Anfiteatro da Sabedoria Eterna - 31 de Janeiro



Versão antiga ou Vulgata Passagens citadas da Sacro Santa Escritura Nova tradução dos Provérbios a partir do hebreu, e da Sabedoria a partir do grego
31. → Agora portanto, ó meu filho, escuta-me, e não te afastes das palavras da minha boca, e não gemas por fim dizendo: (Ah!) Porque é que eu detestei a Disciplina e porque é que o meu coração não aquiesceu às admoestações, Pr 5, 7 e 11 e 12. 31. Agora então, meus filhos obedeçam-me, e não se afastem dos discursos da minha boca; e que tu não rujas, por fim dizendo: (Ah!) Como eu odiei a Erudição e como o meu coração odiou a admoestação,


  • Agora - Tantas vezes avisado, convidado pelas recompensas, quase tentado por lisonjas.

    Da mesma forma que a aquisição da Sabedoria é Glória, Vida e Alegria, da mesma forma o desprezo da Sabedoria é ignominia, morte, luto e suspiro perpétuo.

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Anfiteatro da Sabedoria Eterna - 30 de Janeiro



Versão antiga ou Vulgata Passagens citadas da Sacro Santa Escritura Nova tradução dos Provérbios a partir do hebreu, e da Sabedoria a partir do grego
30. Adquirir a Sabedoria é muito mais excelente do que adquirir o ouro precioso, e adquirir a inteligência é muito mais excelente do que adquirir a prata rara. Pr 16, 16. 30. → Possui a Sabedoria porque ela é melhor do que o ouro, e adquire a Prudência por ela é mais preciosa do que a prata.


  • Possui a Sabedoria - Este velho dístico refere-se a isto perfeitamente:

    O que é melhor do que o ouro? o jaspe. E do que o jaspe? a virtude.
    E do que a virtude? Deus. E do que a Divindade? Nada.

    Deus, a virtude, a Pedra dos Filósofos (designada filosoficamente por excelentes razões e não sem mistério sob o nome de Jaspe devido à sua cor verde ou sanguínea), o ouro, Todas as Coisas, a Sabedoria de Deus as dá, no Oratório e no Laboratório. Ver versículo 45.

    Com ela me virão Todos os Bens. Ver versículo 291.

    Devo por conseguinte procurar a Sabedoria e a Prudência com tanto mais ardor porque uma é melhor que o ouro e a outra mais preciosa que a prata. As riquezas pecuniárias (que são sombra e coisas caducas semelhantes ao fumo) e os tesouros de iniquidade não servirão de nada ao ímpio no dia da vingança.

    A Sabedoria é a árvore da vida, e a Justiça (que a Sabedoria Eterna incarnada, cujo tesouro é infinito e por isso inesgotável, nos dá em puro dom) é a única a livrar-nos da morte. (Pr 10, 2; 11,4. Ps 49. Ecl 5, 10. Sf 1,13. Zc 9.)

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Aurora Nascente - 6. Primeira parábola: Da terra negra, na qual sete planetas criaram raízes


  1. Observando de longe, vi uma grande nuvem enegrecendo a terra inteira; ela cobriu e esgotou a minha alma, pois as águas atingiram-na e por isso apodreceram e corromperam-se à face dos abismos inferiores e da sombra da morte, e a tempestade submergiu-me 1.
  2. Então os etíopes prosternar-se-ão diante de mim, e os meus inimigos lamberão a minha terra 2.
  3. Por isso não há nada de sadio no meu corpo e à vista da minha iniquidade os meus ossos estremeceram 3.
  4. Eis por que me cansei de gritar tanto ao longo das noites, a minha garganta enrouqueceu: Quem é o homem vivo que sabe e compreende, e que livrará a minha alma da mão do inferno? 4
  5. Quem me esclarecer terá a vida (eterna) 5 e eu o farei comer da árvore da vida, que está no paraíso e dar-lhe-ei um lugar junto de mim no trono do meu Reino 6.
  6. Aquele que me extrair como se eu fosse uma moeda de prata e me adquirir como a um tesouro 7 e não turvar as lágrimas dos meus olhos e não zombar 8 das minhas roupas e não envenenar a minha comida e bebida, e não conspurcar o meu leito de repouso, nem violar o meu corpo tão delicado, e mais ainda, a minha alma (ou pomba) que é sem fel, inteiramente bela (e) formosa, sem mancha alguma 9, aquele que não estragar os meus lugares de descanso e tronos - ele, cujo amor me faz enlanguescer, ardor que me dissolve, aroma que me dá vida, sabor que me restaura as forças, leite que me nutre, amplexo que me rejuvenesce, beijo que me dá o alento de vida -, ele, por quem o meu corpo desfalece ao dormirmos lado a lado, para ele serei pai e ele será meu filho 10; sábio, aquele que alegra o seu pai 11; a ele darei o primeiro lugar acima dos reis da terra, e a minha aliança (com ele) será preservada pela eternidade 12.
  7. Mas se ele abandonar a minha lei 13, se se afastar dos meus caminhos, se não seguir as minhas ordens e não preservar nos meus mandamentos estabelecidos, o inimigo o subjugará e o filho da iniquidade poderá prejudicá-lo 14.
  8. Se, pelo contrário, ele seguir as minhas vias, não temerá o frio da neve, pois os da sua casa terão roupas de linho e de púrpura 15.
  9. E nesses dias ele rirá, e eu estarei saciada, a minha glória aparecerá à luz do dia, porque ele foi atento aos meus caminhos e não comeu o pão da ociosidade 16.
  10. Por isso os céus se abriram sobre ele e uma voz ressoou como o trovão 17: a voz daquele que tem sete estrelas na mão, que são os sete espíritos 18, que foram enviados a toda a terra, a fim de pregar e dar testemunho.
  11. Quem tiver acreditado e tiver sido corretamente batizado, será salvo; mas quem não tiver acreditado, sofrerá a condenação.
  12. Os sinais que distinguem os que acreditaram e foram bem batizados são estes 19 (quando o rei celeste os governar): ficarão brancos como a neve sobre o Salmon e as plumas da pomba brilharão prateadas e a parte posterior do dorso terá o brilho radioso do ouro amarelo 20.
  13. Assim será o meu filho dileto 21, olhai como é bela a sua forma entre os filhos dos homens 22, ele, cuja beleza deslumbra o sol e a lua.
  14. Ele é o privilégio do amor e o herdeiro em quem os homens confiam 23 e sem o qual nada podem fazer.
  15. Quem tiver ouvidos para ouvir, que ouça o que o espírito da doutrina diz aos filhos da ciência 24 a respeito das sete estrelas, através das quais se realiza a obra divina.
  16. Senior menciona-as no seu livro, no capítulo do sol e da lua: Depois que estabeleceres esses sete (metais), que dividiste por meio das sete estrelas, que os tiveres agregado às sete estrelas e os purificado nove vezes até que se assemelhem a pérolas - isto é a dealbatio (brancura) 25.

Notas
  1. Sl 69, 2-4. [ ]
  2. Sl 72, 9. [ ]
  3. Sl 38, 4-6 e Sl 6, 3-4. [ ]
  4. Sl 89, 49. [ ]
  5. Eclo 24, 22. Missal, p. 727. [ ]
  6. Ap 2, 7 e Ap 3, 21. [ ]
  7. Pr 2, 4-5. [ ]
  8. Cf. Turba Philosophorum, ed. J. Ruska, Berlim 1931, p. 207. [ ]
  9. Ct 4, 17. Missal, p. 540. [ ]
  10. Hb 1, 5 e 1Cr 17, 18. Cf. Missal, p. 83. Cf. adiante, Ap 21,7. Cf. Alphidius, in Petrus Bonus: Pretiosa Margarita novella..., ibid., p. 40. Cf. também Turba Philosophorum, ed. J. Ruska, Berlim 1931, p. 246. [ ]
  11. Pr 29, 3. [ ]
  12. Sl 89, 28-29. [ ]
  13. Sl 89, 31-33. [ ]
  14. Sl 89, 22-23. Missal. p. [4]. [ ]
  15. Pr 31, 21-22. Missal. p. [66]. [ ]
  16. Pr 31, 25-27. Missal. p. [67]. [ ]
  17. Ap 4, 1. Cf. Sl 18, 14. Missal, p. 376. [ ]
  18. Ap 1, 4; Ap 1,16; Ap 2,1; Ap 3,1. [ ]
  19. Mc 16, 16-17. Missal, p. 693. [ ]
  20. Sl 68, 14-15. Cf. Ap 7, 14. [ ]
  21. Ct 15, 16. [ ]
  22. Sl 45, 3. Missal, p. 101. [ ]
  23. Br 3, 17. [ ]
  24. Ap 2, 7. Cf. Mt 11, 15, etc. [ ]
  25. Cf. Senior: De Chemia, ibid., p. 10/11; e Memoirs of the Asiatic Soc. of Bengal, vol. XII, p. 149-150. [ ]

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Anfiteatro da Sabedoria Eterna - 29 de Janeiro



Versão antiga ou Vulgata Passagens citadas da Sacro Santa Escritura Nova tradução dos Provérbios a partir do hebreu, e da Sabedoria a partir do grego
29. → Porque o Mandamento é uma lâmpada e a Lei uma luz, e a repreensão da Disciplina, a via da vida. Pr 6, 23. 29. Porque o Mandamento é como uma lâmpada e a Lei como uma luz: e que as repreensões da erudição são a via da vida.


  • Porque o Mandamento é uma lâmpada - Eu suplico-te, ó Iahweh, que o teu Verbo, Biblicamente, Macro e Micro-Cosmicamente escrito seja para mim uma lâmpada não apenas para iluminar os meus passos, mas para iluminar a minha Alma, o meu Entendimento, a minha razão e os meus sentidos em todas as minhas ações; e dado que só d'Ele, tri-um, virá a verdade de todas as coisas, concede-o a mim benignamente, ó Hhochmah el ! Que é a Via, a Verdade e a Vida. Amém.

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Anfiteatro da Sabedoria Eterna - 28 de Janeiro



Versão antiga ou Vulgata Passagens citadas da Sacro Santa Escritura Nova tradução dos Provérbios a partir do hebreu, e da Sabedoria a partir do grego
28. → Quando tu caminhares, que elas caminhem contigo; quando tu dormires, que elas te guardem, e → ao acordares, fala com elas. Pr 6, 22. 28. Quando passeares, que ela te conduza (esta Doutrina da Lei ou dos Preceitos) quando dormires, que ela te guarde; e quando estiveres acordado, que ela converse contigo.


  • Quando tu caminhares - Em toda a parte, em todos os lugares, em todos os tempos; o dia tem a Luz do Sol; a noite tem a da Lua, ou tem a Luz artificial, medita na Lei e no Verbo do Senhor, Biblicamente Macro e Micro-Cosmicamente escritos ou transmitidos pela tradição; conversa com a Sabedoria do único Sábio; mantém Teosoficamente de boca e de coração um colóquio com Iahweh; convida, por votos fiéis e orações piedosas, Ruach Hhochmah-El, quer dizer o Espírito da Sabedoria de Deus, a se tornar familiar contigo, e a constituir-se autor e preceptor de todos os conselhos e trabalhos de toda a tua vida; interroga no Oratório a Sabedoria de Deus, afim que ela queira ser para ti o melhor dos conselhos; e segue sabiamente os seus conselhos no Laboratório, quer em público quer em segredo; tu não te arrependerás.

    Tu sentirás, pela unção do Espírito-Santo, a inspiração vinda do alto, a emoção divina, o êxtase, a transfiguração, o ensino; se primeiro e antes de todas as coisas (como dissemos) religiosamente e com a veneração devida, tu te dirigires Teosoficamente a Iahweh por meditações e solilóquios.

    Os selos serão quebrados; o Livro da Sacro-Santa Escritura, da Natureza e de Ti próprio, ter-tri-um, católico, selado (para todos os outros) com sete selos, te será aberto; tu verás com os olhos do Espírito e do Corpo as delícias da esposa feliz; tu terás pelos Trabalhos Cristiano-Cabalísticos, Físico-Mágicos e Físico-Químicos da Sabedoria, as grandes riquezas do riquíssimo Salomão; tu possuirás Fisicamente, Físico-Medicamente, Físico-Quimicamente, etc., como nas figuras segunda, terceira e quarta deste Anfiteatro, os Tesouros infinitos da Sabedoria verdadeira.

    A vida proferirá o verbo de vida; o Livro abrirá o livro enquanto que a morte só ensinará a ciência da morte.

    Isto é verdadeiramente o modo de filosofar dos Sábios.

    Por este método sábio no Livro Católico, Ter-tri-um de Deus, a Omnipotência, a Misericórdia infinita e a Bondade do Altíssimo mostrar-se-ão à tua contemplação, cujo nome é Iahweh, cuja glória e majestade enchem os Céus, enchem a Terra, enchem o Mar, enchem Todas as Coisas.

    Aleluia; Aleluia; Aleluia. Ó beata visão, pela qual Todas as Coisas são vistas!
  • Ao acordares - Primeiramente do sono sensível, de manhã cedo, enquanto ainda estás deitado, e depois do sono do pecado, da noite das trevas do espírito penitencialmente afastado, afim que se levante em ti o Sol de Toda a Verdade (Ver o versículo 160).

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Anfiteatro da Sabedoria Eterna - 27 de Janeiro



Versão antiga ou Vulgata Passagens citadas da Sacro Santa Escritura Nova tradução dos Provérbios a partir do hebreu, e da Sabedoria a partir do grego
27. → Eles são a vida daqueles que os encontram e → a saúde de toda a carne. Pr 4, 22. 27. Eles são a vida daqueles que os encontram e a saúde de toda a sua carne.


  • Eles são a vida - As palavras de vida, saindo da própria fonte da vida, são as doadoras da vida. Só os peritos o sabem. A Multidão dos Levitas não provou a doçura da vida e não a provará nunca.

    Que todo o ser humano peça a Deus que ele lhe faça misericórdia e que o receba no número dos filhos da Sabedoria; afim que desfrute da vida, em Deus.
  • A saúde de toda a carne - A nossa carne mortalmente ferida pelas afeições, os desejos, as concupiscências carnais, que são (ó dor) outras tantas feridas pútridas e purulentas, só pode ser curada pelo verbo vivo de Deus que vivifica todas as coisas.

    Que isto se opere portanto pela rejeição do Binário, como ensina a segunda figura deste Anfiteatro.

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Anfiteatro da Sabedoria Eterna - 26 de Janeiro



Versão antiga ou Vulgata Passagens citadas da Sacro Santa Escritura Nova tradução dos Provérbios a partir do hebreu, e da Sabedoria a partir do grego
26. Que eles não se afastem de diante dos teus olhos; guarda-os (os meus discursos) → no meio do teu coração. Pr 4, 21. 26. Que eles não se afastem de diante dos teus olhos; mas guarda-os (os meus discursos) no meio do teu coração.


  • No meio do teu coração - Na extremidade e na solidão do Espírito, separados das coisas sensíveis pela retração em Deus, e no mais profundo retiro da sua sublimação e da sua exaltação, que estes discursos estejam sempre diante dos teus olhos.

    Se tu não os guardas no fundo do teu coração, para a memória e reverência de Deus, sucederão os fantasmas diabólicos carnais e mundanos.

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Aurora Nascente - 5. Da estimulação dos insensatos


  1. A sabedoria porventura não clama abertamente pelos caminhos e a prudência não se faz ouvir nos livros dos sábios, dizendo: Homens, eu grito para que possais ouvir, e a minha voz dirige-se aos filhos da inteligência 1: Compreendei, insensatos, e guardai no vosso coração a parábola e a sua interpretação, as palavras dos sábios e os seus enigmas? 2
  2. Os sábios usaram diversas expressões e fizeram comparações, recorrendo a todas as coisas da terra 3 e multiplicaram sob o círculo da lua as parábolas referentes a esta ciência.
  3. Se um sábio ouve outro sábio torna-se ainda mais sábio e compreenderá; compreendendo esta ciência, ele a possuirá.
  4. Trata-se da sabedoria, isto é, da Rainha do vento sul que, segundo dizem, veio do Oriente, como o "surgir da aurora" 4 (aurora consurgens), para ouvir, compreender e também ver 5 a sabedoria de Salomão, e na sua mão permaneciam poder, honra, força e domínio 6.
  5. E ela trazia na cabeça 7 uma coroa real, cintilante por causa dos raios das suas doze estrelas, ao modo de uma noiva adornada para o seu noivo 8.
  6. E sobre as suas vestes há uma inscrição dourada, em grego, em língua bárbara e em latim: Dominarei como rainha e o meu reino não terá fim 9 para todos os que me encontram e perscrutam com subtileza, inventividade e persistência 10.

Notas
  1. Pr 8, 1-6. [ ]
  2. Pr 1, 5-6. [ ]
  3. Cf. Petrus Bonus: Pretiosa Margarita novella..., ibid., p. 54. [ ]
  4. Ct 6, 9: (Missal). Missal, p. 720, 751, 789. Jó 3, 9. Cf. também o Missal, p. 720. [ ]
  5. Mt 12, 42. Cf. Lc 11, 31. Missal, p. 165. [ ]
  6. Missal, p. 108. Cf. M1 3. [ ]
  7. Ap 12, 1. [ ]
  8. Ibid., 21, 2. Missal, p. 72. [ ]
  9. Lc 1, 33. Missal, p. 48. [ ]

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Aurora Nascente - 4. Do nome e do título deste livro


  1. Este volume foi batizado com o nome de Aurora consurgens (o surgir da aurora) e isto por quatro motivos:
  2. Primeiro, aurora é quase o mesmo que "hora de ouro" (áurea hora); e assim esta ciência tem uma hora (propícia) que leva a um fim ou meta de ouro a todos aqueles que trabalham corretamente no opus (obra).
  3. O segundo motivo é ser a aurora o meio entre a noite e o dia, brilhando com duas cores: o amarelo e o vermelho: esta ciência produz portanto as cores amarela e vermelha, intermediárias entre o preto e o branco.
  4. O terceiro motivo (do nome deste livro) é que com a aurora os doentes sentem-se aliviados das dores noturnas e adormecem, assim também na aurora desta ciência desaparecem e se evolam todos os maus odores e vapores que infectam o espírito do operador, tal como diz o salmo: O pranto permanece durante a noite, mas de manhã, a alegria 1.
  5. Em quarto e último lugar, a aurora significa o fim da noite e o princípio do dia, ou a mãe do sol, e assim a nossa aurora, no auge do rubor, é o fim de toda a treva e a expulsão da noite, dessa duração invernal durante a qual aquele que caminha poderá tropeçar se não estiver atento 2.
  6. Sobre ela está escrito: E uma noite anuncia a ciência à outra e um dia diz a palavra ao outro dia 3, e a noite se tornará clara como o dia nas suas delícias 4.

Notas
  1. Sl 30, 6. [ ]
  2. Jo 11, 9-10. [ ]
  3. Sl 19, 3. [ ]
  4. Sl 139, 12. [ ]

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Anfiteatro da Sabedoria Eterna - 25 de Janeiro



Versão antiga ou Vulgata Passagens citadas da Sacro Santa Escritura Nova tradução dos Provérbios a partir do hebreu, e da Sabedoria a partir do grego
25. E → tu encontrarás graça e boa Disciplina diante de Deus e diante dos homens. Pr 3, 4. 25. E tu encontrarás graça e intelecto perfeito aos olhos de Deus e dos homens.


  • Tu encontrarás graça - Da mesma forma que a grande virtude agrada aos grandes, quer dizer aos bons, porque só é verdadeiramente grande quem é bom, do mesmo modo a virtude máxima agrada ao melhor de todos os seres.

    Ouviu-se uma voz no céu: Este é o meu filho bem amado, no qual me agradei completamente. Escutem-no. (Mt 3, 17).

    Porque se tu o escutares Cristãmente (como um Arquétipo) e se tu o imitares, então tu serás verdadeiramente um filho adotivo de Deus, em consideração do seu verdadeiro filho; amado pelo amado, sábio pela Sabedoria, tu agradarás a Deus, porque ele habita com a Sabedoria (versículo 300); e tu serás amigo de Deus, (versículos 293 e 299); e tu encontrarás a graça, etc., como está dito no texto. Ver versículos 21 e 308, com alguns dos seguinte.

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Anfiteatro da Sabedoria Eterna - 24 de Janeiro



Versão antiga ou Vulgata Passagens citadas da Sacro Santa Escritura Nova tradução dos Provérbios a partir do hebreu, e da Sabedoria a partir do grego
24. → A Misericórdia e a Verdade não te abandonarão; → amarra-as ao redor do teu pescoço, e escreve-as → nas tábuas do teu coração. Pr 3, 3. 24. Que a misericórdia e a verdade não te abandonem; amarra-as ao teu pescoço, e escreve-as na tábua do teu coração.


  • A Misericórdia - Ó homem feliz, tu que estás circonfuso pela Misericórdia e Verdade Divina, em todas as tuas ações e os teus trabalhos! Tudo aquilo que tu querer, tu o obterás facilmente (Orando e laborando) de Iahweh.

    Eu vos aviso, a vocês todos que procuram o Soberano Bem, afim que vocês estejam todos nelas.
  • Amarra-as - Que as minhas Leis estejam sempre na tua boca, no teu coração, na tua garganta e sobre a tua língua; coloca-as na frente dos teus olhos, tanto da alma como do corpo, ordena-lhes que as meditem, que as leiam, que as estudem, de noite e de dia, toda a tua vida.

    Que o teu coração exale o verbo do Senhor e não do diabo.
  • Nas tábuas do teu coração - Para as quais a Lei está divinamente inscrita para nós.

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Anfiteatro da Sabedoria Eterna - 23 de Janeiro



Versão antiga ou Vulgata Passagens citadas da Sacro Santa Escritura Nova tradução dos Provérbios a partir do hebreu, e da Sabedoria a partir do grego
23. Visto que eles te trarão longos dias e anos de vida, e → a paz. Pr 3, 2. 23. Porque eles te trarão longos dias e anos de vida, e a paz.


  • A paz - De duas espécies: 1) a externa, temporal e mundana; é por isso, diz o Sábio (Pr 16, 7) que quando as vias do homem agradam ao Senhor, ele converte também os seus inimigos à paz; E 2) a interna, ou da alma, eterna e superceleste, que, sozinha e única, a Sabedoria incarnada dá em puro dom, e que o mundo imundo não pode dar.

    O meio verdadeiro para chegar a esta paz, é fazer guerra a nós próprios, tanto corporal quanto espiritual, externa e interna, e de repelir cristãmente o Binário (como o mostra a segunda figura deste Anfiteatro), quer dizer, de combater obstinadamente contra os nossos vícios; e então nós venceremos pela Sabedoria.

    Que a nossa vida seja portanto sempre um combate sobre a terra, (Jó 7, 1). Serve na boa milícia, tendo a fé e a boa consciência. (1Tm 1, 18 e 19). S. Paulo descreve as armas deste combate espiritual (Ef 6, 13 e seguintes).

    Vencerá realmente aquele que se tiver vencido primeiro a si próprio; e ninguém vencerá exceto aquele que é Israelita, (ver versículo 320).

    Invoquemos com David, (Sl 144, 1; vulgata 143) Iahweh, afim que ele ensine às nossas mãos o combate e faça aprender aos nossos dedos a fazer a guerra, e que ele nos dê as forças necessárias para vencer a besta prejudicial da Dualidade.

    A verdadeira paz da alma está apenas no único Jesus Cristo, e nesta verdadeira fé que se apoia sobre o mérito de Cristo, pela qual se sustenta a nossa paz (S. Paulo, Rm 5, 1).

    Que a paz de Deus, que se eleva acima de todo o sentido, guarde os nossos corações e as nossas inteligências em Jesus Cristo.

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Anfiteatro da Sabedoria Eterna - 22 de Janeiro



Versão antiga ou Vulgata Passagens citadas da Sacro Santa Escritura Nova tradução dos Provérbios a partir do hebreu, e da Sabedoria a partir do grego
22. Ó → meu filho, não esqueças a minha Lei, e que o teu coração → guarde os meus Preceitos. Pr 3, 1. 22. Ó meu filho, não esqueças a minha Lei, e que o teu coração guarde os meus Preceitos.


  • Meu Filho - O muito suave nome de Filho indica o afeto paterno daquele que instrui fielmente.
  • Guarda - Que o impostor falacioso, o espírito maligno, em vez da minha Lei não ocupe o teu coração e não eleja aí domicílio.

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Anfiteatro da Sabedoria Eterna - 21 de Janeiro



Versão antiga ou Vulgata Passagens citadas da Sacro Santa Escritura Nova tradução dos Provérbios a partir do hebreu, e da Sabedoria a partir do grego
21. Ela dará à tua cabeça → um aumento de graças e ela proteger-te-á com → uma coroa brilhante. Pr 4, 9. 21. Ela dará à tua cabeça um aumento de graças e recolocará uma coroa de beleza.


  • Um aumento de graças - Coroa elegante de graças. Tu serás coroado com o Louro da graça divina, não apenas diante do povo mas diante de toda a universalidade das criaturas; tu saberás muitas coisas em comparação com os outros homens. Ver os versículos 25 e 308 com os que se seguem.

    Não só a Sabedoria promete santamente neste Prólogo um ornamento de graça aos filhos da Disciplina e da Doutrina, seus fiéis herdeiros bem amados, mas ela o dá realmente a eles, nesta vida e na outra.
  • Uma coroa brilhante - Tu serás honrado devido ao temor de Deus que é a fonte de todas as virtudes. Séneca diz: Nunca a gloriosa virtude se afoga nas águas do Estige.

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Anfiteatro da Sabedoria Eterna - 20 de Janeiro



Versão antiga ou Vulgata Passagens citadas da Sacro Santa Escritura Nova tradução dos Provérbios a partir do hebreu, e da Sabedoria a partir do grego
20. Adquire-a com esforço, e → ela te exaltará; tu será glorificado por ela, quando a tiveres abraçado. Pr 4, 8. 20. Ela dará à tua cabeça um aumento de graças e colocará uma coroa de beleza.


  • Ela te exaltará - afim que tu administres as suas riquezas, porque tu próprio serás constituído herdeiro dos seus tesouros inesgotáveis (que são aqueles que se verão expostos a seguir) nesta vida, e possuirás o Reino perpétuo, o Sabat dos Sabats, na última Jubilação.

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Anfiteatro da Sabedoria Eterna - 19 de Janeiro



Versão antiga ou Vulgata Passagens citadas da Sacro Santa Escritura Nova tradução dos Provérbios a partir do hebreu, e da Sabedoria a partir do grego
19. → Como princípio da Sabedoria, possui a Sabedoria; e com tudo aquilo que possuis, adquire a Prudência. Pr 4, 7. 19. O princípio da Sabedoria é portanto adquirir a Sabedoria, e → com todas as tuas riquezas adquire a Inteligência.


  • Como princípio da Sabedoria - Importa que o teu conselho, em todas as teus ações, teóricas ou práticas, seja o Espírito da Sabedoria de Deus, Ruach Hhochmah El, o Anjo do grande conselho. Em Júpiter (Jove), quer dizer Iahweh, está a Sabedoria Ipsíssima, a Musa das Musas, a Origem da Poesia, dizia muito sabiamente a antiguidade pagã.
  • Com todas as tuas riquezas - Pelos Bens do Corpo, da Alma e da Fortuna, pela totalidade absoluta daquilo que tu possuis; por todo o teu coração, toda a tua alma, todas as tuas forças, todo o teu espírito, Deus to inspirando e to dando. Donde o Sábio diz: Eu dirigi-me ao Senhor; rezei-lhe e disse com todo o meu coração, (versículo 251).

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Anfiteatro da Sabedoria Eterna - 18 de Janeiro



Versão antiga ou Vulgata Passagens citadas da Sacro Santa Escritura Nova tradução dos Provérbios a partir do hebreu, e da Sabedoria a partir do grego
18. → Não a abandones e ela te guardará; → ama-A e ela te conservará. Pr 4, 6. 18. Não a abandones e ela te guardará; ama-A e ela te conservará.


  • Não a abandones - Porque quem abandona a Sabedoria, a Sabedoria o abandona por seu turno com razão; quem a despreza é digno de ser igualmente desprezado.
  • Ama-a - Ama e tu serás amado. O Sábio (o que é digno de nota) que forma o seu filho na Sabedoria verdadeira, trabalha tanto (assim como se vê em várias lugares deste prólogo) exortando ao amor da Sabedoria quanto ensinando; como se aquele que ama a Sabedoria quase estivesse preparado para tal.

    Ó poderosa força do amor! O amor animado pela verdadeira fé, pode Tudo. (Ver versículo 230).

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Anfiteatro da Sabedoria Eterna - 17 de Janeiro



Versão antiga ou Vulgata Passagens citadas da Sacro Santa Escritura Nova tradução dos Provérbios a partir do hebreu, e da Sabedoria a partir do grego
17. → Possui a Sabedoria; possui a Prudência; não te esqueças das palavras da minha boca → nem te afastes delas. Pr 4, 5. 17. Recolhe a Sabedoria; recolhe a Inteligência; não te esqueças das palavras da minha boca, nem te afastes delas.


  • Possui a Sabedoria - Deus não ama ninguém exceto aquele que habita com a Sabedoria e está habituado a ela, diz o Sábio (versículo 300).
  • Nem te afastes - Quem se afasta das palavras de Deus não poderá nunca aceder ao próprio Deus, à fonte da Sabedoria.

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Anfiteatro da Sabedoria Eterna - 16 de Janeiro



Versão antiga ou Vulgata Passagens citadas da Sacro Santa Escritura Nova tradução dos Provérbios a partir do hebreu, e da Sabedoria a partir do grego
16. E ele (o meu Pai) instruía-me e dizia-me: Que o teu coração receba as minhas palavras; guarda os meus preceitos, → e tu viverás. Pr 4, 4. 16. E ele próprio me instruía e me dizia: Que o teu coração guarde os meus discursos; guarda os meus preceitos e tu viverás.


  • E tu viverás - Tu viverás uma longa vida sobre a terra, e depois gozarás da vida na Eternidade, na Jubilação última. Do verbo de vida emana a vida. O verbo de Deus é Espírito e vida: Por conseguinte aquele que guardar o verbo vivificante terá a vida como recompensa.

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Anfiteatro da Sabedoria Eterna - 15 de Janeiro



Versão antiga ou Vulgata Passagens citadas da Sacro Santa Escritura Nova tradução dos Provérbios a partir do hebreu, e da Sabedoria a partir do grego
15. Para nós, só há uma maneira de entrar na vida, e → o fim é semelhante. Sb 7, 6. 15. Mas a entrada na vida é semelhante para todos, e a saída igualmente.


  • O fim é semelhante - A Lei Católica, imposta a todos, é a de morrer uma vez (Hb 9, 27). A via da morte deve ser trilhada por todos, diz Horácio (Odes Liv. 1). E Cornelius Gallus diz muito bem:

    A mesma via da morte é para todos. Embora contudo
    A maneira de sair da vida seja diferente.


    Portanto, considera a vida, meu irmão, unicamente como um fumo passageiro, uma sombra vã.

    Os dias da nossa vida passam como a sombra (1Cr 29, 15; Jó 8,9 e 14, 2; Sl 109, 23 e 144, 4; Ecl 7, 1; Sb 2, 5 e 5, 9). Eles desvanecem-se como o fumo, (Sl 102, 4), passam rapidamente como a tela é cortada pelo tecelão, (Jó 7, 6), são mais rápidos que um correio, (Jó 9, 25); Eles estão cheios de preocupações como os da aranha, (Sl 90, 9), como as vigílias na noite, (Sl 90, 4 e 6). A nossa vida é um sopro, (Jó 7, 7), um vapor que aparece pouco tempo e é destruído de seguida, (Tg 4, 14 e 15), que passa como as nuvens, (Sl 7, 9). Toda a carne é como o feno e toda a sua glória é como a flor dos campos, que desabrocha de manhã e morre à noite, (Is 11, 6, 7; Jó 14, 2; Sl 50, 4 e 6; Ecl 14, 18).

    O Rei Profeta considerando, por um lado esta fragilidade da vida humana, e pelo outro a amplitude infinita da majestade Divina, levado pelo estupor, clamou perdidamente: Quem é o homem, para que tu te recordes dele? (Sl 8, 4 e 5).

    Da mesma forma, quando Xerxes, que era um Rei poderoso e guerreiro intrépido, contemplava de um lugar elevado a multidão infinita e inúmera dos homens do seu exército, verteu lágrimas pensando que nenhum daqueles que ele admirava agora estaria vivo daí a cem anos.

    Compensa portanto a brevidade deste vida com a sua qualidade e a sua integridade, tu que te dizes Cristão; não penses em viver muito tempo, mas em viver segundo o bem.

    E visto que nada é mais certo que a morte e nada mais incerto que a hora da morte, prepara-te para morrer bem vivendo santamente no Temor de Deus.

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Aurora Nascente - 3. Dos que ignoram e negam esta ciência


  1. Esta gloriosa ciência de Deus e doutrina dos santos, este segredo dos filósofos e remédio dos médicos é desprezada(o) pelos insensatos 1, porque eles desconhecem o que ela é.
  2. Eles desprezam a bênção e assim ela permanece longe deles 2; tal sabedoria não convém a ignorantes; aquele que não a conhece é seu inimigo e não sem razão.
  3. Assim é que diz Speculator: Zombar da ciência é a causa da ignorância, e não se deve alimentar os asnos com alface se eles se satisfazem com cardos 3; e não se deve jogar aos cães o pão das crianças nem lançar pérolas aos porcos 4.
  4. Tais zombadores não partilharão desta ciência, pois quem revelasse a indignos os segredos desta ciência gloriosa romperia o selo do céu 5; e também o espírito desta sabedoria não poderia entrar num corpo grosseiro, nem um insensato compreendê-la por causa da loucura do seu entendimento.
  5. Os sábios de fato não falaram com os insensatos, pois quem fala com um insensato fala com um adormecido 6.
  6. Morienus diz: Se eu quisesse decifrar as coisas como elas realmente se comportam, não haveria mais lugar para a prudência, pois o insensato seria igualado ao sábio e nenhum mortal sob o círculo da lua choraria 7 por causa do tormento da fome cansada pela sua madrasta, a pobreza, pois o número dos insensatos nesta ciência é infinito 8.

Notas
  1. Pr 1, 7. [ ]
  2. Sl 109, 17. [ ]
  3. Cf. Roger Bacon: De mirabilis potestate artis et naturae. Artis Auriferae, 1610, 1.c., II, p. 340 e Rogerii Baconis Epistula, Theatr. Cham., 1622, vol. V, p. 956. [ ]
  4. Mt 7, 6 e Mt 15, 26. [ ]
  5. Cf. Aristóteles, Secreta secretorum, 1528, fol. V (2). [ ]
  6. Eclo 22, 10. [ ]
  7. Cf. o mesmo dito de Rasis em Lumen luminum, citado em Petrus Bonus, Pretiosa Margarita Novella, 1546, ibid., p. 42. [ ]
  8. Cf. J. G. Graesse: Os dois fabulários mais antigos da Idade Média, do Bispo Cirilo, Speculum Sapientiae e de Nicol. Pergamenus Dialogus Creaturarum, Tübingen 1880, p. 27. [ ]

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Anfiteatro da Sabedoria Eterna - 14 de Janeiro



Versão antiga ou Vulgata Passagens citadas da Sacro Santa Escritura Nova tradução dos Provérbios a partir do hebreu, e da Sabedoria a partir do grego
14. Porque → não há nenhum, entre os Reis, cujo → começo do Nascimento tenha sido diferente. Sb 7, 5. 14. Porque nenhum Rei conheceu uma outra maneira de nascer.


  • Não há nenhum, entre os Reis, etc. - É por isso que Petronius Arbiter clama: Aí! Aí! Que nada que é, o fraco mortal!
  • O começo tenha sido - Por receio que ele tivesse algum motivo para se orgulhar. Nós somos todos formados duma massa corrompida.

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Aurora Nascente - 2. O que é a sabedoria


  1. Se o vosso deleite estiver também no trono e cetro dos reis, amai (de preferência) a luz da ciência, para reinardes eternamente 1, e todos vós perscrutai-a, agraciados que sois por ela com os ensinamentos da natureza.
  2. O sábio investigará para vós todo o saber dos antigos e dedicará o seu tempo ao estudo dos profetas e penetrará contigo nos meandros das parábolas; ele investigará os segredos dos provérbios e não se apressará nas passagens obscuras das parábolas 2.
  3. Eu vos anunciarei e não ocultarei o que é a ciência e como foi estabelecida.
  4. Pois ela é um dom e um sacramento de Deus, uma coisa divina que os sábios escondem cuidadosamente e de diversos modos em imagens simbólicas.
  5. Por isso trarei a sua ciência à luz e não deixarei (a verdade) de lado, pois nada tenho a ver com a inveja venenosa 3; porque desde o começo, desde o meu nascimento a procurei, não sabendo que ela era a mãe de todas as ciências e que caminhava à minha frente.
  6. Ela presenteou-me com valores infinitos e eu aprendi-a sem falsidade e a partilharei sem inveja, sem ocultar o seu valor 4.
  7. Pois ela é um tesouro inesgotável para todos 5, e quando um homem o encontra, procura escondê-lo e diz na sua alegria 6: Alegra-te, Jerusalém, reuni-vos vós todos que me amais, sede felizes na alegria, pois o Senhor Deus teve piedade dos seus pobres 7.
  8. E Senior também diz: Há uma certa pedra, e o homem que a conhece coloca-a sobre os olhos, mas aquele que não a conhece atira-a ao esterco 8; ela é um remédio que expulsa a indigência, o melhor que o homem possui, depois de Deus 9.

Notas
  1. Sb 6, 21. [ ]
  2. Eclo 39, 1-3. [ ]
  3. Sb 6, 22-23. [ ]
  4. Cf. Alberto Magno, Compositum de Compositis. Theatr. Chem., 1659, vol. IV, p. 825. [ ]
  5. Sb 7, 12-14. [ ]
  6. Mt 13, 44. [ ]
  7. Missal, ibid., p. 195. Cf. Is 66, 10. [ ]
  8. Cf. Senior, De Chemia, p. 63. [ ]
  9. Consilium Coniugii, in Ars Chemica, 1566, p. 119. [ ]

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Anfiteatro da Sabedoria Eterna - 13 de Janeiro



Versão antiga ou Vulgata Passagens citadas da Sacro Santa Escritura Nova tradução dos Provérbios a partir do hebreu, e da Sabedoria a partir do grego
13. Fui alimentado, envolto em fraldas e rodeado de grandes cuidados. Sb 7, 4. 13. Fui criado entre fraldas e cuidados.


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Anfiteatro da Sabedoria Eterna - 12 de Janeiro



Versão antiga ou Vulgata Passagens citadas da Sacro Santa Escritura Nova tradução dos Provérbios a partir do hebreu, e da Sabedoria a partir do grego
12. Tendo nascido, eu recebi o ar comum, e caí na mesma terra, e como todos os outros eu emiti → a minha primeira voz → chorando. Sb 7, 3. 12. E, para mais, tendo nascido, eu aspirei o ar comum, e caí na mesma terra exposta aos males e aos incómodos, e emiti a minha primeira voz da mesma forma que os outros, chorando.


  • A minha primeira voz - Qual? talvez A para os machos e E para as fêmeas, conforme observa o nobre Eib. I. V. D. no tratado do casamento, e que todas as obstetras afirmam ter observado.
  • Chorando - E ele é assim (como diz S. Agostinho) o profeta das suas próprias calamidades futuras. De onde Jó (14, 1) disse: O homem, nascido da mulher, vive pouco tempo; é cheio de muitas misérias.

    Syracides dá-nos a razão, capítulo 11. Porque é, diz Séneca, o fim de um mal que marca o início de outro. Sobre o qual Jó estava perfeitamente bem instruído quando disse: Tenho meses vazios e conto para mim noites laboriosas. Se durmo, digo: quando me levantarei? e tendo-me levantado espero pela noite, e estou cheio de dores até à noite (Jó 7, 3-4). Mais vale o dia da morte que o dia do nascimento (Ecl 7, 1).

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Anfiteatro da Sabedoria Eterna - 11 de Janeiro



Versão antiga ou Vulgata Passagens citadas da Sacro Santa Escritura Nova tradução dos Provérbios a partir do hebreu, e da Sabedoria a partir do grego
11. → Durante dez meses eu fui coagulado no sangue, da semente do homem dentro do deleite propício ao sono. Sb 7, 2. 11. Durante dez meses, eu tomei forma de carne dentro do útero da minha mãe, formado da semente do homem, eu fui coagulado no sangue, e pela voluptuosidade do sono que o acompanha.


  • Durante dez meses - Como o homem do povo dentro do útero materno, que está situado entre a bexiga e os intestinos. Daí esta exclamação de Realdus Columbus, anatomista Romano: Ó homem, quanto és vão em te orgulhares do teu fausto, tu que nasceste entre a urina e os excrementos!

    Considera, eu te peço, meu irmão, o que tu és, e cessa de te orgulhares: não és um feto à nascença, uma vã bolha durante toda a vida, e o pasto dos vermes depois da morte?

    Aliás, nas Santas Escritas, o homem é por vezes chamado de lama (Gn 2, 7, Jó 10, 9); poeira (Gn 3, 19); cinza (Gn 18, 27). Porque te orgulhas tu, terra e cinzas? (Ecl 10, 9).

    Visto que nós somos um limo, uma lama imunda
    Porquê nos orgulharmos quando ignoramos a hora da nossa morte?

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Anfiteatro da Sabedoria Eterna - 10 de Janeiro



Versão antiga ou Vulgata Passagens citadas da Sacro Santa Escritura Nova tradução dos Provérbios a partir do hebreu, e da Sabedoria a partir do grego
10. → Eu sou verdadeiramente, eu próprio, um homem mortal, → semelhante a todos, e da mesma raça terrestre daquela que o primeiro foi criado; e eu fui figurado sob a forma de carne dentro do ventre da minha mãe. Sb 7, 1. 10. Eu sou, eu próprio, verdadeiramente um homem mortal, semelhante a todos, e eu fui procriado daquele homem que, o primeiro, foi formado da Terra.


  • Eu sou verdadeiramente eu próprio um homem mortal - dito de outra forma: a quem é que Deus revelará os seus mistérios? Me comunicará Ele a mim os segredos da Natureza? A mim verdadeiramente? O que sou eu então? Senão um pecador, e consequentemente um mortal? e por conseguinte indigno de tantos Bens e Dons de Deus, quer dizer, dos tesouros infinitos da Sabedoria eterna, dos quais é feita menção neste Prólogo?

    Eu respondo que confesso ser indigno de tais dons, mas que contudo tenho necessidade deles.

    Considere o Rei sábio, que, não andando ainda perfeitamente nos preceitos de David seu pai (porque ele imolava sobre os lugares elevados e queimava perfumes) não foi menos, pelo sonho de uma só noite, cumulado por Deus da Sabedoria tanto com as coisas superiores como com as inferiores (3Rs 3).

    E mesmo quando possuía a prudência no governo das coisas, a um tal ponto que ninguém se lhe podia comparar, dizia no entanto: Eu sou um homem mortal, semelhante a todos, etc.

    É assim (continuo eu) que Beseleel foi no entanto cheio com o Espírito de Deus, da Sabedoria, da Inteligência e da Ciência de todas as coisas, para inventar e executar tudo o que se pode fazer em ouro ou em prata, em bronze, em mármore e pedras preciosos, e todas as obras em madeira; e que Achaliab lhe foi dado por companheiro; e no seu coração, instruído em todas as coisas, foi colocada a Sabedoria pelo Senhor, por forma a que eles realizassem tudo o que lhes tivesse sido prescrito por Moisés (Ex 31, 3).

    Assim igualmente David, que, não tendo estudando as letras, foi no entanto pela eleição de Deus, de pastor criado Profeta, e o primeiro dos Doutores nas coisas Divinas, visto que, por elas, completou os Salmos e assim deixou distantes de si os mais requintados Poetas.

    No entanto, ele era pecador, adultero e homicida; contudo ele não perdeu o nome de justo, porque se reabilitou sempre por frequentes penitências.

    Elias, diz S. Tiago, 5, 17 (que vem extremamente a propósito na objecção presente) era um homem Semelhante A Nós (em si próprio, embora fosse Apóstolo, e sem o considerar fora da assembleia comum) sujeito a todas as afeições; e contudo, rezou com fervor afim que não chovesse sobre a terra, e cessou de chover durante três anos e seis meses. E rezou outra vez e o céu deu a chuva, e a terra o seu fruto. E assim de seguida.

    Não persistas na objecção: "Não deves, amigo, comparar-te com esses; Deus serviu-se aí desses órgãos excepcionais para realizar grandes coisas; considerando que as vocações deles e a tua são diferentes, tu julgarás que diferes igualmente deles próprios."

    Homem, há algo excelente, certamente, naquilo que tu aí dizes. Vou-te responder, e quem realmente me pararia se eu não estivasse desviado por tanto e tais e tão numerosas vocações, convites, admonições, adortações católicas e enfim mesmo cominações sob a pena muito grave da ira de Deus, oposta tanto pela própria Sabedoria como pelo Sábio, o que se verá frequentemente neste Prólogo, e se a Promessa Católica da Verdade, convidando todos os homens, não excluindo ninguém, tão frequentemente repetida pouco depois de ter sido já mencionada, não se lhe opusesse absolutamente.

    Creio mais nela, única verdadeira, que em todo o cortejo capcioso das tuas dubitações. Seguirei portanto sabiamente a Sabedoria e o Sábio que me chama e me estimula à Divina paciência. Porque é que eu me excluiria a mim próprio visto que não sou excluído por Deus?

    Mas mais alguém ainda duvidará e dirá: Eu sou jovem, e ainda não tenho cabelos brancos. Eu respondo: Deus não faz acepção de pessoas, etc., versículos 38, 184, 249 e que não é pela única quantidade dos anos que a velhice é tornada douta e agradável a Deus, como no versículo 351.

    Que seja também uma consolação e um exemplo pensar que José, David, Salomão, Daniel, Jeremias, Timóteo, etc., e outros (mesmo no nosso século) inúmeros, embora jovens, não foram insensatos e foram possuidores (pela graça de Deus) dos tesouros inesgotáveis da Sabedoria.

    Que seja do mesmo modo respondido à objecção da ignorância ou do esquecimento das diversas línguas, quer dizer do Hebraico, do Grego, do Latim, etc. que Deus tem frequentemente o costume de fazer Sábios e Doutores daqueles que falam apenas a sua única língua materna. Os exemplos são fáceis de encontrar, inúmeros e em todos os povos.

    Iahweh é o único que dá a faculdade de falar bem e a Sabedoria (Ex 4, 11, Mt 10, 19, Mc 13, 11, Lc 12, 11 e 12). O Espírito do Senhor falou por mim, disse David (2Rs ou Sm 23, 2), e o seu discurso esteve sobre a minha língua. Os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo (2Pd 1, 21).

    Por isto, portanto, tu não duvidarás da graça de Deus, cuja misericórdia está desde a eternidade até à eternidade sobre os que o temem (Sl 103, 17, vulg. 102).

    Mas exceptuando aqueles que são tão privados de faculdades que não conseguem agitar a seu preguiça nem a sua desconfiança para con'Tigo, Deus bom (versículos 216 e 324). Tanto quanto eu possa procurar no catálogo prolixo dos antigos fundadores de Ciências e de Artes (não excluído os Pagãos) e no nosso século, os cientistas e os instauradores destas mesmas ciências e todos os seus adeptos, Teosoficamente doutores e ductores, eu encontro a maior parte deles ignorante de numerosas línguas com excepção daquela que tinham costume de escrever desde a infância. Todos estes, digo eu, eram mortais, como tu, como eu e como nós o somos todos, e ainda por cima pecadores.

    Nós temos hoje o mesmo Deus que o teu e o deles: nós fomos feitos pelo mesmo Criador, Elohim, um (todos formados à sua imagem e semelhança), nós servimo-nos como eles da consolação, da defesa, do ministério, da guarda e da direcção nas nossas vias, que nos proporcionam os mesmos bons Espíritos (que Deus no-los envie!), nós gozamos das mesmas inclinações, no mesmo Mundo; da mesma forma que a todos, a Promessa muito verdadeira, católica da mesma Sabedoria Eterna, incarnada na plenitude dos tempos nos é dada.

    Quem por conseguinte, dirás tu, é essa da qual te glorificas tanto e na qual tens tanta confiança? Eu respondo-te de seguida: É a Sabedoria que se deve incarnar, que tu ouviste e ouves neste Prólogo; é a mesma incarnada, a mesmíssima Verdade, como disse S. João, 14, 12: Amém, Amém, eu vos digo, quer dizer a todos, em geral e em particular, quem crê em mim fará ele próprio as obras que eu faço e fará ainda maiores que estas; porque eu vou ao meu Pai. E, tudo o que vocês pedirem ao Pai em meu nome, eu o farei afim que o Pai seja glorificado no Filho. Se vocês me pedirem algo em meu nome (versículo 174) eu fá-lo-ei.

    E S. Mateus 17, 19: Os discípulos aproximaram-se secretamente de Jesus e disseram: Porque é que não conseguimos expulsar aquele demónio? Jesus respondeu-lhes: Por Causa Da Vossa Incredulidade (e verdadeiramente hoje!). Amém, eu vos digo em verdade; se vocês tivessem fé, do tamanho de um grão de mostarda, vocês diriam a esta montanha: Move-te daqui para acolá; e ela mover-se-ia para lá, e Nada Vos Seria Impossível. Porque esta espécie (de demónio) só se expulsa pela oração e o jejum.

    E em S. Lucas 17, 6, o Senhor disse: Se vocês tivessem fé como um grão de mostarda, vocês diriam a esta árvore de amoras: Desenraíza-te e vai-te transplantar para o meio do mar; e ela vos obedeceria. Assim, portanto, tem fé.

    Nós gritaremos portanto com os discípulos de Cristo (idem, mesmo capítulo 5): O Senhor aumenta em nós a fé. Desta maneira, tu que te confias-te a Cristo em seu nome, quando tu tiveres aprendido, pelo exercício Teosófico, a rezar ao Pai em nome de Jesus Cristo Crucificado e a Crer, tu poderás Tudo.

    Tu continuas em seguida, dubitador, dizendo: Cristo também disse aos Apóstolos nesta passagem de S. Marcos, 16, 17: Os que acreditam em mim serão marcados assim: expulsarão os demónios em meu nome, etc. Ora isto realmente não se aplica a todos os ministros da Igreja católica (e ainda menos aos simples Cristãos), nem em todos os tempos, nem em todos os lugares.

    Eu pergunto-te, ó meu Senhor, não é verdade que também foi dito aos Apóstolos: Recebam o Espírito Santo; àqueles a quem perdoarem os pecado, são perdoados; e àqueles a quem não os perdoarem, não lhes são perdoados, (Jo 20, 22). E: Vão pelo mundo universal, preguem o Evangelho a todas as criaturas. Quem tiver acreditado e tiver sido baptizado, etc. (Mc 16, 15).

    Perfeitamente. Se, portanto, ele deu tanto aos Apóstolos, porquê a eles em vez de a outros? Se vocês excluem aqueles, porquê incluir antes (como vocês dizem) estes?

    É necessário mostrar o mandamento separador. Se as promessas da força unida à fé não são católicas, porque é que vocês as usam como consolação para a assembleia universal dos homens? Se é assim (para não dizer nada mais) porque é que vocês ensinam fábulas?

    Ó, o capítulo sinistro! o Hb 11, está comigo contra vocês. Temo que, se o mestre dos cristãos regressasse ao mundo, ele teria muito para vos repreender sobre a incredulidade e a dureza do vosso coração, porque, vocês são daqueles que (convencidos da verdade pelo testemunho da Consciência) sabem extremamente bem tudo aquilo que ele disse; e no entanto não acreditam.

    Porque ninguém deve desesperar dos Bens e dos Dons da Sabedoria Eterna, que se devem obter Teo-soficamente; a mão do Senhor nunca falta com liberalidade para com todos os que o invocam na fé e na verdade. Recordo-te a esse respeito a história do coxo curado pela fé (At 111).

    Que os teus olhos, agora, meu irmão, assim como o teu Espírito, se dirijam para a luz eterna e contemplem todo o nosso Anfiteatro, e então ele te ensinará a Luz de Toda a Verdade.

    Mas importa que o espectador que quer atingir o centro seja iluminado pelo Espírito da Sabedoria. De outra forma, essa Sabedoria Teosófica, divinamente anunciada por nós, será apenas trevas.

    Eu acrescento isto: é uma blasfémia gigantesca querer desculpar a sua preguiça e a sua desconfiança anticristã citando a Igreja primitiva, confirmada por milagres. Nós temos a promessa católica da Verdade eterna, dada de uma vez para sempre, e que não nos faltará na Eternidade.

    A tua incredulidade (testemunha Cristo, Mt 17, 20) é o que faz obstáculo aos Bens e aos Dons mirifiques de Deus. A promessa de Deus, o Melhor e o mais Grande dos seres, é constante, firme e sempre invariável, confirmada e reforçada pelo selo de Deus (que é a Verdade, que tu Adquirirás pela primeira figura deste Anfiteatro) desde que tomes guarda de não afastar ou impedir inconsideradamente a operação ou o efeito pela tua malícia e a tua desconfiança.

    Muitos Teólogos (objectar-se-á ainda) dizem historicamente muitas coisas sobre a Fé, e no entanto não demonstram, pelo mais pequeno efeito, a presença da força desta fé activa. Estes negam portanto (não falo dos bons), pela sua vida e os seus actos, o que a sua boca ensina. Eu sei o contrário por Teólogos que não se podem colocar em dúvida, quer do nosso tempo, quer do tempo dos nossos pais; tu o sabes por ti próprio; outros o ensinam e o testemunham.

    Tu deves realizar e conseguir pela Fé coisas maravilhosas e raras, não com o fim de confirmar a Doutrina da Religião, a qual (mesmo sem as tuas opiniões) eu sei que já foi suficientemente confirmada; mas (nota bem aquilo que eu quero) para mostrar a força da Fé (tal como convém ao Fiel tão favorecido pela Fé) e para exercer cristãmente para com o teu Próximo necessitado, o dever de Caridade.

    É por isso que eu desejaria que ninguém acreditasse que poderiam ser verdadeiramente Teólogos, qualquer que seja a sua idade, qualquer que seja a sua aptidão para disputar, aqueles que estão sujos por todas as espécies de vícios: soberba, hipocrisia, avareza, ódio, inveja, embriaguez e frequentemente (sob o manto da religião) luxúria, e, o dom da Fé activa e a luz do espírito sendo negligenciados, que se devotam a todas as afeições animais.

    Axioma: Tanto quanto cada um de nós se tiver submetido passivamente a Deus, tanto mais fé terá. Tanto mais fé tenha, tanto mais força terá para realizar as coisas maravilhosas.

    Eu não me refiro a esta Fé morta, S. Tiago 2, 17 (que já não é mais a Fé, que o diabo não é um santo, nem que o homem morto é um homem) mas a fé viva e activa, tal como ela é descrita em 2Pd, 1.

    Sumário: Crê cristãmente; vive Teo-Soficamente; reza, jejuando no Espírito e na Verdade, segundo as Regras e a Doutrina deste Anfiteatro; e, eu tomo Deus por testemunha, tu obterás de Iahweh (para a tua honra, para a utilidade honesta do teu pobre Próximo, e figas para o diabo!) colaborando sabiamente o que tu pedes Cristãmente (ver versículo 335).
  • Semelhante aos outros todos - Por Adão protoplasta, quer dizer, primeiro a ser formado, que bebeu a iniquidade, que é formado da terra, na mesma condição ou Lei que todos os outros; E por isso, hoje Rei, amanhã cadáver. A morte torna iguais o ceptro e o arado.

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Aurora Nascente - 1. O Surgir da Aurora


1. INÍCIO DO TRATADO DO BEATO TOMÁS DE AQUINO.
"O SURGIR DA AURORA"
(AURORA CONSURGENS)
COMO SE CHAMA O LIVRO NA ARTE,
SEMELHANTE A UMA IMINENTE "HORA DE OURO"
(AUREA HORA)

  1. Todos os bens vieram a mim juntamente com ela 1, essa sabedoria do vento sul 2, que clama lá fora, faz ouvir a sua voz nas ruas, exorta a multidão, pronunciando as suas palavras à entrada das portas da cidade 3: Vinde a mim, iluminai-vos e as vossas operações não vos causarão vergonha 4; todos vós que me desejais, sede cumulados com as minhas riquezas 5.
  2. Vinde pois, filhos, escutai-me, eu vos ensinarei a ciência de Deus 6.
  3. Quem é sábio e a compreende 7, e dela diz Alphidius que os homens e as crianças passam ao seu lado pelos caminhos e pelas ruas, e todos os dias é pisoteada nos excrementos pelos animais de carga e pelo gado 8.
  4. E Senior diz: Nada há na natureza de mais insignificante e de mais precioso do que ela, e Deus não a criou para ser comprada com dinheiro 9.
  5. Salomão escolheu-a como luz necessária, acima de toda a beleza e de toda a saúde, não achando que o valor das pedras preciosas pudesse comparar-se ao seu 10.
  6. Pois todo o ouro comparado com ela é como um pouco de areia e a prata como a lama, e isto não sem motivo, porquanto adquiri-la é melhor do que o rendimento do ouro e da prata mais puros.
  7. E o seu fruto é mais precioso que todas as riquezas deste mundo e tudo o que desejares não poderá ser comparado com ela.
  8. Vida longa e saúde estão na sua mão direita, e na esquerda estão glória e bens infinitos.
  9. Belos são os seus caminhos, e as suas obras são dignas de louvor; estas não são desprezíveis nem feias e as suas sendas são moderadas e sem precipitação, ligando-se à persistência de um labor prolongado 11.
  10. É uma árvore de vida para todos os que a tocam e uma luz que nunca se extingue.
  11. São bem-aventurados os que a compreendem 12; pois a sabedoria de Deus jamais passará, como testemunha Alphidius ao dizer: Se alguém encontrar esta sabedoria, ela será para ele alimento legítimo e eterno 13.
  12. E Hermes e os demais filósofos dizem 14 que se um homem, possuindo este saber, vivesse 1000 anos e precisasse de alimentar diariamente 7000 homens, jamais passaria necessidade.
  13. É o que confirma Senior ao dizer: Ele seria tão rico como aquele que possui a pedra 15 da qual se extrai fogo, e assim ele pode dar fogo a quem quiser, quanto quiser e quando quiser, sem qualquer perda pessoal 16.
  14. Aristóteles pensa o mesmo no livro segundo "Da Alma", ao escrever: A todas as coisas naturais é imposto um termo de grandeza e de crescimento 17.
  15. No entanto, o fogo aplicado aos combustíveis cresce infinitamente 18.
  16. Feliz o homem que encontra esta sabedoria e ao qual aflui esta prudência (de Saturno) 19.
  17. Que o teu pensamento não a abandone em todos os teus caminhos, e ela mesma guiará os teus passos 20.
  18. Como diz Senior: Mas só a compreenderá quem for sábio, sutil e engenhoso nas suas reflexões, quem possuir um espírito esclarecido pelo Liber aggregationis 21.
  19. Então todo o espírito que flui segue a sua concupiscência 22 - bem-aventurado aquele que refletir sobre as minhas palavras! 23
  20. E Salomão: Meu filho, coloca-a em torno do teu pescoço, escreve-a nas tábuas do teu coração, e a encontrarás 24.
  21. Diz à sabedoria: Tua és minha irmã! e à prudência chama de amiga 25.
  22. Pois refletir sobre ela é uma percepção natural, extremamente fina (sutil), que a leva (a sabedoria) à sua perfeição 26.
  23. E aqueles que tiverem perseverado na vigília por causa dela, logo estarão em segurança 27.
  24. Ela é clara para aqueles que possuem inteligência, e não murcha e jamais desaparece.
  25. Parece fácil para os que a conhecem 28, pois ela mesma vai ao encontro e cerca os que são dignos dela; e ela lhes aparece cheia de alegria pelos caminhos, e se apressa a acudi-los em todas as ocasiões.
  26. Pois o seu começo é a natureza mais verdadeira, que não induz ao engano.

Notas
  1. Sb 7, 11. [ ]
  2. Cf. Mt 12, 42, e Zc 9, 14. [ ]
  3. Pr 1, 20-21. [ ]
  4. Sl 34, 6. [ ]
  5. Eclo 24, 26.30. [ ]
  6. Sl 34, 12. [ ]
  7. Os 14, 10. [ ]
  8. Cf. Liber do filósofo Alphidius, Ashmole, 1420, fl. 18 e 21. [ ]
  9. Cf. Senior, De Chemia antiquissimus libellus..., Argentorati, 1566, p. 117. [ ]
  10. Cf. Ros. Phil., p. 100. [ ]
  11. Cf. Petrus Bonus: Pretiosa Margarita novella..., Lacinius, Veneti 1546, p. 45. [ ]
  12. Pr 3, 13-18. [ ]
  13. Cod. Ashmole, 1420. [ ]
  14. Consilium Coniugii, in Ars Chemica, 1566, p. 116. [ ]
  15. Rosarium Phil., in Manget, III, p. 92a. [ ]
  16. Ros. Phil. in Manget, III, p. 92a. [ ]
  17. Ibid., p. 120a. [ ]
  18. De Anima B4, 416a. [ ]
  19. Pr 3, 13. [ ]
  20. Pr 3, 5-6. [ ]
  21. Cf. Senior, De Chemia, Estrasburgo, 1566, p. 11. [ ]
  22. Cf. Senior, De Chemia, l. c., p. 12. [ ]
  23. Cf. ibid., p. 9. [ ]
  24. Pr 7, 3-4. [ ]
  25. Pr 7, 3-4. [ ]
  26. Cf. Petrus Bonus: Pretiosa Margarita novella..., Lacinius, Veneti 1546, p. 53. [ ]
  27. Sb 6, 15-17. [ ]
  28. Sb 6, 12. [ ]

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  1. O Surgir da Aurora
  2. O que é a sabedoria
  3. Dos que ignoram e negam esta ciência
  4. Do nome e do título deste livro
  5. Da estimulação dos insensatos
  6. Primeira parábola: Da terra negra, na qual sete planetas criaram raízes
  7. Segunda parábola: Do dilúvio das águas e da morte que a mulher introduziu e expulsou
  8. Terceira parábola: Da porta de aço e do ferrolho de ferro do cativeiro da Babilónia
  9. Quarta parábola: Da fé filosófica, que consiste no número três
  10. Quinta parábola: Da casa dos tesouros que a Sabedoria construiu sobre a pedra
  11. Sexta parábola: Do céu e do mundo e do lugar dos elementos
  12. Sétima parábola: Do diálogo do amado com a amada



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