, desta maneira, estude portanto isto; que entenda Biblicamente, Macro e Micro-Cosmicamente a Sacro Santa Escrita.

    Que ele conheça a Natureza e a si próprio; que ele reconheça Deus como Criador, Redentor, Santificador: (Tudo em Todos).

    E conhecê-lo; e tendo-o conhecido, imitá-lo, é a Sabedoria.

    E assim o ser humano assentar-se-á no seu trono, que é a sua Alma, pela qual o ser humano é chamado um Deus, segundo o Oráculo que disse: «Vocês são Deuses, e vocês são todos filhos do Altíssimo» (Sl 82, 6; vulg. 81).

    Isto é muito verdadeiramente verdadeiro.

    Existem certos Teo-Sofistas escarnecedores, mundanos imundos, faladores, que se recusam a reconhecer a força ou a medula deste nosso Discurso, e que são, por esta razão, caluniadores; isto não nos deve espantar porque lhes falta a iluminação do Espírito da Sabedoria, ou não procuram perceber ou degustar (cegos e impedidos no seu espírito pela obsessão do diabo) a medula desta Doutrina.

    Que lhes seja portanto respondido com esta passagem de S. Paulo, onde está escrito: «Eu perderia a Sabedoria dos sábios, e eu reprovaria a Prudência dos prudentes» (1Cor 1).

    Onde está o sábio? Onde está o escriba? Onde estão os disputadores deste século?

    Deus não tornou louca a Sabedoria deste mundo?

    Quem é louco diante de Deus, é o mais sábio aos olhos das pessoas; e quem é ínfimo diante de Deus, é visto como sendo o mais forte pelas pessoas.

    Aqueles que são loucos no mundo, Deus os elegerás afim de confundir os sábios; e os inválido do mundo, Deus os elegerá afim de confundir os fortes.

    Deus escolhe aqueles que são desprezados e vistos como miseráveis pelo mundo, e ele destruirá aqueles que não o são em vez daqueles que o são, afim de que nenhuma carne se glorifique diante da sua face.

    Isto é a Teosofia verdadeira, apropriada, tri-una, eficaz, que submeteu antigamente à verdade quer as vaidades dos Filósofos quer os cetros indomáveis dos Príncipes, e que os pode submeter outra vez hoje, e sobre a qual a carne não pode pronunciar-se.

    É verdade que nunca, nas Santas Escritas, nós lemos que Cristo (apesar de um grande número dos seus milagres ter sido relatado) tenha feito um sábio de um louco. Porquê então, eu me confiaria ao insensato?

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