Anfiteatro da Sabedoria Eterna - Introdução à Quarta Figura (2)


  1. Revestido santamente com o Fato Cândido da integridade cristã, quer dizer de simplicidade, retidão e probidade; a cintura cingida com o Cinto de Ouro da Verdade Divina; caminhando nesta cena mundana dominando o diabo, as concupiscências e as afeições da carne com o Cetro imperial da liberdade Cristã.
  2. Decorado no dedo anular com o Anel admonitório da Assistência da Graça Divina, quer dizer da poderosa e católica promessa dada por Aquele na boca do qual nunca existiram enganos, quando ele disse: Amém Amém, eu vos digo: Se vocês pedirem algo ao Pai em Meu Nome, ele dar-vos-á; peçam e receberão.
  3. Ornamentado, coberto ou divinamente marcado na fronte da pessoa interior, com o ת (Tau), assinatura do verdadeiro católico fazendo o lugar de Mitra ou de Lâmina Dourada Sacerdotal ou de Coroa Real.
  4. Aspergido cristãmente pela Água Benta das lágrimas penitenciais e da nova obediência e pelo hissope Aspersor da cruz e das tribulações.
  5. Que ele pendure ao pescoço e tenha diante dos olhos da alma conjunta e unida a Deus, indelevelmente pintado nas Tábuas verdadeiramente Douradas do seu coração puro e isento das manchas letíferas dos pecados, com o Pincel da fé sincera e o Cinabre do ardentíssimo amor Divino, e mesmo fortemente gravado com o Martelo da esperança firme, יהשוה, Kristos, o Cristo, Deus e Homem crucificado, pentagrama, Caracter ipsíssimo de יהוה tetragrama e Figura da hipóstase (ou ser subsistindo por si próprio) paternal; Selo do Pai e não apenas Imagem ou Ícone (Eikon) mas luz (apaukasma) e verdadeiro esplendor do Pai, Verbo de Deus, Virtude de Deus e Sabedoria de Deus incarnada.

    Eis o Signaculum que vence e põe em fuga as partes adversas! O Pentáculo mirífico dos cinco hieróglifos e das cinco chagas do Verbo mirífico! O poderoso Almadel!
  6. Encerrado no Círculo de fogo de Iahweh com o duplo Gládio do Verbo Divino, com o Apoio da fé cândida e viva em Cristo; Deus condutor, o movente e regente; invencivelmente munido do protetor omnipotente contra as portas do inferno, Elohim Zebaoth!
  7. Guardando fielmente o Juramento perpetuamente indissolúvel, prestado santamente uma vez por todas em Cerimónias muito santas no batismo cristão quer pela Loção aquosa da onda sagrada quer pela Unção do óleo do sopro sacrossanto, a respeito da Fé ou Pacto de convenção com o Espírito Sapientíssimo, Ótimo, Potentíssimo, Infinito, Ciumento, tri-um, ao qual ele se sujeitou todo inteiro tri-unamente, quer dizer de corpo, de espírito e de alma; e, não violando nefastamente a fé dada àquele que o resgatou com o seu sangue [para com o qual tu és devedor (chirographarius debitor) e obrigado em contrapartida a dares-lhe o teu sangue].
  8. Iluminado pela Lâmpada e os Archotes ardendo incessantemente, com a eterna luz da luz, e divinamente alumiado na sua alma.
  9. Sacrificando pacientemente o Holocausto que Iahweh Espírito Soberano e Todo Poderoso não desprezará, quer dizer aquele de espírito afligido e de coração contrito para com ele pela Sufumigação da pia devoção e da oração ardente voando para Deus, com as Mãos, quer da alma quer da língua, cuidadosamente lavadas.
  10. Por esta Proposição, por fim, não temerariamente qualquer, ligeira, louca ou inane, mas pelo contrário lícita, honesta e por esta razão não oposta a Deus, e infinitamente útil e necessária a si própria e ao seu próximo, firmemente inscrita na alma suplicante e penitencialmente purgada das manchas letíferas dos pecados (o que é o Verdadeiro Pergaminho Virgem puro e mundificado dos Teósofos, não dos cacomagos) pelo Calame das cogitações integras e das imaginações retas, por intermédio do Cinábrio ardente do desejo de saber e humildemente oferecido ao Altíssimo pela anunciação da elevação n'Ele; no Jejum Cristão, quer aquele relativo ao supérfluo de alimentos do corpo quer sobre as concupiscências e as afeições viciosas, os Joelhos, quer do corpo quer do coração humildemente Fletidos, esperando indubitavelmente obter bem-aventuradamente (pela Divina Clemência) aquilo que foi desejado e escolhido; em velando desde a Manhã na Capela (Sacellum) ou Santuário (Adytum) monástico e quase eremítico do oratório e dirigindo-se a Iahweh para obter a Sabedoria santa, que ele seja, de boca e de coração, Cristóforo Cruciformemente, quer dizer em Espírito e Verdade, sem intermissão.


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Anfiteatro da Sabedoria Eterna - Introdução à Quarta Figura (1)


ISAGOGE

ou

INTRODUÇÃO BREVE

à Figura Quarta

do Anfiteatro.


O SER HUMANO

ESTUDANDO

COM TODO O SEU CORAÇÃO, COM TODA A SUA ALMA

COM TODAS AS SUAS FORÇAS, COM TODO O SEU ESPÍRITO

A GRAÇA DIVINA

ESTIMULANDO-O E AGITANDO-O

(o que é um dom de Deus misericordioso)

DEVE CONHECER IAHWEH

FAZER ABNEGAÇÃO

DE SI PRÓPRIO (pela sua cognição pessoal)

E CONTENDER

(pela cognição igualmente da luz da natureza)

O MUNDO IMUNDO.


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Anfiteatro da Sabedoria Eterna - Introdução à Terceira Figura (14)


ENIGMA

O primeiro Tudo em todos transmitiu ao terceiro Tudo o primeiro e segundo Tudo em todos (porque do primeiro Tudo vem o segundo) afim de que em último lugar ele tivesse a agnição, a cognição e a possessão de Tudo em Tudo e de Todas as Coisas (catolicamente). Qual é o seu nome, se tu sabes? Escuta este conselho: Caminha nas vias da Doutrina e das Leis deste Anfiteatro, e Iahweh ensinar-te-á Tudo paternalmente.


O SELO DA NATUREZA E A SIMPLICIDADE DA ARTE.


TENHO DITO.


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Anfiteatro da Sabedoria Eterna - Introdução à Terceira Figura (13)


QUATRO
COROLÁRIOS


  • 1. As despesas de toda a obra, desde o início até à completa fermentação (com exceção do vestuário e da alimentação), não excedem no máximo o valor de trinta tálers; eu falo sabiamente, ensinado fraternalmente por quem o sabe. Aqueles que ensinam outra coisa erram.
  • 2. Da mesma forma que é preciso sacrificar a Deus a décima parte dos bens mundanos em obras devotas e empregar os outros nove nas utilizações do mundo, da mesma forma convém pelo contrário que o Teósofo gaste apenas a décima parte desta Pedra nas utilizações mundanas e ofereça as nove partes restantes só a Deus e ao próximo necessitado. O que é próprio do esmoleiro de Deus neste grande hospital.
  • 3. O servidor deste Mundo maior, quer dizer a Pedra dos Filósofos é o tipo de Jesus Cristo crucificado, Salvador de todo o género humano, quer dizer do Mundo menor, no livro ou Espelho da Natureza; é por isso que tu deves conhecer naturalmente o Cristo por esta Pedra, e compreender Teosoficamente a Pedra dos Filósofos pelo Cristo; assim a religiosa e devota tradição antiga da promessa do Messias é ainda mais certamente feita, de, em e pela Natureza. Assim os Pagãos ou os Turcos que consideram como nada (ó Deus!) a Sacro Santa Escritura, podem ser levados a reconhecer pelo livro da Natureza a razão e o sentido da verdade; e (com a cooperação da graça divina) serem convertidos ao Cristianismo. Do mesmo modo para os Judeus.
  • 4. Quem tiver aprendido retamente a conhecer os mistérios da Sacro Santa Escritura e também a ler no livro da Natureza e de Si próprio, pelo contrário ficará mirifico inventor dos tesouros da Sabedoria Eterna. Porque o livro explica o livro. Este modo admirável de aprender e de ensinar agradou ao Deus admirável; que ele agrade também quer a mim quer a ti. Ensoph! Ensoph! Ensoph!

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Anfiteatro da Sabedoria Eterna - Introdução à Terceira Figura (12)


A PEDRA DOS FILÓSOFOS PODE (como se diz) SER MULTIPLICADA ?

Pode.

E mesmo em qualidade e quantidade.

E a Multiplicação da Pedra dos Filosóficos não é mais que a reiteração da obra católica, Fisicoquímica, por intermédio da pedra glorificada antes da fermentação na sua fonte católica, quer dizer pelo Azoth de novo dissolvido pelo segundo regime.

E quanto mais a obra da multiplicação é reiterada frequentemente, mais também a obra se torna perfeita em virtude, e isto até ao infinito.


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Anfiteatro da Sabedoria Eterna - Introdução à Terceira Figura (11)


SUMARIAMENTE

A Pedra dos Filósofos é a matéria, o objeto e o assunto magníficos de tudo o que é admirável no Céu e sobre a Terra.

E mesmo (ela é) o Teatro amplíssimo e miraculoso dos milagres e dos segredos de todo o Universo, explicando realmente os Livros da Sacro Santa Escritura e da Natureza.

Pela sua contemplação cuidadosa nós subimos Teosoficamente e nós somos atraídos Naturalmente e sensivelmente como por graus inclinados e elevados, à agnição de Iahweh, e cómodos e fáceis, à cognição profunda, verdadeira e perfeita da Natureza e de Nós próprios.

Porque (ela) é o mar imenso da Bondade eterna, da Sabedoria e da Omnipotência de Deus justo e misericordioso e o grande Testemunho da sua Benignidade em nós.

Eis portanto; tu conheces a sua utilização catolicamente Tri-um, a saber: Divina, Microcósmica e Macrocósmica; os quais se dividem em: Física e fisicomédica, quer dizer para os seres humanos, os Vegetais, os Animais, os Minerais, os Metais e todas as coisas aquáticas e subterrâneas; e em Fisicomágica, Hiperfisicomágica, Teosófica et Cabalística.


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Anfiteatro da Sabedoria Eterna - Introdução à Terceira Figura (10)


IX.

QUAL É A SUA VANTAGEM E QUAL É A SUA UTILIZAÇÃO,
quase infinitas, mirificamente salutares, quer para o Microcosmo quer para o Macrocosmo?

A Pedra regenerada e mais que perfeita opera na Tri-Unidade Católica, quer dizer segundo o Corpo, o Espírito e a Alma (o ser católico) no Corpo, no Espírito e na Alma (catolicamente) do Mundo quer menor quer maior, como reportaram os sábios e os artesãos (aos quais se deve dar fé) experientíssimos nesta arte (que é a mais subtil de todas para perscrutar os segredos da Natureza), tanto imediatamente como mediatamente.

Da mesma forma que a virtude da Pedra consiste na ação, a sua Utilização consiste na Projeção (para me servir, de acordo com os Fisicoquímicos, do termo dos Fisicoquímicos).

E ela é:

  • Divina: Porque ela é Urim et Thummim pelo qual Iahweh Três Vezes Grande fala Cabalisticamente das coisas grandes e abstrusas, emite a sua voz e dá uma resposta ao Teo-Sofo.

    Ela é semelhante otimamente à Criação do Mundo, e também à Formação do Ser Humano, masculino e feminino, e à sua Queda miseravelmente deplorável.

    Ela é o exemplo do Matrimónio excelente, devoto, pudico, magnífico; o Tipo da Incarnação do Logos Divino, redentor e salvador de todo o género humano, quer dizer do Mundo menor; que foi concebido pelo Espírito Santo no útero da bem-aventurada Virgem; a imagem da sua inenarrável Paixão inocentíssima, da sua Morte Salutar, da sua Sepultura honrosa, da sua Descida aos infernos cheia de consolação, da sua Ressurreição vitoriosa; da sua Ascensão gloriosa ao céu com o seu corpo tirado às coisas internas dentro do útero virginal; e por fim a sua Sessão à direita do Deus Omnipotente.

    É a Prova infalível do Julgamento Último e terrível que deve ter lugar pelo fogo para os vivos e os mortos e mesmo para o Mundo inteiro; ela é o Exemplo clementíssimo da Remissão dos Pecados e da libertação das impurezas das trevas.

    Ela é o testemunho vivo da Ressurreição da Nossa Carne e mesmo com grande inovação e glória.

    E mesmo o exemple veríssimo da Conjunção de cada Alma com o seu Espírito e o seu próprio Corpo, indissolúvel na eternidade.

    Ela é a Fórmula da nossa Regeneração espiritual e corporal, e o perfeitíssimo e claríssimo espelho do Sabat dos Sabates e por conseguinte da beatitude eterna; a Imagem viva do mistério da união indivisível da Sacro Santa Trindade Divina.
  • Microcósmica: Ela é o Archote católico que acende mirificamente na alma do ser humano a Luz da Natureza (externamente e internamente e convenientemente empregue).

    Porque não ? Visto que é ela própria a luz ipsica da Natureza brilhando nas trevas do mundo.

    Quando ela tiver aparecido em ti, tu conhecerás o Criador pela criatura, e mesmo o Messias prometido à devota e religiosa antiguidade; tu compreenderás qual é o
    Movimento Perpétuo dos Sábios, ainda incipientemente procurado pelos incipientes e nunca encontrado e que não deve nunca ser encontrado por eles em nenhuma época.

    Ela expulsa e afasta os
    Espíritos malignos daqueles que estão obcecados.

    Porque não? Existem na natureza poderes particulares aos quais cedem as potências malignas; porque não ? O autor da confusão não consegue suportar a simetria.

    Ela aguça e enobrece o
    Génio (por um uso medicinal) e concilia assim o Saber orgulhoso com a Prudência.

    Ela excita admiravelmente uma
    Hilaridade perpétua (com qualquer violência externa ausente) e uma Audácia honesta (que é a Fortaleza da Alma).

    Ela é a veríssima
    Medicina católica da nossa Restauração e da nossa Conservação; que expulsa vigorosamente, com a cooperação de Deus, as Doenças tanto externas quanto internas, quer elas sejam do Corpo ou do Espírito ou da Alma; e mesmo todas aquelas que são incuráveis para os pseudo-médicos, e que conserva todo o ser humano (predisposto) são e robusto de corpos e de espírito até ao fim da vida que lhe é predestinada por Deus.
  • Macrocósmica: Perfeitamente fermentada, ela transmuta os Metais inferiores em superiores quer em forma quer em essência, segundo a verdade, com um muito grande lucro.

    É por isso que se poderão obter riquezas imensas que porão em fuga a pobreza, e tudo o que se pode adquirir com ouro ou com prata.

    Ela traça, forma os calhaus em Gemas não sofísticas mas verdadeiras e naturais; e do cristal ela faz um rubi ou um carbúnculo brilhando com grande esplendor; porque ela torna manejável e potável qualquer Veneno ou peçonha; ela reúne artificiosamente várias pérolas em uma só.

    O Azoth desta pedra, quer dizer o Mercúrio dos Filósofos reduz os Corpos em matéria prima; (porque ela é a matéria prima animada pela forma católica) e torna verdadeiramente potáveis todos os Metais (como eu vi eu próprio) o Cristal, as Gemas, as Pérolas, os Calhaus (Silícios) a as Pedras (mesmo do microcosmo) e mesmo os Minerais, e ela conserva-os, digo eu pelo poder da sua virtude.

    Ela liberta os Animais das doenças e conserva-os pelo vigor da sua virtude.

    Ela vivifica e ressuscita os Vegetais quase mortos, fermentada pela essência específica dos simples e metodicamente aplicada a eles em corroborando neles o húmido nativo (pelo húmido católico permanente) e salva-os (nesta ocasião) da morte iminente.

    Numa lâmpada construída para esse efeito, a sua água permanente, acendida artificiosamente, brilha duma forma permanente e perpetuamente.

    E (para concluir muito em poucos palavras) ela é eficaz miraculosamente em Todos os frutos do globo inferior e mesmo nos Espíritos sublunares.

    Porque todas estas coisas, por muito graves razões, obedecem naturalmente a esta Pedra.

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Anfiteatro da Sabedoria Eterna - Introdução à Terceira Figura (9)


VIII.

PORQUE É QUE ELE SE MANIFESTOU REGENERADORAMENTE POR SI PRÓPRIO
e como, por intermédio da mão obstétrica da arte da Físico-Química, ele é glorificado no seu corpo, desde a sua assunção?

Tu poderás pedir, a tudo aquilo que precede, uma Resposta plenária à primeira questão.

Fica esta: Como, pela mão obstétrica da arte da Físico-Química, é ele glorificado no seu corpo?

Pelo Regime (Regimen) tri-um.

I. Porque pelo Primeiro Regime da obra católica e Físico-Química, por diversos instrumentos e trabalhos das mãos e pela arte variada do Fogo por meio de Adrop (que se chama Saturno na sua língua), quer dizer Chumbo dos Sábios, Coração de Saturno, os liames da coagulação sendo destramente libertos, o Duenech Viridiano e Vitriol de Vénus (que é a matéria exigida para a Bendita Pedra) oferecer-se-á a nós.

O Leão Viridiano, absconso e latente, manifesta-se então, sendo atraído para fora da sua caverna do monte de Saturno pelas promessas e as lisonjas convenientes à sua natureza.

Todo o Sangue espesso e correndo abundantemente das feridas do Leão, trespassado com uma lança pontiaguda, é cuidadosamente recolhido.

Ulê e Lili, o Limo, a Terra molhada húmida, untuosa e lamacenta, Adâmica, primeira matéria da criação deste Mundo maior, de nós próprios e da nossa vigorosa Pedra, é tornada visível.

O Vinho (a que os sábios chamaram sangue da terra) vindo da matéria uma e católica dos Filósofos, o Vermelho de Raimundo Lúlio, chamado, por causa da sua vermelhidão (cor da força) espesso, denso e obscuro, negro mais negro que o próprio negro, mostrar-se-á então.

O Liame pelo qual a Alma está ligada ao Corpo, e reunida numa única massa, afrouxar-se-á e dissolver-se-á.

O Espírito e a Alma (espírito animado) afastam-se pouco a pouco e separam-se insensivelmente do corpo; quando isto estiver feito, o fixo torna-se volátil, e o corpo imundo, dia após dia, corrompe-se, destrói-se, morre, enegrece e incinera-se.

Esta cinza, ó meu filho, não a creias vil: ela é o diadema do teu corpo; nela esconde-se o nosso pigmeu que vence e aterroriza os gigantes.

II. Pelo Segundo Regime (que é trabalho de mulheres e jogo de crianças), no Vaso um, cristalino, circular e precisamente proporcionado à quantidade de matéria, por um artifício físico-mágico, no Forno um do Atanor, Hermeticamente e mesmo Cabalisticamente selado pelo Teósofo, e pelo Fogo um, o Corpo, o Espírito e a Alma, com um cuidado muito exato e com trabalhos de Hércules, exteriormente lavados, mundificados e purgados, são de novo compostos; eles misturam-se, corrompem-se por si próprios; e sem cooperação manual, pelos únicos trabalhos da natureza, eles são dissolvidos, destilados, separados, sublimados, conjugados, misturados de novo; eles copulam e reúnem-se; e o que é fixo torna-se plenamente volátil; eles são coagulados também, per se; eles são coloridos de diversas maneiras, calcinados, fixados; e pelo contrário, o que era volátil torna-se fixo; e um mundo novo e renovado é constituído.

Recorda-te que, na mixagem, de acordo com os pesos e a proporção da natureza destas substâncias purificadas à superfície ou exteriormente, é preciso diligentissimamente observar e encontrar o segredo triplo da Composição, conhecido somente por um muito pequeno número; doutra forma, o espírito animado não pode ser conjugado com o corpo, nem, pelo contrário, o corpo pode ser reunido ao espírito.

Isto tendo sido perfeitamente realizado, o novo Caos da Natureza católica e do novo mundo futuro aparecerá, vindo do antigo; ele será explicado, separado; as partes separadas, quer dizer de natureza interna e radical e central, Divinas, serão ornamentadas, sem a ajuda de nenhum trabalho das mãos; tu julgarás que aquilo se realiza quando sentires em ti um movimento interno, e então, oh! tu chorarás de alegria!

Tu compreenderás, certamente, porque é que o pecado da origem é divinamente apagado e separado pelo fogo do amor Divino, na regeneração quer do Corpo, quer do Espírito, quer da Alma.

Eu não escrevo fábulas. Tu tocarás com as tuas mãos, tu verás com os teus olhos o Azoth, quer dizer o Mercúrio Católico dos Filósofos que sozinho é suficiente para obter a nossa Pedra, com o Fogo interno e externo, Fisicomagicamente unido contudo por uma necessidade inevitável com o Fogo Olímpico por uma harmonia simpática.

Se tu não conheces perfeitamente este segredo de Vulcano profundamente escondido; se tu não aprendes pontualmente a servir-te dele no forno tri-um, esfericamente redondo, instruído quer pela arte quer por uma prática frequente quer por Deus Ele Próprio ao praticar a Cabala, tu trabalharás em pura perda e em vão (mesmo que tu tenhas a matéria requerida).

As Trevas aparecem sobre a face do abismo; a Noite, Saturno e o Antimónio dos Sábios aparecem; a negritude e a cabeça de corvo dos Alquimistas, e todas as cores do Mundo aparecem na hora da conjunção; o arco-íris (Iris) também, núncio de Deus, e a cauda do pavão.

São mistérios notáveis aqueles que são ensinados acerca do arco-íris quer no antigo quer no novo Testamento.

Por fim, depois que a obra tenha passado da cor acinzentada ao branco e ao amarelo, tu verás a Pedra dos Filósofos, o nosso Rei e Dominador dos Dominantes, sair do seu sepulcro vítreo para montar sobre o seu leito (thalamus) ou trono nesta cena mundana, no seu corpo glorificado, quer dizer Regenerado e Mais Que Perfeito, dito de outra maneira o Carbúnculo brilhante, muito irradiante de esplendor, e cujas partes subtilíssimas e depuradíssimas, pela paz concordante da mixagem, estão inseparavelmente ligadas e ajuntadas no um; igual, Diáfano como o Cristal; compacto e ponderosíssimo, com uma fusão fácil no fogo como a resina, e fluente como a cera e mais do que o mercúrio, sem fumo no entanto; trespassando e penetrando os corpos sólidos e compactos, como o óleo penetra o papel: solúvel e liquescente em qualquer licor e comiscível com ela; friável como o vidro; da cor do açafrão quando ela está em pó, mas vermelha como o rubi quando ela está em massa integra (a qual vermelhidão é a Assinatura da perfeita fixação e da fixa perfeição); colorando e tingindo constantemente; fixa nas tribulações de todas as experiências e mesmo nas provas pelo enxofre devorador e as águas ardentes e pela perseguição veementíssima do fogo; sempre duradoura, incalcinável, e, ao contrário da Salamandra, Permanente e julgando justamente Todas As Coisas (porque ela é, à sua maneira, Tudo em todos) e clamando: Eis; eu renovarei todas as coisas.

III. Pelo Terceiro Regime se realiza a União inseparável da Pedra Filosófica com o Mundo maior nas suas partes, o que é e se chama Fermentação.

Nota este mistério harmónico: O que, na Cabala, é a União com Deus do ser humano reduzido à simplicidade da Mónada, é a mesma coisa, na Físico-Química, do que a Fermentação da nossa Pedra gloriosa e mais que perfeita com o Macrocosmo nas suas partes.

E: da mesma forma que o ser humano unido a Deus, devido a Deus é quase um Deus humano ou um homem Divino, quer dizer quase Deificado, e, por esta razão pode tudo aquilo que ele quer, porque é o que quer Deus Ele Próprio; da mesma forma a Pedra dos Filósofos fermentada com o Mundo maior nas suas partes, devido a este fermento, transforma-se naquilo que ela quiser e opera diversamente tudo em tudo, segundo as naturezas diversas de cada coisa; e ela coigualará todas as coisas totalmente, singularmente e universalmente.

Com isto, ó filho da doutrina, tu poderás compreender um pouco porque é que os filósofos impuseram ao seu Azoth o nome de Mercúrio que adere aos corpos.

Se tu compreendes isto perfeitamente, sê aquele do qual se pode verdadeiramente dizer: Ele já realizou a metade da obra, visto que ele começou bem.

A Pedra dos Filósofos fermenta não apenas simplesmente com a Terra e a Água, mas também com os seus frutos, quer dizer com os vegetais, os animais e os minerais; quer dizer com as medicinas preparadas pela arte espagírica por intermédio dos Vegetais, dos Animais e dos Minerais; de modo que estes são exaltados em virtude, pelo fogo católico desta Bendita Pedra, e são deduzidos mais que perfeitamente a e em ato, pelo seu próprio poder.

Ela fermenta também com os metais, a saber: a Pedra, no estado de soberana brancura, com a prata pura, em branco; a Pedra, cor de sangue, com o ouro obryzum, em vermelho. E isto é a obra dos três dias.


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Anfiteatro da Sabedoria Eterna - Introdução à Terceira Figura (8)


VII.

COMO E ONDE NASCEU NA LUZ O FILHO DO MACROCOSMO
de aspeto vil (aos olhos do insensato), disforme e quase ínfimo; consubstancial e semelhante ao seu autor (parens), Pequeno mundo (não humano) católico, tri-um, Hermafrodita, visível, sensível ao tato, ao ouvido, ao olfato, e ao gosto, local e finito?

Onde? Na terra santa católica que ele habita felizmente ainda agora; no reino de Saturno.

O Filho do Macrocosmo é formado pela semente e pelo sangue do seu autor, e expulso naturalmente do seu útero para aparecer à luz.

Vil, Disforme de Aspeto e Quase Desprezível (aos olhos do insensato), ridículo para o mundo, ele é no entanto muito precioso aos olhos do Sábio.

Jesus Cristo não tinha figura mais perfeita na natureza.

Ele é Consubstancial, Semelhante ao Seu Autor (Parens) porque ele é formado a partir da semente e da substância do seu autor.

Católico, segundo o Corpo, o Espírito e a Alma e mesmo segundo as virtudes e operações.

Ele possui um Corpo católico porque ele é formado pela semente do Mundo, pela essência e pela substância da Matéria prima católica; ele é uma partícula da matéria (ulê) primordial e universal, quer dizer terra e água, no princípio das coisas criadas; num estado ainda universal, não (Deus querendo-o assim) especial ou particular como os corpos de todas as outras coisas do globo sublunar que são especificadas (por assim dizer) e particularizadas pelos raios e centelhas especiais da Alma do mundo, quer dizer duma propriedade ou natureza particular ou especial.

O Espírito é também de uma condição universal; e a Alma que é uma centelha da Alma católica do Mundo é igualmente católica, quer dizer universal da Natureza, de propriedade e de operação.

Aqui, só o catolicismo tem a sua razão de ser; o particularismo é um solecismo. O Catholicon dos Físico-Químicos só se obterá daquilo que é católico. Porque tudo é produzido similarmente ao seu semelhante. E, qual semente, qual germe.

Par trás portanto e para longe (até para além dos montes Cáspios) todas as matérias especiais ou particulares de qualquer ordem, nome ou virtude quais quer que sejam.

É preciso procurar o que é católico e rejeitar o que é particular. É portanto em vão e falsamente que nós procuramos na multidão particular aquilo que temos no tri-um Universal.

Aquilo que eles dizem é verdadeiro: Tantas São As Pedras Quantas As Coisas, subentendido Particulares; mas do único filho universal do Mundo maior provem a única Pedra universal.

Pode-se também extrair uma Pedra de Todas as Coisas; quer dizer uma pedra particular daquilo que é particular; mas o Universal daquilo que é Universal.

Em Todas as Coisas (em cada uma segundo a sua maneira) particularmente; no nosso caos Um e Católico, catolicamente.

Eu acrescento: é por esta só e única causa a qual provém certamente destas coisas mesmas e simplesmente católicas das quais, na criação primeira, todo este Universo visível e corporal foi formado com as suas partes, é por essa causa, digo eu, que ele é poderoso, por e em si e único suficiente (regenerado no entanto após a sua paixão) para exercer, nos frutos especiais e particulares deste Ser Criado como nos seus consanguíneos (no seu modo), as suas forças miríficas, católicas e precisamente todas em conjunto.

Esta virtude própria e particular, tão admiravelmente eficaz da centelha da alma do Mundo, Católica, Universal não será encontrada perfeitamente por aqueles que são verdadeiramente sábios, a não ser no corpo Católico.

É por isso que a nossa Pedra mereceu justamente o nome de Católica; ela pode e deve verdadeiramente ser chamada Universal.

Tri-Una; Una na sua composição ou no seu todo; e de que apesar ou sem ela não há outra que lhe seja semelhante em virtude mirífica.

Trina, em essência e subsistência; porque ela é composta por um corpo, Terra e Água; por um Espírito etéreo que é o Céu pela copulação de um mediador; e de uma Alma, centelha católica da Alma e da Vida do Mundo, sejam três hipóstases ou subsistências, distintas e diversas.

É por isso que a nossa Pedra é Trina e Una, quer dizer Tri-una: Terrestre, Celeste e Divina.

Ela é chamada também Vegetal, Animal e Mineral porque é dela própria, em substância e em ser, que os Vegetais, os Animais e os Minerais, quer dizer todas as coisas Terrestres, Aquáticas e subterrâneas nasceram, como foi mostrado um pouco acima.

E é por isso que, ela pode ter uma ação mirífica sobre elas. E como elas são alimentadas e conservadas elas próprias pela Pedra, a Pedra em contrapartida (à sua maneira) também por elas.

Por fim ela é Tri-Una porque encontramos um composto de três substâncias diversas e distintas: Sal, Mercúrio e Enxofre na Pedra Tri-Una.

Sumariamente: A matéria verdadeira e própria desta Pedra tão admirável é Una e Trina; da qual todos os Filósofos preparam verdadeiramente o magistério certo; ela é una na sua trindade católica (não particular, não peregrina ou especial e especificada); ela é tripartida na sua unidade universal.

Em seguida: Os antigos opinaram e conjeturaram retamente que Deus era um porque o mundo era um; pelo contrário que o mundo era um porque Deus é um; a Sacro Santa Escritura não menciona outros; se tivessem existido ela tê-los-ia mencionado.

É por isso sem absurdo que eu posso dizer: se o Mundo é um, da mesma forma a Pedra católica dos Filósofos é uma, representando catolicamente o universo um do Mundo um e o seu criador e formador um.

Se tu perguntas porque há apenas um Mundo e porque apenas uma Pedra católica dos Filósofos, eu responder-te-ei: Porque Deus não quis que houvessem vários.

A razão é que tudo aquilo que ele quis ele fez (Sl 115, 3).

Porque é que ele não quis, pergunta-lhe tu a ele próprio porque só ele sabe.

Hermafrodita: Contempla atentamente a figura presente e tu verás e lerás nela uma resposta suficiente. Várias das coisas que se seguirão são por elas próprias suficientemente claras e manifestas. Para várias outras, na definição, as palavras pressupõem o espírito.


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Anfiteatro da Sabedoria Eterna - Introdução à Terceira Figura (7)


VI.

COMO É QUE RUACH ELOHIM, PELA MEDIAÇÃO DO CÉU
criou, concebeu e fez corpo verdadeiro, perceptível aos sentidos, no útero virginal do Mundo primogénito (do Caos criado), quer dizer Terra vazia e inana e Água ?

É verdadeiramente a opinião e o consenso unânimes dos filosofantes que os Extremos não se podem juntar, unir-se e copular sem um mediador que lhes convenha.

Ora Ruach Elohim, Espírito (por Essência) Divino, incriado, simplicíssimo, isento de qualquer massa corporal, móvel espontaneamente e per se, polupoikilos, quer dizer multiforme ou cheio de formas, e mesmo a ipsíssima Forma das coisas; e o Abismo, a Matéria tenebrosa, incapaz por si própria de movimento, tri-una, quer dizer Céu, Terra inana e vazia e Água, Ser (Ens) corporal, confusamente misturado, desde o princípio criado do nada, quer dizer de nenhuma substância ou princípio material existindo per se, por Deus Ele Próprio (porque é apenas a ele que pertence criar, ktidsein), são estes realmente os extremos.

Assim, pelo intervalo do Céu, do Mediador participando à sua maneira nos dois extremos (porque ele é corpo espiritual e Espírito corporal) Ruach Elohim (pela benigna vontade do único Iahweh em descendo e insinuando-se na circunferência e todas as partes mais secretas e em dispersando, no mais íntimo e no mais profundo, as Centelhas ou Raios da sua fecundidade) penetrava até ao Centro nesse Ser (Ens) Criado todo inteiro; assim ele informava (por ele próprio) com uma Forma essa massa ou mole enorme, dura (Kaos) confusa e informe, seminal do mundo futuro, ulê ou matéria enlameada, Virginal (porque ela não tinha ainda nem concebido nem produzido anteriormente); ele amava-a e impregnava-a com uma Alma puríssima; ele permeava, enchia de calor, vivificava e fecundava aquilo que era Tohu Va Bohu, vazio e inane; ele iluminava o que era tenebroso, distinguia o que era confuso, ornava o que era rude e despolido; ordenava o que era confuso e desordenado; e foi assim concebido no seu Útero ou Centro (pelo qual tudo ainda hoje se move, se sustenta e se conserva) íntimo (o Espírito etéreo, quer dizer o Céu, servindo como foi dito, de intermediário) e concretizado e feito corpo ou corporal.

Observa e admira agora esse mistério típico, a concepção, digo eu do Servidor e Salvador de um e do outro Mundo; do Mundo maior e do Mundo menor ou género humano.

Sobre este último nós lemos aquilo que está escrito: Verbum caro factum est; sobre o primeiro nós sabemos pela Cabala que Ruach Elohim foi feito corpo.

E: Deus manifestou-se na carne, e o Espírito de Deus manifestou-se no corpo.

Este é filho do Mundo maior, Deus e criatura, católico; aquele é filho de Deus, theanthrôpos; quer dizer Deus e homem; um foi concebido no útero do Mundo maior, o outro no útero do Mundo menor, um e outro Virginais.

Ensoph! Ensoph! profundidade das profundidades e altitude das altitudes.

Eu digo sem nenhuma blasfémia: A Pedra dos Filósofos, Servidor do Mundo maior está no Livro ou Espelho da Natureza, o tipo de Jesus Cristo crucificado, Salvador de todo o género humano, quer dizer do Mundo menor.

Conhece naturalmente o Cristo pela Pedra; e aprende Teosoficamente o que é a Pedra pelo Cristo.

Eu não me afasto em nada aqui do Livro da Sacro Santa Escritura.

Este modo admirável de ensinar e de aprender agradou ao Deus admirável; que agrade igualmente quer a mim quer a ti.

Que a fraternidade cristã, eu peço-te, julgue e aprecie. E eu, sou cristão pela graça de Deus; e quero sê-lo e continuar a sê-lo.


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Anfiteatro da Sabedoria Eterna - Introdução à Terceira Figura (6)


V.

O QUE É O CÉU ?

O Céu é o Espírito Etéreo corporal ou o corpo etéreo espiritual, não sujeito à corrupção, e permitindo toda a máquina do Mundo; no alto firmado pelo Verbo do Senhor, que é o Firmamento; em baixo incorporado em toda a massa sublunar; é por isso que o Céu é um, quer aquele que está em cima quer aquele que está em baixo, e com uma única e mesma essência e substância.

Este último contudo, pelo labor sagaz da Físico-química pode ser manifestado aos sentidos e ser recolhido para o uso dos seres humanos.


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Anfiteatro da Sabedoria Eterna - Introdução à Terceira Figura (5)


IV.

O QUE É RUACH ELOHIM QUE REPOUSAVA SOBRE AS ÁGUAS.
(Gn 1).

Ruach Elohim é o Espírito, o sopro santo, a respiração de Iahweh; o santo; o Vapor da virtude de Deus Omnipotente e que sabe tudo e uma certa Emanação ou emissão de fecundidade vital do primeiro e soberano motor, vivificante e poderoso, provindo do abismo profundíssimo da sua Divindade, onde estão as Formas (Ideæ) quer dizer os Exemplares, as Espécies, as Razões seminais primordiais e radicais, as vontades operativas, e as causas eficientes de todas as coisas que, concebidas e preexistentes na inteligência do Protótipo e artesão supremo (Hhochmah, a Sabedoria que os produz na sua Bondade) devem ser em seguida produzidas e realizadas no futuro no Mundo.

Todas estas coisas (Elohim, criador e formador, tendo ordenando e comandado pelo seu Verbo, Gn 1), que ele quis dotar de existência neste Teatro mundano, foram produzidas e feitas neste globo sublunar e recobertas com Terra e Água, ulê ou matéria prima comum e universal, pela intervenção do Céu.

Eu acrescento: Ruach Elohim é morfê ou a Forma de todas as coisas, interna, ousiadês, essencial; a Alma universal do Mundo; a Virtude substancial que subsiste per se, causa de todas as criaturas deste Mundo que deve subsistir; a Essência (porque ela é incriada) verdadeiramente Quinta; e (para me servir duma expressão muito usada) a Natureza ipsíssima e substantifica das coisas.

É o Poder (Numen) de Deus e a Divina Razão inserida em todo o mundo e nas suas partes, e autor e artesão de todas as coisas.

Porque o Espírito Um (pela essência e pelo número) de Deus; é a Alma una desta Universidade una, visível e corporal; alma católica, mas no entanto polupoikilos, quer dizer multiforme (Sb 7, 22; Ef 3, 10) e cujos diversos raios e Faíscas foram encerradas no molde da primeira massa material, e a partir daí dispersas e dissipadas; e estas faíscas da Alma universal e una, disjuntivamente e separadamente inúmeras, habitam agora nas partes do Mundo que foram divididas em seguida e separadas da massa do corpo e mesmo da sua circunferência.


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Anfiteatro da Sabedoria Eterna - Introdução à Terceira Figura (4)


III.

PORQUE É QUE ELA É CHAMADA PEDRA, E PORQUÊ DOS FILÓSOFOS?

Ela é chamada Pedra porque é o nome que lhe é dado pelo vulgar, cego aos olhos que vêem, surdo aos ouvidos que ouvem.

Deus Ele Próprio, devido a coisas certas constantes nos escritos dos mestres da Sabedoria, proibiu gravemente de revelá-la a quem quer que seja.

É por isso que todos os filósofos prefeririam antes morrer que divulgá-la.

Porque, no justo julgamento de Deus, o segredo secretíssimo da Arte é, sempre foi (porque Iahweh Ele Próprio é o seu guardião forte e ciumento) e será (ele e a sua solução) muito justamente selada com um selo por intermédio dos raios do anátema, pelos Sábios, ciumentos com razão de o esconder aos indignos.

Eu citarei no entanto estes filósofos quando eles próprios falam filosoficamente: chamam-lhe assim, dizem eles, porque a sua geração e a sua regeneração é também como a das pedras, porque ela é produzida pelo húmido viscoso e glutinoso e pelo seco terrestre.

E: porque pela sua cocção (que procede espessando, incrassando) ela é endurecida numa pedra permanente e fixa (que se esmaga e se emprega como uma pedra).

Alphidius diz: Se o seu verdadeiro nome fosse pedra, não lhe chamariam pedra.

E outros: A pedra não é uma pedra.

Eis portanto o que dizem filosoficamente os filósofos.

Que uma resposta mais clara seja profundamente retida no nosso espírito com receio de excitarmos contra nós a fúria divina.

A Pedra oculta é a dos Filósofos, não a dos insensatos e dos idiotas; não a dos ímpios e dos viciosos contra a sua consciência.

Aquilo que é o Filósofo, quer dizer o amador da Sabedoria verdadeira, isso é-te ensinado perfeitamente pela segunda parte deste Anfiteatro.

Eu deixo-te fraternalmente a considerar estes dois axiomas: O princípio conduz à sua finalidade, da qual ela é a intenção. E visto que as causas de tantas coisas estão escondidas, é preciso dirigirmo-nos, na sua investigação, pelos sinais e os efeitos. Contenta-te com isto.


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Anfiteatro da Sabedoria Eterna - Introdução à Terceira Figura (3)


II.

QUAL É A PEDRA DOS FILÓSOFOS ?

A Pedra dos Filósofos é Ruach Elohim (que repousava, incubebat, sobre as águas, Gn 1) concebido pela mediação do Céu, (Iahweh sozinho, pela sua pura bondade querendo-o assim) e feito corpo, verdadeiro e sensível aos sentidos, no útero virginal do mundo maior primogénito (prôtotokos) ou do caos criado, quer dizer a Terra, vazia e inane, e a Água; é o filho nascido na luz do Macrocosmo, de aspeto vil (aos olhos dos insensatos) disforme, e quase ínfimo; consubstancial no entanto e semelhante ao seu autor (parens), pequeno Mundo (não imagines que se trata do ser humano ou de qualquer outra coisa, de ou por ele) católico, tri-um, Hermafrodita, visível, sensível ao tato, ao ouvido, ao olfato e ao gosto, local e finito, manifestado regeneradoramente por ele próprio, e, por intermédio da mão obstétrica da arte da físico-química, glorificado no seu corpo desde a sua assunção; podendo servir a comodidades ou Usos quase infinitos e mirificamente salutares ao microcosmo e o macrocosmo na triunidade católica.

Ó tu filho da perdição, deixa portanto asseguradamente o mercúrio (udrarguron) e com ele todas as coisas, quais quer que sejam, mangonicamente preparadas por ti.

Tu és o tipo do pecador, não do Salvador; tu podes e deves ser liberto e não libertar tu próprio.

Tu és a figura do mediador que leva ao erro, à ruína e à morte, e não daquele que é bom e que leva à verdade, ao crescimento e à vida.

Ele reinou, reina e reinará naturalmente e universalmente sobre as coisas naturais; ele é o filho católico da Natureza, o Sal (sabe-o) de Saturno, fusível segundo a sua constituição particular, permanente por toda a parte e sempre na Natureza por ele próprio; e, pela sua origem e a sua virtude, Universal.

Escuta e sê atento; Este Sal É A Pedra Muito Antiga. É um Mistério! cujo núcleo (nucleus) está no Denário.

Cala-te Harpocraticamente! Quem pode compreender compreenda; tenho dito.

O Sal Da Sabedoria, não sem causa grave, foi ornado pelos Sábios com muitos apelidos; eles disseram que não havia nada mais útil no mundo, do que ele e o Sol. Estuda isto.


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Anfiteatro da Sabedoria Eterna - Introdução à Terceira Figura (2)


I.

A PEDRA DOS FILÓSOFOS EXISTE; porque ESTA:

  • 1° A Experiência, mestra de todas as coisas, suficiente mesmo sozinha, atesta-o infalivelmente; não é estar mais que louco, ao resistir-lhe?

    Esta (embora preparada por outros) foi reconhecida, pelo Pontífice Romano e por Sua Majestade Imperial, como sendo virtuosamente eficaz; muitos Reis, em toda a Esfera das Terras, viram-na, e mesmo alguns Eleitores do Império Romano; certos Príncipes, Condes, Barões, Nobres e (devido à virtude e à doutrina) Doutores, que estavam na intimidade deste nobres, viram-na; e mesmo todas as nações Judaica, Pagã, Cristã, e mesma Turca, muitos de todos os estados e de todas as ordens, tanto Eclesiásticos como Políticos, letrados assim como iletrados, viram-na com os seus olhos (surpreendidos pelo milagre da Natureza produzido pela Arte) tocaram-na com as suas mãos.

    Eu falo dela sabiamente. Eu cito todos estes como testemunhas; tu, investigador da físico-química, interroga os amantes da verdade; eles atestarão de boa vontade, para reforçar a verdade, que a coisa é verdadeiramente assim.
  • 2º A Razão, verdadeira e certa, educadora fiel dos sábios, confirma-a gravemente; ela que, dirigindo o espírito, impede-o de entrar em tal caminho estreito ou tortuoso, mas admite-o prontamente num outro mais amplo.
  • 3º Os Sábios, cujo número é tão grande, os autores gravíssimos (dos quais existem aqui e acolá monumentos que se referem a este assunto) todos em conjunto, harmoniosamente, afirmaram-no não temerariamente mesmo com os juramentos mais sagrados; que são todos verdadeiros (porque esses homens são doutos e bons) e considerados como tais até que o contrário seja suficientemente provado sobre eles próprios.

    E porque não? Visto que se deve crer em todos os artistas naquilo que eles ensinam sobre a sua arte. Porque não se deve, nesta matéria, fazer fé neles próprios em vez de nos ignorantes?

    Porque os artistas, de qualquer espécie, sabem perfeitamente e verissimamente dissertar, falar e julgar sobre a natureza da sua obra.
  • 4º A Natureza, educadora (ministra) nunca ociosa de Deus na máquina deste mundo, nos ensina fielmente de dia e de noite por vias e modos numerosos nas suas operações (como reportam os Teósofos e confirmam os peritos) e nos dá uma firme garantia.
  • 5º O Espírito (Mens), a faísca mais elevada e mais lúcida da alma (animus) humana, Divina e imortal, que Deus dotou de uma constituição tal, que pelo desejo inerente à sua natureza e por todas as forças que ela pode exercer, ela tende e deseja incessantemente em direção às coisas supremas e ótimas; ora esse aguilhão da boa cobiça (porque vem de Deus), essa impaciência da alma (apenas os peritos a conhecem), esse desejo ardente de possuir a Pedra dos Filósofos, se não estivesse na natureza das coisas, seria necessário portanto que Deus Ele Próprio o tivesse inserido em vão naqueles (porque eu não falo aqui dos viciosos) que são mais prudentes, mais sábios e mais religiosos que os outros. Contudo ele não fez nada em vão!
  • 6º A Conformidade Típica, verdadeiramente admirável (na Natureza) desta Pedra com a Sacro Santa Trindade Divina; com todo o Universo criado; e mesmo com o logos incarnado de Deus, quer dizer o Maschiah prometido e enviado; e também com os sacramentos e os mistérios tão elevados e tão profundos da religião cristã, e que obriga precisamente todo o ser humano são de espírito a crê-la e a declará-la verdadeira. Eu teria vergonha de falar contra a verdade. Só os sábios podem compreendê-lo. Na verdade, na verdade eu digo-vos: se uma existe, a outra existe igualmente.
  • 7º Por fim (visto que o Criador, como atesta S. Paulo aos Romanos I, quer ser conhecido pela Criatura) Deus, por alguns dos seus órgãos (porque Deus não dá tudo a um só) aos quais ele o tinha atribuído benignamente desde o começo do Mundo, pôde e quis (a experiência atesta esse querer) e ele quer ainda (porque a sua misericórdia é eterna) que seja conhecido pelo género humano quanto é admirável a Sabedoria, a potência infinita, a benignidade imensa do Criador, etc., quer dizer qual é Deus Ele Próprio considerado como modelo mirifico, não somente pela Criatura, pelo mundo maior, apenas per se ou simplesmente e nas suas partes, indistintamente, por uma cognição particular; mas também pelo Filho do mundo maior (que é o intérprete da arte, quer dizer da Físico-química) no sujeito católico, catolicamente, abundantemente e explicativamente; e em seguida que o género humano aprenda claramente a conhecer Iahweh Tri-um, autor de tantos bens e dons; a admirá-lo e venerá-lo sozinho, a conluiá-lo com uma alma grata, a meditá-lo profundamente e a juntar-se e a reunir-se inseparavelmente com a sua ipseidade.

    Portanto, da mesma forma assim como compete ao sapientíssimo Iahweh julgar que era necessário escolher e encontrar esta via como sendo a mais cómoda para chegar a conhecê-lo; da mesma forma compete-nos a nós aprovar, amar e seguir aquilo que ele próprio escolheu; de o compreender salutarmente a Ele Próprio (assim como ao seu Filho, intérprete da Sacro Santa Escritura) pelo filho da natureza, esse estilo Físico-químico, Deus tendo-o ordenado assim no Livro e no Espelho da Natureza (que nós temos certamente, católico e esplendidíssimo na Pedra dos Filósofos) propostos por Deus a nós; de ver e conhecer utilmente também o Mundo, e do mesmo modo que ele deve ser renovado pelo fogo no fim deste mundo (sæculum) como e por quem ele foi construído no princípio pelo fogo; e por fim de nos conhecer-mos frutuosamente a Nós Próprios.


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Anfiteatro da Sabedoria Eterna - Introdução à Terceira Figura (1)


ISAGOGE

ou

INTRODUÇÃO BREVE

à Figura Terceira

do Anfiteatro.


CONHECE A NATUREZA

UNIVERSALMENTE

E

PARTICULARMENTE

PELO LIVRO

DA SACRO SANTA ESCRITURA; E DA NATUREZA

ELA PRÓPRIA

que é, quer o Mundo maior, universal; quer o Mundo menor
quer dizer o ser humano, segundo o seu corpo e
o seu espírito.

Por fim

ou mediatamente, pelos Anjos, ou imediatamente no espelho
da tua alma purgada

por

DEUS ELE PRÓPRIO

Teo-Soficamente; Fisicamente; Fisicomedicamente; Fisicoquimicamente; Fisicomagicamente; Hiperfisicomagicamente; Cabalisticamente.


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Anfiteatro da Sabedoria Eterna - Introdução à Segunda Figura (2)


LEI INTRODUTÓRIA

V.
QUE OS ANJOS (angeloi)
QUE VOAM PARA IAHWEH E EM SEGUIDA
PARA NÓS
SEJAM PARA NÓS
REVERÊNCIA E TEMOR.

VI.
QUE SEJA PARA COM ELES
A OBEDIÊNCIA ZELOSA
SEGUNDO A APROVAÇÃO CONHECIDA.

VII.
SE VOCÊS OUSAREM TRATAR
DOS SEUS MISTÉRIOS SAGRADOS
QUE SEJA
ABERTAMENTE AOS DIGNOS
OBSCURAMENTE AOS PROFANOS.


Em seguida:

CONHECER IAHWEH
pela
SACRO SANTA ESCRITURA, A CRIATURA
e também por SI PRÓPRIO; e ainda
pela sua luz, imediatamente elevada na tua alma,
Teosoficamente, Naturalmente, Cabalisticamente.

CONHECERES-TE A TI PRÓPRIO,
PELO LIVRO
Da Sacro Santa Escritura, da Natureza de todo o Universo que é, e Macro-Cósmico, quer dizer Universal, e Micro-Cósmico, ou de Ti Próprio; segundo o teu Corpo e o teu Espírito; e enfim de
A TUA ALMA, conjunta a DEUS,
Teo-Soficamente, Fisicamente, Físico-Medicamente, Físico-Quimicamente, Físico-Magicamente, Hiperfísico-Magicamente, Cabalisticamente.



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Anfiteatro da Sabedoria Eterna - Introdução à Segunda Figura (1)


ISAGOGE

ou

INTRODUÇÃO BREVE

à Figura Segunda

deste Anfiteatro

Convém-nos portanto, primeiro devotamente lavados e penitencialmente purgados, de nos oferecermos, e, suplicantes, pela fé sincera, de nos recomendarmos à Deífica Luz; e os sentidos sediciosos completamente fechados e reprimidos, e a alma quieta e pura de qualquer paixão, tanto imediatamente como mediatamente, quer durante o sono quer durante a vigília, de esperar pacientemente esse maná ronronante e caindo do alto da Sabedoria Eterna e supraceleste, e essa chuva nectarina quer de água quer de fogo destilando gota a gota sobre a terra, e descendo nos nossos corações, nas nossas almas, nas nossas forças e nos nossos espíritos, quer dizer no Corpo, no Espírito e na Alma ou o Ternário Microcósmico ressuscitado; e de assim sermos Divinamente abrasados, ilustrados, iluminados, santificados; de Desfrutarmos de Iahweh, de Suportarmos (Pati) as Coisas Divinas; e mesmo de sermos inefavelmente arrebatados em Deus, e quase Deificados.

Nós devemos portanto louvar e adorar (principalmente nos Solilóquios quotidianos e sobretudo nos da manhã) esse Mar imenso da Misericórdia e esse Oceano infinito de toda a Bondade da qual até nós, derivam os raios, destilam os riachos e emanam os rios diviníssimos, não só do Verbo mirífico Jesus Cristo (kristos) Crucificado e dos nomes sagrados de Iahweh e de todos os verbos (que são para nós as moradas sensíveis da Divindade e mesmo os monumentos comemorativos que o ensinam a nós; e também os estimulantes, os adjuvantes e as reduções das paixões da Alma e do Espírito em nós, e os promotores enérgicos duma operação admirável, em nós, e fora de nós, que designam e exibem em conjunto a Divindade (Numen); mas ainda de todas as coisas admiráveis (porque só Iahweh fez as coisas admiráveis).

Ó feliz, três e quatro vezes feliz aquele que é arrebatado de admiração, meditação, e percepção por elas.

Nós sentimos assim a Divindade (Numen) soberana realmente presente; nós ouvimos veridicamente, nós vemos suficientemente, observamos frutuosamente Iahweh o admirável, falando mirificamente quer em Nós quer na Natureza quer na Escritura; nós consultamos sem engano os bons Anjos que nos assistem amigavelmente, nos avisam fielmente, nos ensinam familiarmente por ordem benigna de Iahweh e nos conduzem seguramente nas nossas vias.

É por isso que, inclinados até à terra, este hino foi devidamente proferido por Nós juntamente com outros não diferentes deste, sobre o modo e o acento Jónico, do fundo da alma inflamada pelo ardor das coisas sagradas:

Quer gerador quer artesão de todas as coisas,
Rei dos seres superiores, Luz do génio, esperança dos seres humanos,
Tremor da sombra tenebrosa do Flegetonte,
Amor incrível dos habitantes dos céus,
Medo invencível dos habitantes do tártaro,
Religião célebre dos filhos da terra,

(Elohinou Adonainou Adonai)

Basileus, Tautokratôr, Protogluethlos

(Rei, Omnipotente, Nutridor)


Deus um, Deus o próprio, Deus nutridor
Ao desceres do alto, penetra em Nós.

TU, TU, TU,

Fica aqui,
Excita os inertes
Adverte-nos das coisas erróneas
Ensina-nos as coisas verdadeiras.


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Anfiteatro da Sabedoria Eterna - Introdução à Primeira Figura


(Qadosh, Qadosh, Qadosh)

(Tetragrammaton Tsebaoth)

QUE ERA; QUE É;

QUE SERÁ.

Plenos são os céus, plena é
toda a terra da majestade
da sua glória.


(Hallely-iah; Hallely-iah;)
(Hallely-iah)

I.
LAVEM-SE, SEJAM
PUROS.

II.
TETRAGRAMATON UM REALIZADOR DE TODAS AS COISAS; TENHAM-NO E TEREIS TODAS AS POTÊNCIAS
MINISTRANTES.

III.
AO PRIMEIRO DOS SERES
SEJAM OS VOTOS E AS ORAÇÕES;
AOS INFERIORES
OS HINOS

IV.
SE POR QUALQUER CIRCUNSTÂNCIA A
PETIÇÃO TIVESSE PROCEDIDO
PARA OS SERES INFERIORES
QUE ESSE NÃO SEJA
O OBJETIVO FINAL
MAS EM RAZÃO APENAS
DA ADMINISTRAÇÃO DELEGADA
PELO PRIMEIRO DOS
SERES.


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Anfiteatro da Sabedoria Eterna - Conclusão 5


A MOMO E ZOILO.

O homem inteligente aos impertinentes.

É fácil criticar (mômeisthai) e difícil de imitar (mimeisthai).
Cada um pode criticar aquilo que lhe é impossível igualar.

Tu podes isto melhor; ora aquele que pode fazer melhor
que o demonstre então. Se tu ainda estás no bom
caminho, se tu concordas que te encontras
mais impregnado da ciência, então eu
não mereço nenhuma crítica. E daquilo que
tu me deves, deves como retribuição
mostrares-te reconhecido.

É injusto julgar todo um livro por uma pequena
parte, antes que todo o livro seja bem conhecido
e cuidadosamente examinado.


HENRI KHUNRATH,
de Leipsig, fiel
amador da Teosofia
e Doutor
de uma e da outra
Medicina
.


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Anfiteatro da Sabedoria Eterna - Conclusão 4


Eu Acrescento

  • Agora portanto, vós ó mortais, nesta página Final, vocês que adoram Iahweh e aos quais a Sabedoria tem um pouco no coração, tantas vezes avisados por Mim, amador e filho e amado da Teosofia (que toda a inveja esteja distante desta afirmação) pela inspiração e pela graça de Deus (de quem eu fui sempre sujeito e, Louvor a Iahweh, eu sou ainda nesta presente Obra que eu ofereço aos seres humanos) neste Anfiteatro pelo Catolicismo simples da Verdade e o simplismo católico da Verdade, Cristiano-Cabalisticamente, Divino-Magicamente, e mesmo Físico-Quimicamente, quer seja pela Escritura ou a Pintura, não sofisticamente falsas ou impudentemente mentirosas, mas tais que, santamente, gravemente e irrefutavelmente o confirmam a Sacro Santa Escritura Bíblica, o livro universal da Natureza e a Consciência do Ser Humano Divinamente infuso, pelo método tri-uno, tal como ninguém antes de mim até aqui (sem glorificação ignara; porque não me seria permitido de confessar a verdade) o tinha mostrado ortodoxamente e graficamente, eu peço-vos, digo eu, não desprezem a Doutrina da Sabedoria Eterna, única verdadeira, e a Doutrina tanto santa quanto salutar fundada na Sacro Santa Escritura Bíblica, o Livro Macro-Cósmico da Natureza, e a Lei Divinamente escrita nos nossos corações; mas ascendam agora Teosoficamente Para e Dentro deste Anfiteatro da Sabedoria Ela Própria, e à Porta deste pela Escada dos seus sete Graus; nele, observantíssimos das Sete Leis que aí estão juntas, entrem com uma devoção não hipócrita, e contemplem-n'A cuidadosamente quer com os olhos da Alma como com os do Corpo, purificados tanto penitencialmente como ritualmente das seduções sórdidas das asperezas e das fantasias do espírito; e vocês caminharão sabiamente, digo eu, para a vossa salvação, quer temporal quer eterna, Amém.
Tenho Dito.

Quem Está Bem Instruído Na Via Reta
Já Percorreu Uma Boa Parte
Do Difícil Itinerário.


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Anfiteatro da Sabedoria Eterna - Conclusão 3


Ó

Versão antiga ou Vulgata Passagens citadas da Sacro Santa Escritura Nova tradução dos Provérbios a partir do hebreu, e da Sabedoria a partir do grego
Vaidade (portanto) das vaidades, diz corretamente o Eclesiastes: vaidade das vaidades, e Tudo é vaidade; Ecl 1, 2. Vaidade das vaidades diz verdadeiramente o Eclesiastes; vaidade das vaidades, e tudo é vaidade;


  • Eu digo-o, Eu Henri Khunrath, de Leipsig, fiel amador de Teosofia e Doutor numa e na outra medicina, com todos os filhos fiéis da Doutrina, em geral e em particular, de Tudo o que é, se encontra, existe, se lê e se faz fora e sem a assistência da Sabedoria Eterna, única verdadeira, e da Sua Doutrina ortodoxa, e do seu Estudo Filo-Sófico.
Tenho Dito.

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Anfiteatro da Sabedoria Eterna - Conclusão 2


É por isso que, ó mortais

Versão antiga ou Vulgata Passagens citadas da Sacro Santa Escritura Nova tradução dos Provérbios a partir do hebreu, e da Sabedoria a partir do grego
Mais vale ir a uma casa de luto que a uma casa de festim porque na primeira somos avisados do fim de todos os seres humanos e os vivos pensam naquilo em que virão a ser. Ecl 7, 3. Mais vale ir a uma casa de luto que ir a uma casa de festim; porque na primeira está o que é o fim de todos os seres humanos, e vendo-o eles colocam-no no coração.


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Anfiteatro da Sabedoria Eterna - Conclusão 1


Eu Concluo esta Obra com estas
Palavras da Doutrina do
Sábio:


Versão antiga ou Vulgata Passagens citadas da Sacro Santa Escritura Nova tradução dos Provérbios a partir do hebreu, e da Sabedoria a partir do grego
Não procures mais nada, meu filho (diz o Rei Sábio); não há fim em fazer vários livros, e a frequente meditação é a aflição da carne. Ecl 12, 12. Tem cuidado, meu filho de procurares mais; não há fim em fazer vários livros, e a doutrina numerosa é a aflição da carne.
Escutemos (portanto) todos em conjunto o fim deste falar. Teme a Deus e observa os seus Mandamentos; porque nisso reside todo o ser humano. Ecl 12, 13. O fim de todo este discurso é compreender: teme Deus e guarda os seus mandamentos, porque isto é todo o ser humano.
E todas as coisas que se fazem, Deus as produzirá em julgamento por causa de todas as faltas; quer para o mal, quer para o bem. Ecl 12, 14. Porque Deus produzirá toda a obra em julgamento que abrangerá todas as coisas escondidas, quer para o bem, quer para o mal.


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