Anfiteatro da Sabedoria Eterna - 26 de Setembro


Versão antiga ou Vulgata Passagens citadas da Sacro Santa Escritura Nova tradução dos Provérbios a partir do hebreu, e da Sabedoria a partir do grego
269. E que sejam corrigidos os caminhos daqueles que estão sobre a Terra e que os seres humanos aprendam o que te é agradável: Sb 9, 18. 269. → Porque as vias daqueles que habitam a Terra foram reconstruídas e eles aprenderam o que te é agradável.


  • Porque as vias daqueles, etc. - Ver os versículos 28, 74, 157, 158, 187 e 294.

    Visto que é assim, e Assim, quer dizer pelo nosso método e a nossa via, que aprenderam todos os outro, por exemplo o nosso Sábio e mesmo todos os sábios (porque não há pessoa grande sem o sopro Divino) deveremos portanto igualmente insistir nos seus vestígios afim de que seguindo o mesmo modo, nós sejamos instruídos pelo mesmo Espírito da Sabedoria que os ensinou, e que nós sejamos sábios.

    Porque tudo o que está escrito foi escrito para o nosso ensino.

[ Anterior ] [ Índice ] [ Seguinte ]


Início » Textos » Anfiteatro » Quinto grau » 26 de Setembro

Anfiteatro da Sabedoria Eterna - 25 de Setembro


Versão antiga ou Vulgata Passagens citadas da Sacro Santa Escritura Nova tradução dos Provérbios a partir do hebreu, e da Sabedoria a partir do grego
268. E quem conhecerá o Teu sentimento → A Menos Que Tu Dês o Espírito Santo Desde o Mais Alto dos Céus. Sb 9, 17. 268. Quem conhece o teu conselho a menos que tu dês a Sabedoria e → tu envies → o teu Espírito Santo do mais alto dos Céus?


  • A menos que tu dês o Espírito Santo - É a sábia resposta do Sábio ele próprio, à objeção dos versículos 264 e 297.

    Porque só o Espírito de Deus, e aquele a quem ele próprio se descobre e se revela, conhece os arcanos de Deus diz S. Paulo (1Cor 2, 11).

    Deus no Céu é quem revela os mistérios, as coisas profundas e escondidas (Dn 2, 28).

    Sumário: Na Sabedoria de Deus nós sabemos, nós compreendemos e nós podemos (Iahweh querendo) Todas as Coisas.

    E visto que cada um é o melhor intérprete das suas próprias palavras, onde portanto, eu pergunto-te, encontrarás tu mais certamente e mais verdadeiramente uma cognição veríssima da Natureza, da Sacro Santa Escritura e de Ti Próprio que na Verdade ela própria?

    Como é que Deus (que é a verdade mesmíssima) se dá a nós pelos conselhos, este nosso Anfiteatro ensina-te Teo-Soficamente.

    Recorda-te aqui de estudar Pitagoricamente; não te coloques, filho, antes do pai, eu avisado-te fraternalmente.
  • Tu envies - Relaciona aqui as palavras da segunda figura deste Anfiteatro: Convirá portanto que vocês sejam primeiro devotamente lavados, etc., e o que se segue.
  • O teu Espírito Santo - O Espírito da Sabedoria, versículos 223 e 261.

    Não diabólico nem mau; vindo do alto dos céus e não das profundezas do inferno; porque é Mediatamente, quer seja pelo Anjo da Luz e não a besta das trevas, quer seja pelas Trovoadas Naturais ou Artificiais (porque Deus age por diversas Mediações para conosco, todas igualmente admiráveis, porque ele é ele próprio Admirável) que são fielmente servidoras da Sabedoria verdadeira nesta cena mundana, que nós percebemos, conhecemos e compreendemos o mais comodamente e humanamente as Coisas Divinas.

    Porque as Ciências e as Artes excelentes são os ministros ou como que os Apóstolos (que me seja permitido falar assim da causa que eu ensino) da Sabedoria, que ela enviou pelo Mundo, afim de que elas preguem aos filhos da Disciplina e da Doutrina, fiéis herdeiros amados da Sabedoria, o Evangelho, quer dizer a nova feliz e boa, respeitante aos tesouros mirificamente inesgotáveis da sua Soberana.

[ Anterior ] [ Índice ] [ Seguinte ]


Início » Textos » Anfiteatro » Quinto grau » 25 de Setembro

Anfiteatro da Sabedoria Eterna - 24 de Setembro


Versão antiga ou Vulgata Passagens citadas da Sacro Santa Escritura Nova tradução dos Provérbios a partir do hebreu, e da Sabedoria a partir do grego
267. → E dificilmente nós estimamos o que está sobre a Terra; e nós discernimos com dificuldade o que está diante dos nossos olhos; então o que está nos Céus, quem o conhecerá? Sb 9, 16. 267. E dificilmente nós chegamos a formar uma conjetura sobre o que está sobre a terra, e nós encontramos com dificuldade o que está nas nossas mãos; então quem conhecerá o que está nos Céus?


  • E dificilmente nós estimamos, etc. - Ver o versículo 187.

[ Anterior ] [ Índice ] [ Seguinte ]


Início » Textos » Anfiteatro » Quinto grau » 24 de Setembro

Anfiteatro da Sabedoria Eterna - 23 de Setembro


Versão antiga ou Vulgata Passagens citadas da Sacro Santa Escritura Nova tradução dos Provérbios a partir do hebreu, e da Sabedoria a partir do grego
266. Porque → o corpo que se corrompe faz agravo à Alma; → e esta habitação terrestre deprime os sentidos que pensam muitas coisas. Sb 9, 15. 266. Porque o corpo sujeito à corrupção faz agravo à alma, e este domicílio terrestre cheio de preocupações deprime o espírito.


  • O corpo que se corrompe, etc. - Do mesmo modo, S. Paulo diz que a pessoa externa é pstheiromenon, corrompida, e que com as suas exigências e as suas necessidades corrompe e é corrompido.

    Portanto, a Utilização do Binário deve ser rejeitado. Ver fig. segunda deste Anfiteatro.
  • E esta habitação terrestre deprime, etc. - A Nossa alma, devido ao pecado, alojada dentro do corpo corruptível e mortal, é tida reclusa como dentro de uma prisão tenebrosa, de modo que o ser humano não pode, em e por ele próprio, ter retamente a agnição de Deus e a cognição da Natureza e de si próprio.

    É por isso que é necessário rezar a Deus afim de que ela seja atraída pelo exercício Teo-Sófico no amor de Deus (sendo as afeições da carne penitencialmente vencidas e superadas) à contemplação e ao estudo das coisas Divinas, Espirituais e Naturais e que ela seja Divinamente extraída como que das profundidades da prisão para ser colocada no cume da residência, e que ela comece então a contemplar aquilo que ela não podia ver do seu lugar precedente, e que ela goze secretamente e à sua maneira, do colóquio dulcíssimo de Iahweh e dos bons espíritos subdelegados por Deus; que ela se embriague do néctar Divino e que ela chegue assim à cognição e à fruição de todo o Universo, versículo 145.

    Ninguém compreenderá isto exceto o estudioso fiel do Amor Divino.

[ Anterior ] [ Índice ] [ Seguinte ]


Início » Textos » Anfiteatro » Quinto grau » 23 de Setembro

Anfiteatro da Sabedoria Eterna - 22 de Setembro


Versão antiga ou Vulgata Passagens citadas da Sacro Santa Escritura Nova tradução dos Provérbios a partir do hebreu, e da Sabedoria a partir do grego
265. → Porque as cogitações dos mortais são tímidas, e as nossas previsões incertas. Sb 9, 14. 265. Porque as cogitações dos mortais são tímidas e as nossas opiniões falaciosas.


  • Porque as nossas cogitações, etc. - Enquanto nossas, por elas próprias e absolutamente; porque por nós próprios, enquanto nós nos apoiamos unicamente na nossas Prudência, nós opinamos mas nós não sabemos.

    Todas as nossas cogitações, especulações, racionalizações, invenções e operações são incertas se elas não forem animadas e fortificados pela inspiração da verdade e da virtude Divinas. De outra forma só existem fantasias.

[ Anterior ] [ Índice ] [ Seguinte ]


Início » Textos » Anfiteatro » Quinto grau » 22 de Setembro

Anfiteatro da Sabedoria Eterna - 21 de Setembro


Versão antiga ou Vulgata Passagens citadas da Sacro Santa Escritura Nova tradução dos Provérbios a partir do hebreu, e da Sabedoria a partir do grego
264. Porque → qual é o ser humano que poderá saber o conselho de Deus? ou que poderá projetar a sua cognição sobre o que quer Deus? Sb 9, 13. 264. Porque qual é o ser humano que compreende o conselho de Deus? ou que compreende na sua alma aquilo que quer Deus?


  • Qual é o ser humano, etc. - Pela mesma objeção que aqui a seguir, no versículo 297.

    À qual, ver a resposta no versículo 268.

[ Anterior ] [ Índice ] [ Seguinte ]


Início » Textos » Anfiteatro » Quinto grau » 21 de Setembro

Anfiteatro da Sabedoria Eterna - 20 de Setembro


Versão antiga ou Vulgata Passagens citadas da Sacro Santa Escritura Nova tradução dos Provérbios a partir do hebreu, e da Sabedoria a partir do grego
263. → E as minhas obras serão agradáveis e eu julgarei retamente o teu povo e serei digno do trono do meu Pai. Sb 9, 12. 263. E as minhas obras serão agradáveis, e eu julgarei retamente o teu povo e serei digno do trono do meu Pai.


  • E as minhas obras serão agradáveis, etc. - Quando então, senão quando a Sabedoria tiver Orado e Laborado com ele próprio.

    Assim, nós que somos Sábios em Deus, nós podemos Tudo aquilo que queremos; mas, estudiosos da Teo-Sofia, nós só queremos aquilo que Deus Ele Próprio quer.

    É por isso que qualquer coisa que nós façamos segundo as Leis e a Doutrina deste Anfiteatro, nós teremos sucesso, como é dito no Salmo 1.

[ Anterior ] [ Índice ] [ Seguinte ]


Início » Textos » Anfiteatro » Quinto grau » 20 de Setembro

Anfiteatro da Sabedoria Eterna - 19 de Setembro


Versão antiga ou Vulgata Passagens citadas da Sacro Santa Escritura Nova tradução dos Provérbios a partir do hebreu, e da Sabedoria a partir do grego
262. → Porque ela sabe e compreende Todas as Coisas e me conduzirá → sobriamente nas suas obras e me guardará no seu Poder. Sb 9, 11. 262. Porque ela conhece e compreende todas as coisas e me conduzirá moderadamente em todas as minhas ações e me guardará na sua glória.


  • Porque ela sabe e compreende Todas as Coisas - É por isso que tendo-se tornado tua amiga, tua irmã e tua esposa, ela pode, ela quer sabiamente instruir-te em todas as coisas, porque ela o prometeu, versículo 187.

    Ela, cujos sermões são todos justos; não há nada neles depravado nem perverso, versículo 42.
  • Sobriamente - Não somente sem embriaguez mas mesmo destramente, com sabedoria, seguindo a linha reta da verdade.

[ Anterior ] [ Índice ] [ Seguinte ]


Início » Textos » Anfiteatro » Quinto grau » 19 de Setembro

Anfiteatro da Sabedoria Eterna - 18 de Setembro


Versão antiga ou Vulgata Passagens citadas da Sacro Santa Escritura Nova tradução dos Provérbios a partir do hebreu, e da Sabedoria a partir do grego
261. → Envia-a → dos Céus, teu santuário, e → do trono da tua Magnitude, afim de → que ela Seja comigo e Labore comigo afim de que eu saiba o que é agradável para Ti. Sb 9, 10. 261. Envia-a dos Céus sagrados, e envia-a do trono da tua glória, afim de que ela trabalhe presentemente comigo, e que eu compreenda o que é agradável para ti.


  • Envia-a - Deus dá e envia a Sabedoria; não o ser humano ou algum livro (humano); ela é encontrada junto de Deus, não dos seres humanos ou de alguma outra criatura, versículos 167 e 187.

    Ela é comunicada pela Influência, a Luz e o Movimento do Sol Divino.

    Clamemos portanto todos com todo o nosso coração: Céus Divinos, vertam do alto o vosso orvalho, e que as nuvens deixem chover a Sabedoria do Sapientíssimo; que se abra a Terra da minha Alma e que germine o ser humano novo; e que, reformado a exemplo do Protótipo, ele viva na eternidade.
  • Dos Céus, teu santuário - Moisés, Veracíssimo historiador de toda a Natureza, porque ele foi ensinado e conduzido pela única Veracidade, influência, luz e movimento do Sol da Verdade, diz (Gn 1,1): No princípio criou Elohim, o Céu.

    Isto é, propriamente e hebraicamente, segundo a sua natureza e a sua substância, a denominação da palavra Schamaim, como EschVaMaim; Fev e Eav, Fogo Aquoso ou Água Ígnea, em grego Aithêr; Éter, como aithaêr, de aithô, eu ardo e aêr, espírito; Espírito Ardente: Uma água igni-espiritiforme; um espírito aero-igniforme; uma Água-espírito igniforme.

    (Ein Geistfewriges wasser; Ein Wasseriger feweriger Geist; Ein feweriges Geistwasser) Um Látex Etéreo, quer dizer tudo de que Aristóteles troça ineptissimamente ao retomar os outros, afim de estabelecer as suas próprias falsidades sobre a eternidade do mundo.

    Isto, Elohim distribuiu-o triplamente na Universalidade dos mundos.

    Primeiro, Inferiormente; ele infundiu-se na Terra e na Água, de modo que foi não somente a sede e o veículo da Alma do Mundo (Anima Mundi), mas ainda o Médio que conjunta e o Liame que faz copular e une os dois extremos que são: a Matéria primeira e a Forma, quer dizer Hyle e a Anima Mundi, a Natureza, Ruach Elohim; como se pode ver nos versículos 162 e 187 e nas questões 5 e 6 da terceira parte deste Anfiteatro.

    Todo o globo inferior está cheio de Schamaim, Céu ou Espírito Etéreo; porque ele penetra em todos os corpos da massa sublunar; ele é difuso por e em Todas as Coisas pela vontade de Deus; e não se encontra nada (a Experiência atesta-o), em toda a esfera das Terras e a circunferência do Oceano, que esteja privado da sua centelha.

    Este misto habita, encontra-se e reside nos Elementos e nos seus frutos; ele está lá coagulado e congelado, e mesmo fixo em alguns.

    Isto é o Fogo Gigante da Natureza, que prova todas as coisas, que se liberta Físico-Quimicamente das ligações das coagulações e das fixações e se resolve em Espírito, tornando-se visível e expondo-se a todos os sentidos; em separando-se das superfluidades às quais se encontra misturado, ele apura-se e restitui-se à sua liberdade primordial.

    É o Céu Inferior Primeiro, cuja centelha é o Alcool vini que é Espírito, Água e Fogo.

    Em todas as coisas que se podem examinar, os Laboratórios dos Físico-Químicos manifestam e exibem Schamaim ou o Céu, por um artifício de modo algum desconhecido dos Fisicosofistas.

    Mete um travão à tua língua petulante, sofista que lês ou ouves isto; e recorda-te (antes de seres retomado) de estudar Físico-Quimicamente; com receio de que não digas um dia (o que não é de um sábio): Eu não o sabia.

    Não tenhas vergonha de seres um carvão, porque Deus o mesmíssimo não ficará vermelho, no tempo do julgamento final, de ser o Fogo no qual os Céus se abismarão num cataclismo imenso, pelo calor do qual se resolverão os Elementos e consumirá a Terra e todas as obras que estão nela (2Pd 3, 10).

    O Mundo é Julgado hoje Físico-Quimicamente pelos filósofos; mas será Julgado Teosoficamente pelo Fogo no dia final, por Deus ele mesmíssimo.

    Segundo, Superiormente, não misturado com os Elementos e as suas impurezas, mas por e em si (animado contudo pela Natureza) ele congelou, solidificou, constituiu e formou o corpo duro e sólido, quer dizer consolidou-o.

    Porque os Céu são consolidados pelo Verbo do Senhor e do Espírito da sua boca (Ruach Elohim, a Emanação Divina, versículo 137), vem toda a virtude deles (Sl 33, 6). O espírito dele ornou os Céus (Jó 26, 13).

    Porque Deus disse (Gn 1, 6): Que seja feita Rachia (quer dizer a extensão ou a expansão sólida, firme e compacta); de onde os Latinos fizeram o Firmamento; os Germanos disseram muito bem: Eine Veste (uma cidadela, um forte, firmamento); porque este é mais duro e mas durável que o que se possa imaginar em bronze ou em diamante; Os Céus solidíssimos foram fundidos como o bronze (Jó 37, 18); é por isso que o firmamento não sofrerá diminuição, nem pelo calor da sua luz ou do seu fogo, nem pela velocidade do seu movimento, e ainda menos será ele consumido antes que venha o dia muito novo do Senhor.

    Iahweh estendeu os seus Céus (Is 44, 14 e 45, 12). Que estendeu os Céus como uma coisa ínfima e lhes deu a expansão como um tabernáculo para habitar (Is 40, 22).

    Particularmente (Is 34, 4): E secará, diz ele, toda a milícia (ornamento) dos Céus, e os Céus se Dobrarão (Complicabuntur), (Werden zusammen, quer dizer, eles ficarão aproximados em conjunto por um rolamento) como um Livro (Liber), quer dizer a casca interior aderente à madeira, segundo o segundo sentido da palavra latina Liber; e toda a milícia deles cairá (como cai a folha da vinha e da figueira), no meio das águas (em qualquer interstício e separação entre as águas), e dividirá as águas com as águas: E Deus fez o Firmamento (de tal forma que ele esteja como uma abóbada (fornix) muito firme que Deus elevou contra as águas e pela qual ele as reteve na sublimidade), e ele dividiu as águas que estavam sob o firmamento daquelas que estavam sobre o Firmamento.

    E isto foi feito assim. E Deus chamou ao Firmamento (Rachia, Extensão, Expansão) Céus (quer dizer Schamaim; da Natureza e da Substância das Águas ígneas; da mesma forma que Rachia é tirada da quantidade e da qualidade externas quer dizer da extensão e da firmação da matéria).

    Ninguém portanto duvidará agora que as Águas verdadeiras estejam acima do Firmamento. Águas que estais acima dos Céus, abençoem o Senhor (Dn 3, 60).

    Tu que estendes o Céu (Schamaim, chamado Firmamento) como uma tenda; que cobres com as Águas as suas partes superiores (a superfície mais afastada), Salmo 104, 3 (vulg. 103, 2 e 3).

    Louvem o Senhor, Céus dos Céus; e que as Águas que estão acima dos Céus (quer dizer o primeiro e o segundo) louvem o Nome do Senhor (Sl 148, 4).

    Compete-nos a nós procurar Teosoficamente quais são estas Águas Supracelestes; qual é o seu género, a sua substância e a sua natureza.

    Ensinado e guiado pela Influência, a Luz e o Movimento do Sol Divino, eu digo portanto, em nome do Senhor, que as Águas Supracelestes são de um só e mesmo género de substância, do qual era este Látex Etéreo queimando incombustivelmente e encontrado no tempo dos nossos pais, em Pádua na Itália, dentro de um monumento vetustíssimo, dentro de uma úrnula de argila que continha duas ampolas, uma de ouro e a outra de prata; cuja virtude deste puríssimo licor manteve uma lâmpada durante vários anos, como anotaram nas suas coleções de inscrições antigas, Pedro Apianus e Bartolomeu Amantius.

    Ermolao Barbaro recorda igualmente esta coisa no corolário sobre Dioscórides, onde trata das Águas em geral: «Ela é, diz ele, uma Água Celeste, ou antes Divina dos químicos, que Demócrito e Mercúrio Trismegisto conheceram, e que é chamada às vezes Água Divina, às vezes Látex Cítico, às vezes pneuma, quer dizer Espírito da Natureza do Éter, e Essência Quinta das coisas; é por isso que o Ouro potável e essa tão ridicularizada Pedra dos Filósofos que ainda não foi encontrada (pelos Quimi-Sofistas, eu imagino, de que todo o mundo está cheio, e que nunca será encontrada por eles; o contrário é suficientemente demonstrado pelos Teó-Sofos, neste Anfiteatro), e que não custa mais que a areia.

    É ainda este mesmo género de látex, como eu penso (continua sempre o mesmo), que significa o Epigrama encontrado muito recentemente no território de Pádua, perto da pequena praça forte de Este; este monumento de tijolos e portanto muito frágil foi quebrado pela imprudência das mãos rústicas e dispersado no chão.

    Eis este Epigrama, no gosto dos muito antigos Pagãos, e que é reportado por Conrad Gesner, médico de Zurique, na página 5 do seu livro das Ervas Lunares e das coisas que brilham à noite:

    Não toquem, escravos, no presente sagrado de Plutão;
    O que está dentro da urna é ignorado por nós.
    Porque Maximus Olibius fechou neste modesto vaso
    Os Elementos digeridos e ordenados por um grave labor.
    Que aquele que é o seu guardião use de uma tal abundância
    Afim de que a recompensa de um tão precioso látex não seja perdido.

    Dentro desta urna, uma outra úrnula foi encontrada com a inscrição destes versos: sobre os quais consulta também o Prefácio do Livro dos Remédios secretos, de Evonymus Gesner Philatrus:

    Afastem-se daqui, miseráveis criados.
    Que procuram vocês com os vossos olhos curiosos?
    Longe daqui com o vosso Mercúrio de pétaso e de caduceu;
    Este dom muito grande e sagrado foi feito pelo muito grande Plutão.

    É assim mesmo.

    Um velho autor confirma-nos a verdade desta água, no Apocalipse do Espírito do Mundo Secreto, afirmando santamente entre outras coisas, que este Espírito (Schamaim, Céu) etéreo, existente no corpo aquoso mais que perfeitamente glorificado, que arde sensivelmente numa lâmpada habilmente construída, sem nenhuma diminuição ou consumação de si própria, perpetuamente.

    Na nossa época igualmente, encontrou-se em antros muito antigos da Germânia Inferior e da Grécia, semelhantes lâmpadas, ardendo perpetuamente sem efusão de alimento novo, pelo látex etéreo, de muito suave odor, como nós sabemos que as histórias e os homens dignos de fé o atestaram.

    A condição do Fogo deste látex supra-Celeste é tanto e tão admirável e mesmo quase sobre-Natural, que ele arde num vaso muito exatamente fechado, e que a sua chama se apaga pelo e no nosso ar, quando o vaso é aberto.

    Es ist gar ein ander wasser und fewer als unsere gemeine wasser und fewer, quer dizer: é uma água e um fogo de uma natureza muito diferente da nossa água e do nosso fogo comuns.

    É por isso que os Filósofos Físico-químicos nos dizem: A nossa água é um fogo (porque Schamaim é formado por água ígnea Supra-Celeste) que consome mais ardentemente os corpos que o nosso fogo vulgar.

    O Criador Elohim Omnipotente ordenou e concedeu de encontrar esta água realmente admirável e mirifica (a quem? unicamente ao Sábio; e nunca aos Fisicosofistas) mesmo nesta região Elementar.

    E onde portanto verdadeiramente? Na Única, certo, e só Mina da Sabedoria, esta Magnésia dos Sábios, que é a Matéria devida e verdadeira da Pedra dos Filósofos; na qual Iahweh Deus não só pôs e sabiamente reservou o Céu, mas ainda a Terra e a Água, quer dizer a matéria prima ou a semente de todo este Mundo, no estado primordial católico cuja existência durou até este dia, a centelha Católica animada pela Alma do Mundo (fig. 3 deste Anfiteatro, quest. 7), de tal modo que, em e pelo sujeito Macro-Cósmico catolicamente sinóptico, em preparando Físico-Quimicamente, e mesmo em tratando Cristiano-Cabalisticamente, será revelada e indicada a cognição do Criador e daquele que ele enviou, Jesus Cristo crucificado; da Natureza e de toda a Criatura, e por conseguinte (porque é conforme com a verdade), daquelas que estão por cima do Céu (a saber o primeiro e o segundo), quer dizer das Águas Supra-Celestes, Schamaim, das Águas Ígneas ou do Terceiro Céu, tabernáculo de Deus e santuário dos Anjos; e mesmo a cognição de si próprio; e será assim revelado ao Teó-Sofo pelo Livro da Natureza sinopticamente Católico, quanto é admirável a Sabedoria, o Poder, a Bondade do Criador.

    Eu poderia aqui facilmente mostrar suficientes causas da Utilidade da Pedra Filosofal, Cristiano-Cabalisticamente Divina (fig. quarta deste Anfiteatro, onde é tratado o Urim e o Thumim), se fosse fasto quebrar o selo celeste da oculta revelação e divulgar os mistérios de Deus.

    Que seja suficiente aos filhos da Doutrina (à Meditação Teosófica de quem eu sou mesmo do parecer de deixar qualquer coisa) que eu mostre presentemente e que este Anfiteatro ensine em várias lugares (porque não se adequa ao Teósofo filosofar demasiado, não apenas sobre a Utilidade dos Céus, mas também sobre a sua Substância, Essência e Natureza) que as Águas Supraceleste (que devem ser encontradas pelo Sábio na natureza das coisas inferiores) são puríssimas, subtilíssimas, ígneas, lucidíssimas, mais que perfeitas e por essa razão incorruptíveis, perpetuamente fixas em si, quer dizer permanentes; no entanto líquidas e fluidas, inflamáveis, pouco combustíveis; a Utilização que se pode fazer delas é tal que elas são e constituem Schamaim ou o Terceiro Céu, na região supersuprema, que é de água na superfície mais aproxima de nós, e de fogo na mais afastada; é um fogo flagrante, uma água ardente.

    Que significa isto? Isto significa que se a Água tão nobilíssima existe, contra a opinião e a ideia comum, nestas, quer dizer as coisas inferiores (embora que só no Macro-Cosmo sinóptico católico) e que o fogo aquoso tão admirável, de substância e de Natureza supraceleste é encontrado neles Sabiamente pelo único Sábio, quanto mais deve ser na região supersuprema, quer dizer acima do Firmamento, no Mundo (devido ao uso Divino acima citado) hiperfísico.

    Se não fosse assim, a Mina da Sabedoria não representaria por uma imagem real o Macro-Cosmo Católico.

    Que nunca, entre os Físico-Químicos Sábios, seja pensado, ainda menos estabelecido ou ensinado o contrário.

    Eu Prossigo: Nos Céus, pela virtude e como por uma certa preensão ou beber (cochlea) do Verbo de Iahweh, na sublevação e (como está dito) a constituição do Firmamento, em breve, imediatamente e no momento, existiu ao mesmo tempo um certo grande e elevado intervalo entre o Céu e a Terra que é chamado Locus; porque tal como não há montanha sem vale, nem mãos que, estando anteriormente juntas, sejam afastadas em seguida e separadas, sem que haja espaço mediano entre elas; do mesmo modo o Céu e a Terra não podem existir sem este interstício e esta distância, desde que foi realizada a sublimação da sua separação, dedução e secreção mútua.

    Ezequiel 8, 3: O Espírito elevou-me entre o Céu e a Terra.

    É necessário que, primitivamente, este lugar estivesse inteiramente Vazio, e que em seguida fosse preenchido pelos humores aquosos, os vapores e as exalações que se evaporam continuamente cada dia da região inferior (que são as matérias dos diversos meteoros) e que tendem para a região superior e mesmo pelos inúmeros corpos terrestres visto que eles aí residem, crescem em comprimento e em largura, aspiram e se movem.

    É o admirável Laboratório Macro-Cósmico perpétuo, católico, do Deus admirável, onde a Natureza está presidente e laborante.

    Deus diz para além disso: Que sejam feitas as Luminárias no Firmamento do Céu, (quer dizer Rachia Schamaim na expansão do Céu, ou do espírito etéreo aquoso, firmado) e que elas dividam o dia e a noite; e que elas sejam os sinais dos Tempos; e dos dias, e dos anos: afim de que brilhem no Firmamento do Céu, e iluminem a Terra. E foi feito assim. E Deus fez duas grandes luminárias; a grande luminária afim de que ela presidisse ao dia, e a pequena luminária afim de que ela presidisse à noite e às estrelas. E ele colocou-as no Firmamento do Céu, (quer dizer em Rachia, extensão ou expansão de Schamaim firmada) afim de que elas brilhem sobre a Terra e presidam ao dia e à noite e dividam a luz e as trevas.

    Nota: Como os Astros são insígnias (em hebreu Aot) quer dizer sinais que indicam, e quase um Alfabeto no tomo do Livro Celeste do Mundo Maior, pelos quais Deus (que paternalmente cuida de nós) nos fala de variadas e grandes coisas, e mostra-nos, anuncia-nos e prediz-nos as coisas que são e que devem ser, antes mesmo que ocorram, isto eu te ensinarei mais amplamente noutro lugar (Deus mo conceda). Ver os versículos 35 e 353.

    Aqui está o Céu Segundo, Sublime, a Região verdadeiramente etérea. Aqui se encontram o Sol, a Lua e as Estrelas; que são com efeito os seus astros, Primeiro e inferior (à sua maneira); o que sabem e atestam os Sábios.

    Eles movem-se um e o outro com um movimento harmónico ou simpático (um em direção ao outro), o que é inferior como o que é superior, e vice-versa. É este movimento que persuade a certeza (como eu disse) das indicações. Deus é Admirável nas suas Obras.

    Sumário: Todas as Coisas confluem, conspiram, acordam-se em conjunto, Micro e Macro-Cosmicamente. Por fim, o Firmamento do Céu, segundo o testemunho de Isaías 51, 6 (as ligações das coagulações sendo quebradas pelo Fogo) se liquefará como um fumo, porque será reduzido àquilo que ele era antes da sua congelação, solidificação e firmação, quer dizer será livre Espírito.

    Terceiro, Supra-Superiormente, acima de Rachia Schamaiam, quer dizer o Firmamento do Céu, ele não misturou Schamaim aos Elementos (como no Primeiro) e ainda menos o sujou com os seus excrementos e superfluidades nem o congelou e o firmou num corpo sólido (como no Segundo); mas (pela sua virtude Omnipotente) nos mais-que-perfeitos por e em si, ele constituiu as Águas Supracelestes tais como nós as descrevemos um pouco adiante, e Permanentes perpetuamente; e ao manifestar o fogo delas, sempre ardentes na superfície extrema, sem consumo delas próprias, e brilhando com uma luz candidíssima nunca escurecida por nenhum fumo: Aqui, é o Céu Empíreo, lucidíssimo; e mesmo a Luz inacessível que (como um lugar consentâneo com a Divindade) Deus habita (1Tm 6, 16).

    É por esta razão que Platão aprendeu dos Brâmanes das Índias que a Quinta-Essência da Divindade reside Divinamente e estabeleceu a sua residência na Essência ígnea.

    É talvez também porque, na acepção de S. Tomas de Aquino (apesar do autor da Aurora dos Filósofos pensar o contrário, cap. 19) que ele diz sem nenhuma blasfémia que Deus e os seus Anjos não podem ter falta do fogo da água ardente mas que eles a usam diariamente.

    Ele não pode ter falta porque ele não a quis: ele quis, pelo contrário, usar Soberanamente, Superiormente e Inferiormente, para sede e trono da sua majestade, e para Mediador conveniente aos seus usos variados.

    Agradou assim ao Senhor; que assim te agrade a ti também.

    Aqui é o Céu ou os Céus (Schamaim) dos céus (Dt 10, 14; 2Rs 8, 27; Sl 115, 16; Na 9, 6), o Terceiro com relação aos outros dois o inferior e mais inferior ainda; e no qual S. Paulo (2Cor 12, 2), atraído pelo Imã (magnes) Divino foi arrebatado em Espírito; no qual ele ouviu as palavras misteriosas que não é permitido ao ser humano dizer; é o Imenso, o Mais elevado, (Dt 4, 32), o Último porque a Sacro Santa Escritura não menciona outro ulterior ou superior.

    Agiastêrion, quer dizer santuário dos nossos Anjos, que vêem continuamente a face de Deus nosso Pai (Mt 18, 10). É o Paraíso da felicidade suprema, a Sede e o Trono dos espíritos bem-aventurados.

    Ó dia de alegria (para me servir cristãmente das palavras de Cícero, Tratado da Velhice) quando eu for para este concílio e esta assembleia das almas! Qual? No alto, no Céu onde está o Senhor Deus (Hv) Ele Próprio (Dt 4, 39).

    Para o qual e acima do qual N. S. Jesus Cristo crucificado subiu no quadragésimo dia após a sua Ressurreição, upsêloteros ouranôn, que foi elevado acima dos Céus (Hb 7, 26). Que subiu acima dos Céus (Ef 4, 10). Que reside à direita de Deus o Pai, de onde ele virá (At 1, 10; Mt 26, 64), julgar os vivos e os mortos (Mt 25, 31; At 10, 42), e o mundo pelo Fogo (Is 66, 15; 2Pd 3, 7).

    É destes mesmos Céus Santos (Sl 102, 20; vulg. 101, 19) nos quais o Senhor Deus o Mesmíssimo se levantou (Dt 4, 39; Js 2, 11; Eclo 5, 1); deste Santuário, deste magnífico habitáculo dos Céus (Dt 26, 15; 2Cr 30, 27); deste Santo, desta Sede da sua glória (Is 63, 15), desta santa Residência (Br 2, 16), deste santo Templo da sua glória, do Trono do seu reino (Dn 3, 53), que o nosso Real Teósofo pediu a Iahweh que lhe enviasse a Sabedoria; é deste Mesmo Céu que nós pedimos no nosso Oratório Teosófico, em Espírito e em Verdade, que ele a envie para nós verdadeiramente de um modo Teo-Sófico.

    Corolário: Schamaim, quer dizer o Céu, claramente explicado pela nossa Doutrina ensinará muito salutarmente de onde provem a Luz (em Hebreu Aor) (Gn 1, 3), Fomentadora do esplendor e da iluminação, e mesmo (pelo seu modo de disposição) do Dia, versículo 139; ele te ensinará também como das Trevas (2Cor 4, 6) (porque Schamaim ou o Céu, e por conseguinte o Caos universal devido à sua Luz ígnea interna ainda não Divinamente manifestada, era tenebroso e não visível) pela força Divina recebida, constante e firme, resplende (não de uma forma diferente daquela em que se manifesta num lugar tenebroso o fogo que provem do Espírito do vinho) e nasceu o Dia, sem o qual o Universo, essa Obra imensa de Deus, por causa dessa ausência ou dessa falta de Luz, teria ficado obscuro e ignorado por nós; como cada dia trabalha naturalmente e se manifesta pela sua arte, Vr ou o Fogo, o qual não pode existir sem calor, e que pelo seu Efeito, exibe e demonstra continuamente o Calor; ele que está certamente em todas as coisas (porque em todas as coisas existe verdadeiramente Schamaim animado pela Natureza) o guardião de toda a Forma e de toda a Espécie, o estimulante, o Princípio Natural e Artificial, Orgânico (tanto internamente como externamente) e impulsivo ou motor (kinêtikon) ou operador (energêtikon) constituído por Deus, das Forças Naturais nas causas das ações e de tudo o que deve ser produzido e dirigido; e nas coisas da Alma à qual (por meio de Schamaim) ele dispensa multiformemente os seus Dons (visto que ele os contém por intermédio de uma obstetrícia fiel, à qual ele é Micro e Macro-Cosmicamente atribuído; Porquê, ou por que motivo o Calor é e é dito Divino, Celeste, Elementar, Natural, naturado (insitus) ou inato, reportando-se em certa proporção ao único calor dos astros, de onde as ações dos seres humanos (Dele Próprio) são tão diversas; Em qual sentido (de modo nenhum vulgar, atribuindo a cada um o que lhe é devido) deve-se interpretar estas frases dos Filósofos: O Céu é animado; ele age nas coisas Inferiores pela Influência, a Luz e o Movimento; o Céu é a principal causa pela qual os Elementos, apesar de terem natureza contrária uns dos outros estão misturados e conjugados juntos; ele está em relação com a matéria prima como o homem com a sua esposa amada; ele agarra-se poderosamente às coisas inferiores; ele cria os Corpos inferiores na Terra não de forma diferente ao Macho que transfusa a sua semente na fêmea; ele é o autor (parens) de todas as coisas; ele é o Instrumento pelo qual Deus age em nós; ele é a causa de tudo o que é criado; ele comunica a Forma e a Espécie, que ele introduz na matéria preparada; ele governa todas as coisas que contem este mundo; ele fecunda as sementes; toda a fecundidade é espalhada pelo Céu; e todas as Outras Frase semelhantes a estas; Então Tu Poderás Retamente Filosofar Sobre Os Segredos Da Natureza.

    Quem bem distingue, bem ensina e bem aprende.
  • Do trono da tua Magnitude - O Senhor diz (Is 66, 1): O Céu é a minha residência e a minha sede. Salmo 103, 19: O Senhor preparou o seu trono no Céu. Salmo 123, 1: Eu levantarei os meus olhos para ti, que habitas nos céus. Salmo 10, 4: O Senhor tem o seu trono no Céu. S. Mateus 6, 9: Pai nosso que estás nos Céus.

    Notar: Do trono da celsitude Divina, nada provem que não seja Divino, que não seja eterno; portanto a Sabedoria (Emanação Divina, versículo 137) não é criada, não é formada, de modo nenhum nascida ou feita à maneira das criaturas, mas gerada pelo Pai Divino Eterno, Divina, Eterna; de forma que vale mais crê-lo Cristãmente, por uma Alma fiel, do que tentar compreendê-lo com uma imaginação fanática.
  • Que ela seja comigo, etc. - Afim de que o Espírito Familiar me assista, versículo 223.

    Reza a Deus Altíssimo, Ó Tu que desejas chegar ao fim desejado da tua Obra Físico-Química, afim de que te assista o bom Espírito de Assistência e que não somente ele guarde muito fielmente a tua obra do muito obstinado inimigo diabo, autor de toda a confusão; mas ainda que ele te exorte também a Laborar sabiamente; e que ele te afaste do que te poderia trazer algum dano à tua obra, com receio de que tu faças algum erro.

    Não se deve certamente considerar como pouco, que ele presida ao Laboratório dos Sábios; mas é necessário entrar respeitosamente no Agiasterium e trabalhar assim sob a sua direção, com receio de que tu ofendas o teu bom génio que te guarda, a Ti e à tua Obra.

    Os Porcos mundanos não me compreenderão; apenas os Filósofos compreenderão o meu espírito e o meu sentido e seguí-lo-ão.

    Afim de que o Espírito de Assistência seja meu, que ele Ore comigo; que ele Labore comigo; que ele institua sabiamente, dirija, disponha, adjuve, amplifique, abençoe e torne feliz a minha Alma, o meu Intelecto, a minha Razão, as minhas Cogitações e os meus Sentidos e as minhas Ações e todos os meus Labores, versículos 28, 145, 158, 181 e 292.

    Este é o grande mistério, Misterium Magnum, observado por muito poucos, sem o qual nunca, tu que te consideras como cristão, terminarás a Pedra dos Filósofos (apesar de, em e pelos Princípios Naturais, segundo o Método Natural tu te dirijas artificialmente e retamente em direção ao fim desejado), versículo 132.

    Sê-o pela vida e pelos atos, tu que queres ser estimado, dito e ser Filósofo cristão.

    É um Dom de Deus do qual Hermes e os outros tiveram o segredo por inspiração Divina; quem se tem imperturbavelmente Macro-Cosmicamente no Corpo, no Espírito e na Alma: para o qual, afim de que ele se espalhe Micro-Cosmicamente sobre nós, é necessário Orar Teosoficamente de Corpo, de Espírito e de Alma segundo as Leis da Doutrina deste Anfiteatro, e penar e laborar Cabalisticamente, Magicamente e Físico-Quimicamente.

    Afim de que Iahweh Tri-um, cooperando Contigo-Próprio tri-um, e com os teus Trabalhos, seguindo-te na Obra Físico-Químico-Triuna-Católica, julgue digno de te inspirar, de te cumular com os seus dons, de te conceder de bem querer, conhecer, ser e poder, recorda-te que é necessário operar Teosoficamente.

    Que aquele que pode compreender que compreenda; eu disse bastante.

    Observa: As Ciências e Artes excelentes são às vezes nomeadas Incertas, não porque elas sejam incertas, por e em si próprias, ou porque às vezes aqueles que presumem tratar delas por si próprios as conheçam mal; mas porque a Vontade de Deus Falta aos artesãos operadores.

    Em Deus residem todas as bênçãos. O ser humano deve obter a felicidade de Deus: An Guttes S.gea ists alles gelegen. Man musz auch das Gluck von Gott haben.

    Porque é que então, eu pergunto-te, porque é que o omnipotente Iahweh, se ele te pode punir com a sua maldição Divina, ou te retirar (devido ao pecado) este seu dom, ou te privar dos tesouros e dos frutos da Sabedoria, porque, pergunto eu não poderia ele que tudo criou, que interverte quando ele quer, a ordem da Natureza, do mesmo modo como quando ele parou o Sol no meio do Céu segundo a vontade de Josué e o impediu de descer durante todo o espaço de um dia (Js 10, 13).

    Ao pedido de Ezequiel, Deus reduziu a sombra pelas linhas pelas quais ela descia já para o relógio de Acaz, retrogradando de dez graus (2Rs 20, 11).

    Os Três Homens Hebreus, Sadrach, Mesech e Abdenago, enviados para o meio da fornalha (Babilónica) de fogo ardente, não foram tocados pelo fogo (Dn 3, 21 e seguintes).

    E tudo isto ocorreu pelo Deus omnipotente que tem a Natureza na sua mão Omnipotente, e a governa como ele quer.

    É necessário portanto obter de Deus o Querer por nós.

    É o que quer dizer esse grande conde Pico della Mirandola (apesar de por esta frase ter sido atormentado por um certo homem de grande autoridade) quando ele proclama: É em vão que procurará na Natureza, aquele que Pã (quer dizer o Deus de toda a Natureza) não tiver atraído.

    O que se pode fazer, Teo-Soficamente no Oratório, Deus ajudando, segundo as leis e a doutrina deste Anfiteatro. Ver o versículo 190.

    Sumário: As Ciências e as Artes mais secretas são e permanecem incertas, se, pela virtude da mais nobre operação juntada e subdelegada pelo Altíssimo, se por fim pela Virtude Divina elas não são animadas e fortificadas. É o que diz ainda Salomão (versículo 329), quando ele ordena de receber a vontade do Senhor e de habitar com a Sabedoria, versículo 300.

[ Anterior ] [ Índice ] [ Seguinte ]


Início » Textos » Anfiteatro » Quinto grau » 18 de Setembro

Anfiteatro da Sabedoria Eterna - 17 de Setembro


Versão antiga ou Vulgata Passagens citadas da Sacro Santa Escritura Nova tradução dos Provérbios a partir do hebreu, e da Sabedoria a partir do grego
260. E contigo a Sabedoria → que conhece as tuas obras, que estava presente quando tu fazias a órbita das terras e que sabia → o que agrada aos teus olhos, e que retidão nos princípios. Sb 9, 9. 260. E contigo está a Sabedoria que conhece a tua obra, que estava presente quando tu fizeste o Mundo, que sabe o que é agradável aos teus olhos e o que é reto nos preceitos.


  • Que conhece as tuas obras - Porque Todas as Coisas foram feitas pelo Verbo (Sapientíssimo, versículos 156 e 162); e sem ele, nada daquilo que está feito não foi feito (Jo 1, 3).

    Nota: Visto que se deve acrescentar fé a qualquer artesão nas coisas que se referem à sua arte, e que Todas as Coisas foram feitas pela Sabedoria; por essa razão escolhe-a por preceptora em Todas as Coisas boas; acrescenta fé à Doutrina desta só e única.

    É ela que, pela Lei e pela Doutrina deste Anfiteatro, te conduzirá na verdade Físico-Química, Mágica, Cabalística, Total.
  • O que agrada - Porque não? Porque ela é a Sabedoria do Pai, a assistente das suas residências e a conselheira do Eterno, desde a eternidade.

[ Anterior ] [ Índice ] [ Seguinte ]


Início » Textos » Anfiteatro » Quinto grau » 17 de Setembro

Anfiteatro da Sabedoria Eterna - 16 de Setembro


Versão antiga ou Vulgata Passagens citadas da Sacro Santa Escritura Nova tradução dos Provérbios a partir do hebreu, e da Sabedoria a partir do grego
259. E tu disseste-me para eu edificar um Templo → sobre a tua montanha santa e um altar na cidade da tua residência, à semelhança do teu tabernáculo santo que tu preparaste desde o começo. Sb 9, 8. 259. Tu ordenaste-me que edificasse um Templo sobre a tua montanha santa, e um altar na cidade da tua residência à semelhança do tabernáculo santo, que tu preparaste desde o começo.


  • Sobre a tua montanha santa - Antigamente, não sem mistério sobre a montanha, e agora, no Espírito, quer ser adorado o Pai dos Espíritos.

    Concede-nos benignamente, ó Senhor, de elevarmos os nossos corações ao alto para Ti; afim de que nós sejamos capazes de ascender mentalmente a e em ti pelo teu Verbo, Biblicamente, Macro e Micro-Cosmicamente escrito, como pela escada de Jacob. Amém!

[ Anterior ] [ Índice ] [ Seguinte ]


Início » Textos » Anfiteatro » Quinto grau » 16 de Setembro

Anfiteatro da Sabedoria Eterna - 15 de Setembro


Versão antiga ou Vulgata Passagens citadas da Sacro Santa Escritura Nova tradução dos Provérbios a partir do hebreu, e da Sabedoria a partir do grego
258. → Tu elegeste-me Rei ao teu povo e juiz dos teus filhos e das tuas filhas. Sb 9, 7. 258. Tu elegeste-me Rei do teu povo e juiz dos teus filhos e das tuas filhas.


  • Tu elegeste-me Rei, etc. - À imitação desta Oração, todo aquele que seja amante e estudioso da Teo-Sofia pode e deve também formar as suas orações, alterando o que deve ser alterado (de acordo com a diversidade da vocação cada um), e dizer: Tu, Senhor, que me constituíste Teólogo, Jurisconsulto, Médico, Físico, Governador, Escolástico, Mecânico, etc., e que me ordenaste que edificasse a tua Igreja, de prestar justiça, de santificar os doentes, de interrogar o livro da Natureza, de administrar o direito e a justiça, de formar a juventude, de dispor isto ou aquilo, etc., etc., dá-me a Sabedoria afim de que, etc.

[ Anterior ] [ Índice ] [ Seguinte ]


Início » Textos » Anfiteatro » Quinto grau » 15 de Setembro

Anfiteatro da Sabedoria Eterna - 14 de Setembro


Versão antiga ou Vulgata Passagens citadas da Sacro Santa Escritura Nova tradução dos Provérbios a partir do hebreu, e da Sabedoria a partir do grego
257. → E se alguém é consumado entre os filhos dos homens, se a tua Sabedoria está ausente dele, ele será contado como nada. Sb 9, 6. 257. Porque se alguém é perfeito entre os filhos dos homens, se no entanto a tua Sabedoria está ausente dele, ele será considerado como nada.


  • E se alguém é consumado, etc. - Como se ele dissesse: Se alguém (nascido, quer na corte, quer nos campos) é extremamente dotado da Sabedoria mundana, quer da Sabedoria falaciosa e astuciosa do cortesão quer da do sofista estudante e lançando-se contra a sua própria consciência por muitas falsas e contenciosas conclusiunculas; no entanto ele é louco e nulo e mesmo um lixo (skubalon) aos olhos de Deus visto que a Sabedoria do Senhor está ausente dele.

    Ver o que foi dito acima sobre a mulher estrangeira e indigna.

[ Anterior ] [ Índice ] [ Seguinte ]


Início » Textos » Anfiteatro » Quinto grau » 14 de Setembro

Anfiteatro da Sabedoria Eterna - 13 de Setembro


Versão antiga ou Vulgata Passagens citadas da Sacro Santa Escritura Nova tradução dos Provérbios a partir do hebreu, e da Sabedoria a partir do grego
256. Porque eu sou teu servidor, e filho da tua serva, um homem pouco firme e de pouco tempo, e → fraco para a intelecção do Julgamento e das Leis. Sb 9, 5. 256. Porque eu sou teu servidor e filho da tua serva, um homem imbecil e de vida breve, e pouco firme para compreender o julgamento e as Leis.


  • Fraco para a intelecção, etc. - Todo o ser humano é louco a menos que a Sabedoria o conduza.

    Todo o ser humano é mentirosos a menos que a Verdade Divina o ilumine e o governe; por muito grande que seja aos olhos do mundo imundo.

    Cuida para que Iahweh te assista nos conselhos.

[ Anterior ] [ Índice ] [ Seguinte ]


Início » Textos » Anfiteatro » Quinto grau » 13 de Setembro

Anfiteatro da Sabedoria Eterna - 12 de Setembro


Versão antiga ou Vulgata Passagens citadas da Sacro Santa Escritura Nova tradução dos Provérbios a partir do hebreu, e da Sabedoria a partir do grego
255. Dá-me → a Sabedoria sentada no teu trono e que eu não seja reprovado → entre os teus filhos: Sb 9, 4. 255. Dá-me a Sabedoria sentada contigo no teu trono, e não me expulses do número dos teus servidores:


  • A Sabedoria sentada no teu trono - Se alguém tem, nos seus labores, a Sabedoria sentada no trono de Deus, assistindo-o, como, eu pergunto-te, poderia errar?

    Porque é a residência de Iahweh desde a eternidade; é por isso que ela é a assistente da sua glória única, quer dizer a Sabedoria (de que o nosso Sábio tratou neste Prólogo) eterna; de outra forma (quanto é inútil eu forçar-me por dizer tais coisas), Deus ao qual tu não recusarás (diabolicamente) de ser eterno foi insipiente, louco e malsão desde toda a eternidade.

    Se fosse assim como é que o insapiente poderia ter criado anteriormente a Sabedoria?

    Que Iahweh te retome, tu que dás ocasião para pensar assim, afim de que tu não ouses falar dessa forma.
  • Entre os teus filhos - O filho do Rei pretende ser contado entre os filhos de Deus; o amante da Sabedoria, entre os seus servidores; o Rei entre os seus ministros, afim de que ele sirva sabiamente Deus em todas as coisas; é por isso que ele postula pelo Espírito da Sabedoria.

[ Anterior ] [ Índice ] [ Seguinte ]


Início » Textos » Anfiteatro » Quinto grau » 12 de Setembro

Anfiteatro da Sabedoria Eterna - 11 de Setembro


Versão antiga ou Vulgata Passagens citadas da Sacro Santa Escritura Nova tradução dos Provérbios a partir do hebreu, e da Sabedoria a partir do grego
254. → Afim de que ele disponha o Globo Terrestre em Equidade e Justiça, e que ele julgue o julgamento na direção do coração. Sb 9, 3. 254. E que ele administre o Mundo em Santidade e Justiça, e que ele exerça o julgamento em retidão do coração.


  • Afim de que ele disponha o Globo Terrestre - Não somente segundo a Lei escrita do Decálogo, mas também pela da Consciência (essa centelha da Justiça Divina) do Ser Humano, Divinamente dada por Elohim, o Criador Justo.

    É o testemunho da imagem de Deus.

[ Anterior ] [ Índice ] [ Seguinte ]


Início » Textos » Anfiteatro » Quinto grau » 11 de Setembro

Anfiteatro da Sabedoria Eterna - 10 de Setembro


Versão antiga ou Vulgata Passagens citadas da Sacro Santa Escritura Nova tradução dos Provérbios a partir do hebreu, e da Sabedoria a partir do grego
253. E que constituíste o ser humano pela tua Sabedoria → afim de que ele dominasse a criatura que, por ti foi feita, Sb 9, 2. 253. E que fizeste o ser humano pela tua Sabedoria afim de que ele dominasse sobre as coisas por ti criadas,


  • Afim de que ele dominasse as criaturas - E mesmo os Elementos, como disseram retamente e fisicamente os Filósofos químicos.

    Porque isto era necessário para que o Ser Humano que é formado à imagem de Deus (na Justiça e na Santidade verdadeira, Ef 4, 24) e à sua semelhança (à de Deus um, pela unidade da sua pessoa; à de Deus tri-um nas suas Essências, pelo seu Corpo, seu Espírito e sua Alma, todos os três distintos) representou o Protótipo Omnipotente, pelo grande poder do seu domínio.

[ Anterior ] [ Índice ] [ Seguinte ]


Início » Textos » Anfiteatro » Quinto grau » 10 de Setembro

Anfiteatro da Sabedoria Eterna - 9 de Setembro


Versão antiga ou Vulgata Passagens citadas da Sacro Santa Escritura Nova tradução dos Provérbios a partir do hebreu, e da Sabedoria a partir do grego
252. Deus dos meus Pais e → Senhor de Misericórdia, que fizeste Todas as Coisas pelo teu Verbo, Sb 9, 1. 252. Deus dos Pais e Senhor de Misericórdia, que criaste todas as coisas pelo teu verbo,


  • Senhor de Misericórdia - A Misericórdia sendo exercida, implora ao Deus de Misericórdia; a Justiça, implora ao Deus Justo; o Poder, ao Omnipotente.

    Vocês portanto, em quem está a sua solicitude, o seu cuidado, e que sois ávidos das maravilhas que ela deve realizar, considerem cuidadosamente com os olhos e a alma, os Nomes Divinos anotados por mim na figura primeira deste Anfiteatro (vários podem ser recolhidos nas Santas Escrituras) e escolham entre esta assembleia, este exército e quase esta legião de Nomes Sagrados, aquele do qual convém mais fazer devotamente uso segundo a natureza particular das operações às quais vocês consagram o vosso tempo, porque todo o coro imenso dos Seres celestes pode seguir Teo-Soficamente estes símbolos da Divindade.

    Porque, de acordo com os versos de Homero, nenhum dos Deuses secundários ousa permanecer em repouso nas residências celestes quando Júpiter está em movimento.

    Os Nomes Divinos, apesar de serem Hebraicos, e por isso pouco conhecidos de alguns são no entanto muito úteis, acredita, para aqueles que, com uma fé simples e sincera e uma disposição pura, os escutam ou os entendem; é necessário também, por eles, convidar os Anjos que são favoráveis e têm o discernimento, a realizar a obras. Ver o versículo 184

    Várias coisas relacionadas com isto (com a permissão de Deus) serão expostas a seu tempo.

[ Anterior ] [ Índice ] [ Seguinte ]


Início » Textos » Anfiteatro » Quinto grau » 9 de Setembro

Anfiteatro da Sabedoria Eterna - 8 de Setembro


Versão antiga ou Vulgata Passagens citadas da Sacro Santa Escritura Nova tradução dos Provérbios a partir do hebreu, e da Sabedoria a partir do grego
251. E como eu sabia que eu não podia ser continente a menos que Deus mo concedesse, e → era já Sabedoria saber que esse dom era dele, → eu endereçava-me ao Senhor, → e fiz-lhe a minha deprecação, → e disse-lhe do mais fundo do meu coração. Sb 8, 21. 251. Visto que eu compreendia → que eu não conseguia estar em poder de mim próprio, a não ser por dom de Deus, (e já era Prudência o saber de onde vem o dom), eu enderecei-me ao Senhor, fiz-lhe a minha oração, dizendo-lhe com todo o meu coração:


  • Que eu não conseguia estar em poder de mim próprio - Porque eu não podia de outro modo desfrutar da Sabedoria, porque eu não podia atingi-la, adquiri-la nem possui-la de nenhum outro modo, meio ou via (qualquer que seja o seu nome).

    Não é nos livros daqueles que filosofam Pagãmente, nem nas conjurações dos Nigromantes, nem pelo diabólico espírito familiar, nem humanamente pela acuidade do génio, pela razão orgulhosa ou por qualquer outro modo humano, inchado com a Sabedoria mundana insipiente; mas junto do Deus único, O Melhor, O Maior, que só ele, Teo-Soficamente (como ensina todo este Anfiteatro), quando e a quem ele quer, dá a Sabedoria, e de quem vem todo o dom perfeito (Tg 1, 17).

    Notem isto, vocês que procuram sinistramente a Pedra dos Filósofos, O Movimento Perpétuo e os outros tesouros da Sabedoria verdadeira; e (tantas vezes avisados) emendem-se finalmente.

    Fraternalmente, eu torno-me útil aos filhos da Doutrina com este meu Anfiteatro; que em troca a minha memória seja sempre abençoada entre eles.
  • Era já Sabedoria saber, etc. - É verdadeiramente Sabedoria saber onde é necessário procurar a Sabedoria, junto de quem, com que auxiliares, porquê, por qual método ou via; o que, por fim (com a direção de Deus) foi Teo-Soficamente e suficientemente demonstrado por nós (longe de nós o pensamento de nos glorificarmos com isso) no nosso Anfiteatro (que rebentem as entranhas dos Momos).

    Que seja abençoado nos séculos dos séculos o nome de Iahweh, que, depois de longos, inúmeros, laboriosos e sumptuosos rodeios das vaidades e dos aborrecimentos (versículo 187), longe das trevas das falsidades e dos erros, me conduziu por fim a pouco e pouco dentro do refúgio da cognição de Deus, da Natureza e de Mim próprio, pela norma de verdade da Sacro Santa Escritura, do Livro da Natureza e do testemunho da limpa e reta consciência, segundo o Corpo, o Espírito e a Alma; no Oratório, em Orando Teo-Soficamente; no Laboratório, em Laborando Sabiamente, Divinamente, Macro e Micro-Cosmicamente.

    Aleluia, Aleluia, Aleluia! Fi para o Diabo, e para as suas descamações. O mundo imundo não faz nada de sábio.

    Não retires o teu Espírito Santo de mim, ó Senhor; dá-me a alegria salutar para ti próprio, e confirma-me pelo Espírito Principal, Cabalisticamente, Magicamente e Físico-Quimicamente, afim de que eu veja sempre a luz de verdade na tua luz (Sl 51, 13).
  • Eu endereçava-me ao Senhor - Não aos seres humanos; não às escolas dos Pseudofilosofantes nem aos Espíritos malignos, mesmo que eles se transformassem tanto quanto desejassem, em Anjos de luz; não ao diabo ele próprio, Astaroth, Berith, Floron, (fi) Mefistófeles, Barro, Remisses, não às irmãs medonhas e infames da infecto fetidez, aos animais pestilentíssimos, todos da mesma farinha e muito viciosos e maldosos, não (simplesmente, e per se) a nenhuma Criatura, quer seja corporal ou espiritual; mas a esta só e única Entidade Espiritual, à Eterna Sapientíssima, Ótima, Potentíssima, Infinita, Iahweh Elohim Zabaoth, Criador dos Espíritos, do Céu, da Terra, do Mar, de Todas as Coisas, de tudo o que contem em si o Universo criado.

    É a este único e só Espírito, que Foi desde o começo do Mundo, que, agora e sempre, É e Será, que pertence dar A Sabedoria, e a nenhum outro, exceto no caso duma administração delegada pelo Primeiro.

    Porque a Ipseidade não dá a sua glória a outros (Is 42, 8), porque ele é o Forte, o Ciumento e não suporta competição.
  • E fiz-lhe a minha deprecação - O amador estudiosíssimo da Teosofia concorda com o Senhor; ele aproxima-se, digo eu, de Deus, o Altíssimo, Omnipotente Criador de todo o Universo, só e único e não outro.

    E como, dirás tu, por qual método, por qual via?

    Em orando, não nigromanticamente, quer dizer consagrando diabolicamente e supersticiosamente, em exorcizando ou em conjurando, como fazem os pseudocabalistas.

    A oração em Espírito e Verdade será suficiente apenas.

    Que vá para a desgraça, com o seu mestre e os seus discípulos, toda a escola pestilentíssima, a Nigromancia, a qual, pela quarta figura deste Anfiteatro que deve ser cuidadosamente contemplada, eu propus a abolição extirpatória Cristiano-Cabalística e a reforma e a instauração duradoura da Verdadeira Magia, que é miseravelmente deformada por ela.

    NOTA: O estudioso da verdadeira Sabedoria escolhe, cita e chama verdadeiramente o Espírito de assistência e familiar; mas quem e qual é ele?

    Realmente não é outro senão Hochmahel, quer dizer o da Sabedoria de Deus, de Iahweh ele próprio, versículo 223.

    Tu, meu filho, faz do mesmo modo e serás sábio, ver os versículos 28 e 106.
  • E disse-lhe do mais fundo do meu coração - Não superficialmente, não ligeiramente ou negligentemente (de boca apenas, enquanto que o coração está bem afastado, como tem o costume de dizer a torto e a direito o mundo imundo), mas verdadeiramente em Espírito e Verdade (reformado todo inteiro, quer dizer de Corpo, de Espírito e de Alma, a exemplo do Protótipo, e representando-o pela palavra e pelos atos da vida) com todo o coração, pela alma elevada e sublimada em Deus, que não pensa em nada a não ser em Deus e na sua Sabedoria.

    Observa, em Orando Teosoficamente este modo e este rito usado pelo nosso Sábio e pelos seus semelhantes (como se poderia provar pelas Santas Escrituras) nas grandes e difíceis circunstâncias, e pelo qual a devota antiguidade, em Jesus Cristo que devia ser crucificado e não crucificado em vão, se aproximava de Iahweh para conversar com ele; ele far-se-á conhecer a ti se considerares atentamente os desenhos e as inscrições das figuras primeira, segunda e quarta deste Anfiteatro.

    Será necessária aqui a Chave secretíssima.

    Eu aconselhar-te-ia portanto a contemplar pelo Espírito Teosoficamente purgado aquilo que é dito nos capítulos 19 e 20, liv. 3 do de Verbo Mirifico do doutíssimo Capnion (Johann Reuchlin); tu não te arrependerás nada.

    O ser humano devoto e douto não quis (devido às leviandades dos irrisórios e dos loucos) semear ao vento os arcanos velados e os símbolos secretíssimos, mas antes sussurá-los ao ouvido, aos filhos da Doutrina.

    Existem certamente imagens, sinais, notas e símbolos esboçados das coisas superiores pelos quais nós somos levados a conhecer as substâncias, as virtudes e as operações do alto, Celestes e Espirituais por certo caminho de abstração ou via de assimilação, ou por qualquer outra razão ou modos possíveis para nós, revestidos de carne.

    Que estas palavras sejam suficientes para o Sábio.

[ Anterior ] [ Índice ] [ Seguinte ]


Início » Textos » Anfiteatro » Quinto grau » 8 de Setembro

Anfiteatro da Sabedoria Eterna - 7 de Setembro


Versão antiga ou Vulgata Passagens citadas da Sacro Santa Escritura Nova tradução dos Provérbios a partir do hebreu, e da Sabedoria a partir do grego
250. E como eu me tornava melhor, → eu vim para um corpo não sujo. Sb 8, 20. 250. Porque verdadeiramente eu me tornava bom, eu entrava num corpo impoluto.


  • Eu vim para um corpo não sujo - Eu apliquei-me à pureza do Corpo, do Espírito e da Alma que nos torna muito familiares com os Anjos e capazes de receber o Espírito Santo.

    Porque não há vício ao qual seja tão diretamente oposto este Espírito Hochmael, amador de pureza, que a impudência; ele nunca se repousa e nunca se deleita tanto quanto nas almas virginais purificadas pela loção Teo-Sófica.

    Porque é o mesmíssimo Espírito da Sabedoria; incontaminado, versículo 134. Ver os versículos 158 e 218.

    Vestidos desde a manhã nós lavamos a nossa face afim de que nada de sórdido aí permaneça, quanto maior deve ser o cuidado de lavar a nossa alma afim de que nós a ofereçamos amável e bela ao Senhor.

[ Anterior ] [ Índice ] [ Seguinte ]


Início » Textos » Anfiteatro » Quinto grau » 7 de Setembro

Anfiteatro da Sabedoria Eterna - 6 de Setembro


Versão antiga ou Vulgata Passagens citadas da Sacro Santa Escritura Nova tradução dos Provérbios a partir do hebreu, e da Sabedoria a partir do grego
249. Eu era uma criança → engenhosa, e eu tinha recebido da sorte uma boa alma. Sb 8, 19. 249. Eu era uma criança dotada de um natural excelente, tendo recebido da sorte uma boa alma.


  • Engenhosa - Nascido com um bom natural ou não dotado de uma natureza má, e chamado pela vocação interna da Sabedoria; euphuia (que nós lemos aqui) significa a natural bondade do génio e da alma, aquilo a que os Latinos têm costume de chamar: indoles.

    Porque Mercúrio não se confecciona de uma madeira qualquer, quer dizer o saber não se adquire por todos indiferentemente, mas por aquele que nasceu para isso apto e idóneo.

    Que aquele que é assim Divinamente chamado, siga obedientissimamente, eu aconselho-o, àquilo a que a Providência o leva, com receio de que ao repugnar a ordenação Divina, ele excite contra si a fúria do Senhor, ver os versículos 96 e 170.

[ Anterior ] [ Índice ] [ Seguinte ]


Início » Textos » Anfiteatro » Quinto grau » 6 de Setembro

Anfiteatro da Sabedoria Eterna - 5 de Setembro


Versão antiga ou Vulgata Passagens citadas da Sacro Santa Escritura Nova tradução dos Provérbios a partir do hebreu, e da Sabedoria a partir do grego
248. → Aquele (portanto) que segue a Justiça e a Misericórdia, encontrará vida, justiça e glória. Pr 21, 21. 248. Aquele que procura a justiça e a misericórdia, encontra vida, justiça e glória.


  • Aquele que segue a Justiça, etc. - Quem semeia a justiça recolherá os frutos da justiça que são: a glória, a honra, a felicidade, a alegria da boa consciência e a vida; mas da injustiça e da impiedade nada mais pode nascer que a ignominia, a infelicidade, a aflição da Consciência e a fétida morte.

    É também o que escreveu o Cómico Pagão neste fragmento: A Virtude é a mais bela das riquezas; a Virtude ultrapassa todas as coisas; a Virtude contem realmente todos os bens nela.

[ Anterior ] [ Índice ] [ Seguinte ]


Início » Textos » Anfiteatro » Quinto grau » 5 de Setembro

Anfiteatro da Sabedoria Eterna - 4 de Setembro


Versão antiga ou Vulgata Passagens citadas da Sacro Santa Escritura Nova tradução dos Provérbios a partir do hebreu, e da Sabedoria a partir do grego
247. Esses erram (portanto) → que realizam o mal; mas a Misericórdia e a Verdade preparam os bens. Pr 14, 22. 247. Não erram, aqueles que pensam o mal? Mas a misericórdia e a verdade àqueles que pensam o bem.


  • Que realizam o mal - O fruto não pode ser mais excelente que a sua semente; tudo o que o ser humano semear, colhê-lo-á de igual modo.

    Arquelau, Rei de Macedónia, porque tinha morto três herdeiros legítimos e invadido o reino, foi por fim morto por um adolescente que lhe furou o fígado com a sua espada; foi por isso que se fez este verso sobre ele: «Golpeando os outros, ele atingiu-se a ele próprio no fígado».

    A misericórdia e a verdade são dois pedicelos e companheiras fiéis para todos aqueles que honram a piedade e o Temor de Deus.

[ Anterior ] [ Índice ] [ Seguinte ]


Início » Textos » Anfiteatro » Quinto grau » 4 de Setembro

Anfiteatro da Sabedoria Eterna - 3 de Setembro


Versão antiga ou Vulgata Passagens citadas da Sacro Santa Escritura Nova tradução dos Provérbios a partir do hebreu, e da Sabedoria a partir do grego
246. → Pela misericórdia e a verdade, é resgatada a iniquidade; e no Temor do Senhor nos afastamos do mal. Pr 12, 6. 246. Pela misericórdia e a verdade, é resgatada a iniquidade, e no temor de Iahweh nos afastamos do mal.


  • Pela misericórdia e a verdade - A misericórdia significa tanto a misericórdia de Deus para conosco, como a nossa Caridade para com o próximo.

    E está aqui esse espírito de verdade, tendo retamente o sentimento de Deus, atribuindo a ele apenas o louvor da verdade, que segundo as promessas que ele nos fez, perdoa, se apresenta, traz socorros e comunica os segredos àqueles que o invocam, em espírito e verdade, revela os mistérios, cumula de Bens e de Dons inúmeros e infinitos.

    Salomão ensina a declinar do mal, àqueles que temem Deus (com um temor filial que é o mesmíssimo amor, versículo 210), que o crêem e crêem nele, que amam o próximo com todo o coração.

    Sê portanto misericordioso e sincero para com o próximo, afim de que tu sejas cumulado por Deus, com a Misericórdia e a Verdade Divina.

[ Anterior ] [ Índice ] [ Seguinte ]


Início » Textos » Anfiteatro » Quinto grau » 3 de Setembro

Anfiteatro da Sabedoria Eterna - 2 de Setembro


Versão antiga ou Vulgata Passagens citadas da Sacro Santa Escritura Nova tradução dos Provérbios a partir do hebreu, e da Sabedoria a partir do grego
245. Aquele que esconde as suas malvadezes não triunfará; mas aquele que as tiver confessado → e se retire delas, obterá Misericórdia. Pr 29, 13. 245. Aquele que cobre as suas iniquidades nunca será feliz; mas aquele que as confessa e as abandona obterá Misericórdia.


  • E se retire delas - É inteiramente necessário, na conversão e na investigação da verdadeira Sabedoria, de se libertar das faltas contra a consciência, de purificar o coração, a alma, o espírito, o corpo, e que ele se torne assim o vaso da Misericórdia e da Graça de Deus, o habitáculo do Espírito Santo, o Órgão salutar de Deus.

    Lavem-se, sejam puros; que todos os profanos se afastem daqui, que nada do que está poluído entre; que nada de contaminado se aproxime da montanha de Deus; santifiquem-se; amanhã vocês verão a glória do Senhor.

    Assim Isaías começa, não sem razão, a sua profecia (Is 1, 16), por estas palavras: « Lavai-vos, purificai-vos. Tirai as vossas más ações de diante de meus olhos. Cessai de fazer o mal, aprendei a fazer o bem»; então por fim, venham a mim; quando os vossos pecados que eram como escarlate, tiverem ficado brancos como a neve e a lã.

    «Que todo o nosso ser (to oloklêron umôn)» diz o Apóstolo, «o vosso corpo (soma), a vossa alma (psukê) e o vosso espírito (pneuma) sejam santos» (1Ts 5, 23).

    E de novo (Rm 12, 1): «Eu vos exorto, pelas misericórdias de Deus, a oferecerdes os vossos corpos em sacrifício vivo, santo, agradável a Deus», etc.

[ Anterior ] [ Índice ] [ Seguinte ]


Início » Textos » Anfiteatro » Quinto grau » 2 de Setembro

Anfiteatro da Sabedoria Eterna - 1 de Setembro


Versão antiga ou Vulgata Passagens citadas da Sacro Santa Escritura Nova tradução dos Provérbios a partir do hebreu, e da Sabedoria a partir do grego
244. → Quem declina os seus ouvidos para não escutar a Lei, → a sua Oração será execrável. Pr 29, 9. 244. Quem afasta o seu ouvido afim de não escutar a lei, a sua própria oração será a Sua abominação.


  • Quem declina os seus ouvidos - Que aquele que tem ouvidos para entender, entenda o que o Espírito da Verdade diz aos filhos dos seres humanos; que ele decline do mal e faça o bem; que ele tema Deus e realize a justiça; e que ele obedeça voluntariamente àquele que o repreende; de outra forma não obterá nem realizará nada de bom, quer no Oratório, quer no Laboratório.

    Porque, aquele que tiver declinado os seus ouvidos com medo de ouvir a Sabedoria, falando, ensinando e admoestando na Sacro Santa Escritura, no Livro da Natureza e em Si Próprio:
  • A sua Oração será execrável - A Oração que é aceite por Deus deve ser um sacrifício projetado do coração penitente, contrito e humilde; de outra forma ela é abominável a Deus.

    Porque, se a árvore desagrada como é que o fruto poderá agradar?

    E para além disso, a vida imaculada é toda uma oração junto de Deus, um sacrifício agradável, um culto muito agradável a Deus.

    É pela obra, não com as palavras, que tu deves falar diante de Deus; se for de outra forma, a nossa oração estará no pecado (Sl 109, 7).

[ Anterior ] [ Índice ] [ Seguinte ]


Início » Textos » Anfiteatro » Quinto grau » 1 de Setembro