Cronologia da Literatura da Sabedoria no Ocidente





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Anfiteatro da Sabedoria Eterna - 28 de Fevereiro



Versão antiga ou Vulgata Passagens citadas da Sacro Santa Escritura Nova tradução dos Provérbios a partir do hebreu, e da Sabedoria a partir do grego
59. E que eles não terão aquiescido ao meu Conselho e se terão afastado de toda a minha correção. Pr 1, 30. 59. E porque eles não aquiesceram ao meu conselho e desprezaram toda a minha increpação.


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Anfiteatro da Sabedoria Eterna - 27 de Fevereiro



Versão antiga ou Vulgata Passagens citadas da Sacro Santa Escritura Nova tradução dos Provérbios a partir do hebreu, e da Sabedoria a partir do grego
58. → E isso porque eles terão tido aversão à Disciplina e porque eles não terão guardado o Temor do Senhor. Pr 1, 29. 58. E isso porque eles odiaram a Ciência e porque eles não escolheram o Temor de Iahweh.


  • E isso porque - Portanto, que ouça, quem tem ouvidos para ouvir o que o Espírito da verdade diz aos filhos dos homens.

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Anfiteatro da Sabedoria Eterna - 26 de Fevereiro



Versão antiga ou Vulgata Passagens citadas da Sacro Santa Escritura Nova tradução dos Provérbios a partir do hebreu, e da Sabedoria a partir do grego
57. Então eles me invocarão → e eu não os favorecerei; eles se levantarão desde a manhã e → não Me encontrarão: Pr 1, 28. 57. Então eles me invocarão, e eu não os favorecerei; eles me procurarão desde a manhã e não me encontrarão:


  • E eu não os favorecerei - Porque eles virão depois da festa.

    Chegar a tempo é sempre o melhor. Estejam avisados, peço-vos, pela semelhança das dez virgens, cinco loucas e cinco prudentes (Mt 25).

    Preparem no tempo da graça, o óleo do Espírito Santo para as lâmpadas dos vossos espíritos, a Doutrina para as vossas almas, afim que possua um alimento e que brilhe frutuosamente a lâmpada da vossa Alma, divinamente iluminada por esta luz do Pai das luzes, que brilha no meio das trevas do mundo, e faz fugir os poderes das trevas, e pela qual vem todo o bem e todo o Dom perfeito.

    Desde a manhã portanto, quando vocês ouvirem a voz da Sabedoria verdadeira, tenham o cuidado de não fecharem os vossos ouvidos.
  • Não Me encontrarão - Porque eles não terão seguido só e unicamente a via Real que leva à Sabedoria (que é o temor do Senhor) eles não a reencontrarão nem a encontrarão verdadeiramente; eles caminham como os sofistas, e como as loucuras fanáticas e insensatas da Sabedoria mundana; também pelas vias tenebrosas, afastando-se da verdade, eles desviam-se da linha direita para a esquerda, e nada se apresentará a eles, mesmo que eles se tenham levantado de madrugada.

    Nós ensinamos por conseguinte que é impossível procurar, encontrar e conhecer Deus, sem Deus, ou falar de Deus sem Deus. Daí este mandamento: não fales de Deus sem teres luzes.

    Porque sem a sua vontade, sem a sua luz, não há nada dentro do ser humano que seja inocente, como canta a Igreja.

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Anfiteatro da Sabedoria Eterna - 25 de Fevereiro



Versão antiga ou Vulgata Passagens citadas da Sacro Santa Escritura Nova tradução dos Provérbios a partir do hebreu, e da Sabedoria a partir do grego
56. Quando a desgraça imprevista tiver chegado, e a morte se tiver abatido sobre vós como uma tempestade; quando vier sobre vós → a tribulação e o infortúnio. Pr 1, 27. 56. Quando, digo eu, o objeto do vosso temor tiver chegado como uma desolação, e a vossa contrição tiver chegado como um turbilhão, quando vier sobre vós a tribulação e o infortúnio.


  • A tribulação e o infortúnio - Porque os fieis sofrem também as tribulações e o infortúnio mas para um fim e um objetivo muito diferentes; porque eles têm Deus por amigo que os livra assim do mal; enquanto que os ímpios, os irrisórios e os loucos são completamente destituídos desse auxiliar e não conhecem o dia da sua visitação; é por isso que eles perecem miseravelmente; eles têm por partilha o tártaro e são destinados às fúrias vingadoras.

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Anfiteatro da Sabedoria Eterna - 24 de Fevereiro



Versão antiga ou Vulgata Passagens citadas da Sacro Santa Escritura Nova tradução dos Provérbios a partir do hebreu, e da Sabedoria a partir do grego
55. → E eu também, eu também rirei quando vocês morrerem e eu troçarei quando vos tiver chegado aquilo que vocês temem. Pr 1, 26. 55. E eu também rirei na vossa contrição; e eu troçarei quando tiver chegado o objeto do vosso temor.


  • E eu também - Nada de mais horrível que merecer o riso de Deus (à Deo irrideri); nada de mais miserável que o homem abandonado por Deus, como os exemplos do Faraó, de Saul, de Francisco Spiera e de muitos outros testemunham.

    Assim como a honra, o olho e a consciência não suportam nada que as manchem, o mesmo se passa com Deus. A sua Divina majestade é inviolável.

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Anfiteatro da Sabedoria Eterna - 23 de Fevereiro



Versão antiga ou Vulgata Passagens citadas da Sacro Santa Escritura Nova tradução dos Provérbios a partir do hebreu, e da Sabedoria a partir do grego
54. → Vocês desprezaram todo o meu conselho e negligenciaram todas as minhas increpações. Pr 1, 25. 54. Vocês tiveram desprezo de todo o meu conselho e vocês não quiseram a minha increpação.


  • Vocês desprezaram o meu conselho - Enganados e cegos pelo amor e as seduções deste Mundo imundo, ao eludirem a minha Lei e a minha Doutrina vocês iludiram-me a Mim própria, quer dizer Deus, e vocês negligenciaram a conduta do Espírito Santo.

    Ó insensatos e perversos de coração! Assim como o mau conselho é para aquele que aconselha as piores coisas, do mesmo modo a irrisão é para o irrisório.

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Anfiteatro da Sabedoria Eterna - 22 de Fevereiro



Versão antiga ou Vulgata Passagens citadas da Sacro Santa Escritura Nova tradução dos Provérbios a partir do hebreu, e da Sabedoria a partir do grego
53. Porque eu vos chamei e vocês me recusaram; porque → eu estendi a minha mão e ninguém apareceu para me ver. Pr 1, 24. 53. Porque eu vos chamei e vocês me recusaram; porque eu estendi a minha mão, e não havia ninguém para prestar atenção.


  • Eu estendi a minha mão - Por forma a indicar o silêncio e a atenção, ou então para chamar com o dedo.

    E também, num sentido místico, a mão da Sabedoria representa todas as criaturas pelas quais nós somos atraídos para o Criador.

    Para qualquer lado que nos voltemos, a Sabedoria estende a mão e solicita a nossa amizade, mostrando-nos e oferecendo-nos as torrentes da sua Bondade e da sua Bem-aventurança.

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Aurora Nascente - 10. Quinta parábola: Da casa dos tesouros que a Sabedoria construiu sobre a pedra


  1. A Sabedoria construiu a sua casa 1; quem nela entrar será salvo e encontrará as pastagens 2, como atesta o Profeta ao dizer: Eles ficarão inebriados com a abundância da tua casa 3, pois é melhor um dia nos teus átrios do que mil outros dias 4!
  2. Oh, bem-aventurados são os que habitam nesta casa 5: quem nela pede, recebe; quem procura, encontra, e aquele que bate, será recebido 6.
  3. A própria sabedoria está perto da entrada e diz: Vede, estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, irei até ele e ele virá até mim e, juntos, nos saciaremos, eu com ele e ele comigo 7.
  4. Oh, como é grande a abundância da tua doçura, que reservaste para aqueles que entram nesta casa 8; nenhum olho a viu (a doçura), nenhum ouvido a escutou, nem ela atingiu o coração do homem 9.
  5. Aqueles que abrem esta casa terão a santidade e a longevidade que lhes convém 10, pois ela foi construída sobre rocha firme 11 que não pode ser cindida a não ser com o melhor sangue de um bode 12, ou se ela for golpeada três vezes com a vara de Moisés, para que se escoem as águas abundantes e o povo de homens e mulheres possa beber 13, e eles não terão mais fome, nem sede 14.
  6. Aquele que pela sua ciência abrir a casa, nela encontrará uma fonte viva, inexaurível e rejuvenescedora 15, quem nela for batizado será salvo e jamais envelhecerá.
  7. Mas, que pena, poucos a abrem, e são como crianças, a sua inteligência é a das crianças 17, mas se essas crianças narrarem tais coisas e usurparem as cadeiras dos vinte e quatro anciãos, não há dúvida de que, pela sua dignidade e pelo nível a que terão chegado, poderão abrir a casa 18, a fim de contemplar face a face, olhos nos olhos, a plena magnificência do sol e da lua 19; mas sem eles (os mais velhos), nada conseguirão.
  8. Aqueles que possuem as chaves do reino dos céus, tudo o que ligarem será ligado e o que desligarem, será desligado 20.
  9. Pois eles seguem o Cordeiro onde quer que ele vá 21.
  10. A beleza desta casa é indescritível: as suas paredes são de ouro puríssimo, e as suas portas brilham com o fulgor das pérolas e das pedras preciosas 22; possui quatorze pedras angulares, que contêm as virtudes principais de todo o fundamento.
  11. A primeira é a saúde, da qual diz o Profeta: (ela) cura os corações contritos e alivia as suas dores 23.
  12. E os filósofos: Quem a utiliza (a pedra) conserva um corpo vigoroso 24.
  13. A segunda é a humildade, da qual se diz: E ele viu a humildade da sua serva 25.
  14. Eis que desde agora todas as gerações me proclamarão bem-aventurada.
  15. E o Profeta diz: O Senhor eleva os prostrados 26.
  16. E Aristóteles escreve a Alexandre: Não é bom lutar com esta pedra 27.
  17. Alphidius também diz: Se alguém é humilde, a sua sabedoria alcançará a perfeição.
  18. A terceira é a santidade, da qual diz o Profeta: Com o santo serás santo 28; e também: a santidade e a magnificência (estão) na sua santificação 29.
  19. E Alphidius: Sabe, não poderás ter esta ciência se não purificares o teu espírito para Deus, isto é, se não destruíres no teu coração toda a corrupção 30.
  20. E na Turba lemos: Eu abandonei os prazeres mundanos e orei a Deus para que me mostre a "água pura", que eu sei ser um vinagre puro 31.
  21. A quarta é a castidade, sobre a qual se lê: Quando eu o amar, serei pura, quando eu o tocar, serei casta 32; ele, cuja mãe é virgem e cujo pai não coabitou com ela, ele, que se alimentou de leite virginal 33, etc.
  22. Por isso Avicena diz no seu escrito sobre os minerais: Alguns, engenhosamente, utilizam uma água que é chamada leite de virgem 34.
  23. A quinta é a força (atuante) da qual se diz: A força orna a alma.
  24. E Hermes: Ele recebe a força dos planetas superiores e inferiores e penetra com a sua força toda a coisa sólida 35.
  25. Lê-se no livro da Quintessência: Eu não me cansava de admirar a grande força eficaz desta coisa, posta e infundida nela pelo céu 36.
  26. A sexta é a vitória, sobre a qual diz Hermes: E ela (a pedra) vencerá toda a coisa sólida e até mesmo as pedras preciosas.
  27. E João diz no Apocalipse: Eu darei ao vencedor um maná sutil e oculto, e um novo nome que a boca de Deus designará 37.
  28. E no livro da Quintessência: Quando se tiver produzido a pedra da vitória, eu ensinarei como se pode formar com uma pedra desta matéria esmeraldas, jaspes e verdadeiros crisólitos que sobrepujam e ultrapassam em cor, substância e força as naturais, etc. 38
  29. A sétima é a fé, acerca da qual lemos: A fé salva o homem 39, e se alguém não a tiver, não poderá ser salvo.
  30. A fé consiste em compreender-se o que não se vê 40.
  31. E na Turba: Ela é invisível como a alma no corpo humano 41.
  32. E no mesmo livro diz-se ainda: Dois elementos são visíveis, a terra e a água, os outros não o são: o ar e o fogo 42.
  33. E Paulo: Quem acreditar nele não será confundido, pois para os que não acreditam será pedra de tropeço e rocha de escandalo 43.
  34. E no Evangelho lê-se: Aquele que não acreditar já está julgado 44.
  35. A oitava é a esperança, acerca da qual se diz: A esperança firme alegra as coisas, a esperança promete sempre um bom fim.
  36. E Morienus diz: Espera e espera, e atingirás a meta.
  37. E o Profeta: Esperai nele, ó vós, toda a assembleia do povo 45, os nossos pais esperaram nele e foram libertos 46.
  38. A nona é o amor, do qual o Apóstolo disse: A caridade tudo suporta, ela não se vinga 47.
  39. E o Evangelista: Eu amo os que me amam 48.
  40. Aquele que ama em qualquer circunstância, esse é um amigo 49.
  41. E Alphonsus (rex) diz: Eis o verdadeiro amigo, aquele que não te abandona mesmo que o mundo inteiro te abandone.
  42. E Gregório 50: A pedra de toque do amor é a apresentação da obra.
  43. E Jó: O homem dará tudo o que tiver pela sua alma 51, isto é, por esta pedra.
  44. Pois aquele que semeia pouco, colherá pouco 52; quem não tiver partilhado a paixão, não poderá compartilhar a consolação 53.
  45. A décima é a benignidade, acerca da qual se diz: Tu não sabes que a benignidade de Deus te conduz à penitência.
  46. Benigno é o juiz, para dar a cada um segundo as suas obras 54!
  47. Pois a benignidade paga o mal com o bem, dá muito por pouco (a simples bondade, ao contrário, paga o bem com o bem e o pouco com o pouco).
  48. A décima primeira é a paciência, da qual se diz: Se quiseres vencer, aprende a ter paciência.
  49. E o Apóstolo: Mediante a paciência e a consolação das Escrituras, tenhamos esperança 55.
  50. Morienus também diz: Quem não tem paciência, retire a mão da Obra 56, e Caled Minor: Três coisas são necessárias, a saber, paciência, ponderação e a manipulação hábil dos instrumentos 57.
  51. E o Apóstolo: Sede pacientes, pois o Advento do Senhor se aproxima, etc. 58
  52. A décima segunda é a temperança, sobre a qual está escrito que ela alimenta, fomenta e preserva a saúde de todas as coisas.
  53. Enquanto os elementos estão na temperança, a alma alegra-se no corpo; quando eles discordam, a alma detesta habitar no corpo.
  54. Pois a temperança é a mistura dos elementos, uns com os outros, de modo que o quente se tempere com o frio, o úmido com o seco.
  55. Os filósofos proibiram com ênfase que qualquer um excedesse o outro, dizendo: Cuidado para que o arcano não fuja 59, cuidado para que o vinagre não se transforme em fumaça 60, cuidado para não deixardes fugir o rei e a sua esposa devido a um fogo excessivo 61, evitai antes de tudo o que sai da medida; mas colocai-os sobre o fogo da putrefação, isto é, da temperança, até que se unam por si mesmos 62.
  56. A décima terceira é a disciplina espiritual ou inteligência, da qual o Apóstolo diz: A letra mata, mas o espírito vivifica 63.
  57. Renovai-vos através do espírito da vossa mente e revesti o homem novo 64, isto é, a compreensão sutil 65.
  58. Se compreenderdes de um modo espiritual, certamente experimentareis o espírito.
  59. Que cada um examine seu trabalho 66, para ver se ele conduz à perfeição ou à destruição.
  60. Pois o que o homem semeia, colherá 67.
  61. Oh, como são numerosos os que não compreendem as palavras dos sábios; esses vão para a perda, devido à sua incompreensão; faltou-lhes a compreensão espiritual e eles nada encontraram apesar do seu trabalho e esforço.
  62. A décima quarta pedra é a obediência, da qual está escrito: Obedecei aos vossos superiores 68, tal como Cristo obedeceu ao seu Pai até à morte 69.
  63. Obedecei também aos preceitos e palavras dos sábios, e então todas as suas promessas cumprir-se-ão a vosso favor, segundo a permissão do Senhor Deus.
  64. Quem tiver ouvidos para ouvir, que ouça o que o espírito da doutrina diz aos filhos da ciência sobre a casa que a sabedoria edificou sobre quatorze pedras angulares 70, aquelas que os vinte e quatro anciães abrem com a ajuda das chaves do reino dos céus, e acerca das quais Senior, no prólogo do seu livro, diz: Lá onde ele põe uma águia sobre o teto, e sobre os lados as imagens das diversas propriedades 71.
  65. Alphidius também fala no seu livro de uma casa de tesouros e ensina que ela pode ser aberta com o auxilio de quatro chaves, que são os quatro elementos 72.

Notas
  1. Pr 9, 1-5. Cf. Missal, p. 788. Cf. Senior: De Chemia, p. 21 e p. 107. [ ]
  2. Jo 10, 9. Missal, p. 379. [ ]
  3. Sl 36, 9. [ ]
  4. Sl 84, 11. Missal, p. 444. [ ]
  5. Sl 84, 5. Missal, p. 515. [ ]
  6. Mt 7, 7-8. Missal, p. 352. [ ]
  7. Ap 3, 20. [ ]
  8. Sl 31, 20. Missal, p. 619. [ ]
  9. 1Cor 2, 9. [ ]
  10. Sl 93, 5. Sl 23, 6. Missal, p. 731. [ ]
  11. Mt 7, 24. [ ]
  12. Lv 16, 18. Cf. Senior: De Chemia ibid., p. 9 e p. 78-79. [ ]
  13. Nm 20, 11. Ex. 17, 6. [ ]
  14. Ap 7, 16. Cf. Is 49, 10 e Jo 4, 13-14. [ ]
  15. Cf. Zc 13, 1. [ ]
  16. Mc 16, 16. [ ]
  17. Sl 119, 130. 1Cor 13, 11. [ ]
  18. Sl 107, 32. Ap 4, 4s. Missal, p. 787. Cf. Senior: De Chemia, p. 8. [ ]
  19. 1Cor 13, 12. Missal, p. 140. [ ]
  20. Mt 16, 19. Missal, p. 511. [ ]
  21. Ap 14, 4. Missal, p. 96. [ ]
  22. Ap 21, 10s. [ ]
  23. Sl 147, 3. Missal, p. 136. [ ]
  24. Cf. Aurora consurgens, II parte, in: Artis Auriferae, 1610, ibid., p. 141. [ ]
  25. Lc 1, 48. Missal, p. 305. [ ]
  26. Sl 145, 14. [ ]
  27. Cf. Aristóteles, Secreta Secretorum, 1528, fol. XXIX. V. também fol. XXX. [ ]
  28. Sl 18, 26. [ ]
  29. Sl 96, 6. Missal, p. 693. [ ]
  30. Cod. Ashmole 1420, fol. 15, 1.c. Cf. Consilium Coniugii, in: Ars Chemica, 1566, ibid., p. 56. Cf. também Rosarium, Manget, Livro III, p. 91b. [ ]
  31. Turba, ibid., p. 198. [ ]
  32. Cf. Mt 9, 21-22. [ ]
  33. Cod. Ashmole 1420, fol. 26, 1.c. Cf. Alphidius, in Petrus Bonus, Pretiosa Margarita novella, ibid., p. 40. Cf. também Assidius, in Consilium Coniugii, in: Ars Chemica, 1566, p. 205, 64, 150. [ ]
  34. Avicena, Mineralia, in: Artis Auriferae, 1610. Do mesmo modo no De Congelatione et Conglutinatione Lapidis, in: Thear. Chem., 1659, vol. IV, p. 883 e Aristóteles, Secreta Secretorum, 1528, cap. De Mineralibus. [ ]
  35. Cf. Tabula Smaragdina, ed. J. Ruska, p. 3. [ ]
  36. Cf. Aurora cons., II, in: Artis Auriferae, 1610, I, p. 151 e Aristóteles, Secreta Secretorum, 1528, fol. XXVI 2. [ ]
  37. Ap 2, 17. [ ]
  38. Cf. Aurora cons., II, cap. 22, in: Artis Auriferae, 1610, I, p. 157. [ ]
  39. Cf. Mt 9, 22. [ ]
  40. Cf. Jo 20, 19. Missal, p. 336. [ ]
  41. Turba, ibid., p. 220. [ ]
  42. Turba, ibid., p. 185. [ ]
  43. Rm 9, 33. Missal, p. 331. [ ]
  44. Jo 3, 18. Missal, p. 376. [ ]
  45. Sl 62, 9. [ ]
  46. Sl 22, 5. Missal, p. 229. [ ]
  47. 1Cor 13, 7. 1Cor 13, 4. Missal, p. 140. [ ]
  48. Jo 14, 21. Pr 8, 17. [ ]
  49. Pr 17, 17. [ ]
  50. Gregório Magno, In Evang. Homilia, XXX, Opera, Paris 1636, vol. II, col. 4091. [ ]
  51. Jó 2, 4. [ ]
  52. 2Cor 9, 6. Missal, p. 693. [ ]
  53. 2Cor 1, 7. [ ]
  54. Rm 2, 4-6. Cf. Sl 62, 13. [ ]
  55. Rm 15, 4. Missal, p. 50. [ ]
  56. Cf. Rosarium phil., Manget, Livro III, p. 114a. Cf. Provérbios de Geber, em Tomás de Aquino, Thesaurus Alchemiae Secretissimus, in: De Chem., 1659, vol. III, p. 278. [ ]
  57. Cf. Rosarium, Manget, Livro III, p. 114a. Cf. Tomás de Aquino, Thesaurus Alchemiae Secretissimus, in: Theatr. Chem., 1659, vol. III, p. 278 e Geber, Summa Perfectionis, cap. 12, in: De Alchimia, 1541, p. 17. [ ]
  58. Tg 5, 8. [ ]
  59. Turba phil., ed. J. Ruska, ibid., p. 200 e p. 202. [ ]
  60. Ibid. p. 199. [ ]
  61. Ibid., p. 216. [ ]
  62. Alphidius, v. Cod. Ashmole, 1420, 1.c., fol. 10, 1.c. [ ]
  63. 2Cor 3, 6. Missal, p. 438. [ ]
  64. Ef 4, 23-24. Missal, p. 467. [ ]
  65. Cf. Pretiosa Margarita novella, ibid., p. 38. [ ]
  66. Gl 6, 4. Missal, p. 443. [ ]
  67. Gl 6, 7. Missal, p. 443. Cf. também Rosarium, Manget, III, p. 107b, e Pretiosa Margarita novella, ibid., p. 116-117. [ ]
  68. Hb 13,17. Missal, p. 658. [ ]
  69. Fl 2, 8. [ ]
  70. Cf. Missal, p. 306 e 445. [ ]
  71. Cf. Senior: De Chemia ibid., p. 3s e p. 109. [ ]
  72. Cod. Ashmole, 1420, fol. 22-24. Cf. Consilium Coniugii, in: Ars Chemica, 1566, ibid., p. 108s. [ ]

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Anfiteatro da Sabedoria Eterna - 21 de Fevereiro



Versão antiga ou Vulgata Passagens citadas da Sacro Santa Escritura Nova tradução dos Provérbios a partir do hebreu, e da Sabedoria a partir do grego
52. → Convertam-se à minha correção; eis que → eu profiro o meu Espírito sobre vós e que → eu vos mostrarei as minhas palavras. Pr 1, 23. 52. Convertam-se à minha increpação; eis que eu retirarei o meu espírito em vós e que eu vos faço conhecer as minhas palavras.


  • Convertam-se - Arrependem-se, ó loucos que perderam o sentido e que enchem o mundo.
  • Eu profiro o meu Espírito sobre vós - Espalharei com efusão, ou melhor eu insuflarei em vós o meu Espírito que é a veia do intelecto, a fonte da Sabedoria, o rio da Ciência, o tesouro inesgotável das riquezas, tanto Corporais quanto Espirituais, ultrapassando todas elas em muito as riquezas dos Persas. Ver versículos 151 e 223.
  • Eu vos mostrarei - Como? Biblicamente, Macro et Micro-Cosmicamente; e eu vos comunicarei por intermédio de todas as coisas (que se apresentarão a vocês) a minha alma, a minha vontade e a minha sentença pela Cristiano-Cabala, pela Divino-Magia, e pela Físico-Química cujo estudo Tri-uno forma a verdadeira Teosofia (Sabedoria Divina) católica, versículo 142.

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Anfiteatro da Sabedoria Eterna - 20 de Fevereiro



Versão antiga ou Vulgata Passagens citadas da Sacro Santa Escritura Nova tradução dos Provérbios a partir do hebreu, e da Sabedoria a partir do grego
51. Até quando, → filhos, amareis vós → a infância, e → loucos, desejais vós aquilo que vos é prejudicial, e imprudentes, odiais vós a ciência? Pr 1, 22. 51. Até quando, simples, amais vós a simplicidade, e derrisórios, procurais vós a irrisão, e, loucos, odiais vós a ciência?


  • Filhos - Os filhos, são aqui aqueles que são designados no versículo 3.
  • A infância - A imperícia, a tontaria e a preguiça.
  • Loucos - Como nos versículos 201 e 205, desejarão vocês a malícia, soberbos, o orgulho e o desprezo de Deus e do Próximo; detratores, a detração?

    É a queixa da Sabedoria, provinda de uma verdadeira dor.

    Ó insensatos e loucos, para que abismo correis vós!

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Anfiteatro da Sabedoria Eterna - 19 de Fevereiro



Versão antiga ou Vulgata Passagens citadas da Sacro Santa Escritura Nova tradução dos Provérbios a partir do hebreu, e da Sabedoria a partir do grego
50. Ela clama à frente das assembleias e profere as suas palavras → às portas da cidade, dizendo: Pr 1, 21. 50. Ela clama à frente das assembleias tumultuosas, e às portas da cidade ela própria pronuncia os seus discursos e diz:


  • Às portas - À maneira dos juizes que, junto dos antigos, praticavam a justiça às portas da cidade, como num lugar público, à vista de todos, e no meio da multidão dos seres humanos.

    Aqui a Sabedoria distingue os carácteres, ordena os julgamentos, estabelece as leis, administra a justiça, exerce a retribuição, afim que apareçam e sejam manifestos os admiráveis e justos julgamentos de Deus; e afim que se manifeste a todos os olhos a Providência e a Sabedoria, não humana, mas Divina, que governa o Mundo.

    Com efeito, quando o juiz justo emite do alto do seu Trono o seu julgamento e quando ele promulga a sua sentença na sua vingança infinitamente justa e inesperada, a terra treme e cala-se.

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Anfiteatro da Sabedoria Eterna - 18 de Fevereiro



Versão antiga ou Vulgata Passagens citadas da Sacro Santa Escritura Nova tradução dos Provérbios a partir do hebreu, e da Sabedoria a partir do grego
49. → A Sabedoria (diz ainda o Rei muito sábio) → fala no exterior; ela faz ouvir a sua voz sobre as praças públicas. Pr 1, 20. 49. A Sabedoria (diz ainda o Rei muito sábio) clama no exterior; ela faz ouvir a sua voz sobre as praças públicas:


  • A Sabedoria - Palavra a palavra, em hebreu: As Sabedorias. Porque se lê: Hhochmoth, que é plural, porque ela é, com efeito, um Espírito múltiplo (Sb 7, 22) e polupoikilos, quer dizer multiforme (Ef 3, 10). Ver a terceira parte deste Anfiteatro, questão quarto.
  • Fala no exterior - Publicamente e na frente de todos, no Macro e no Micro-cosmo (versículo 37), para que os mortais não tenham desculpas no dia do julgamento (Rm 1, 20).

    Não apenas a Sacro Santa Escritura, mas também todas as Criaturas e todos os seres deste mundo (a erva mais ínfima ensina a presença de Deus, como canta o Poeta Cristão com justa razão), e a consciência do Homem falam-nos admiravelmente do Criador e Formador Tri-um de todas as coisas, quer dizer a própria Sabedoria, e mostram-nos Teo-Soficamente, Fisicamente, Físico-Medicamente, Físico-Quimicamente, Físico-Magicamente, Hiperfísico-Magicamente e Cabalisticamente a sua Bondade e o seu Poder infinito espalhado em todo o Universo, como de um lugar elevado acima de todas as coisas, de todos os tempos e de todos os lugares e do qual nós poderíamos ouvir, ver, observar e compreender.

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Anfiteatro da Sabedoria Eterna - 17 de Fevereiro



Versão antiga ou Vulgata Passagens citadas da Sacro Santa Escritura Nova tradução dos Provérbios a partir do hebreu, e da Sabedoria a partir do grego
48. Bem-aventurado aquele que me ouve, → que vigia quotidianamente no meu umbral e que espera à minha porta. Pr 8, 27. 48. Bem-aventurado aquele que me escuta permanecendo quotidianamente ao pé do meu umbral esperando às minhas portas.


  • Que vigia às minhas portas - As portas da Sabedoria Eterna são em número de três: a Bíblia sacrossanta, as Criaturas ou a Natureza, quer dizer o Macro-cosmo com toda a milícia celeste do exército Espiritual; e o Micro-cosmo, segundo o corpo e o espírito, e por último, a Alma (mens) Divina no ser humano.

    Ó feliz, três e quatro vezes feliz, e tanto nesta vida como na vida futura e bem-aventurada, aquele que, às portas da Sabedoria vela desde a manhã (como no versículo 170), que escuta diariamente (ver versículos 28 e 158), que vê Theosoficamente em toda a sua vida e que espera sabiamente às portas dela a Sabedoria verdadeira, falando maravilhosamente, respondendo e ensinando.

    Aqui aprenderá desta maneira e, se quiser, Todas as Coisas. Ver versículo 5. Ver a figura deste Anfiteatro.

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Citações da Sabedoria


Conduta boa

  • Riqueza, nobreza e sabedoria,
    sem boa conduta,
    não servem de nada.
    Apotegma anónimo arménio

Palavra de Deus

  • A Sabedoria divina é amiga do deserto.
    O Logos de Deus é solitário.
    Assim, aqueles que se querem entregar à contemplação
    procuram viver na solidão
    e esconder-se na obscuridade.

Peso da Sabedoria

  • A Sabedoria parece muito dura para quem não quer aprender;
    o insensato não consegue ficar junto dela.
    Ela pesa em cima dele como se fosse uma pedra enorme,
    e em pouco tempo ele a põe de lado.
    Eclesiástico 6, 20-21.
  • Que a Sabedoria seja como uma corrente nos teus pés,
    como uma canga no teu pescoço.
    Carrega-a nos teus ombros
    e não fiques irritado com as cordas que te prendem.
    Eclesiástico 6, 24-25.

Silêncio

  • Há três tipos de silêncios. O primeiro é o silêncio das palavras, o segundo é o silêncio dos desejos, e o terceiro é o silêncio dos pensamentos.

    O primeiro silêncio é perfeito. O segundo silêncio é mais perfeito. O terceiro silêncio é o mais perfeito.

    Com o primeiro silêncio, que é o das palavras, adquire-se a virtude. Com o segundo silêncio, que é o controle dos desejos, atinge-se a quietude. Com o terceiro silêncio, que é o dos pensamentos, adquire-se o recolhimento interior.

    Com o não falar, não desejar, e não pensar, chegamos ao verdadeiro e perfeito silêncio místico, onde Deus conversa com a alma, se comunica Ele próprio com ela, e no abismo da profundidade da própria alma, Ele ensina-lhe a mais perfeita e exaltada sabedoria.
    Miguel de Molinos - O Guia Espiritual

Solidão

  • A instrução e o amor da sabedoria
    requerem muita solidão e retiro.

Temor de Deus

  • A plenitude da Sabedoria consiste em temer o Senhor.
  • A coroa da Sabedoria consiste em temer o Senhor.
  • A raiz da Sabedoria consiste em temer o Senhor.



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Anfiteatro da Sabedoria Eterna - 16 de Fevereiro



Versão antiga ou Vulgata Passagens citadas da Sacro Santa Escritura Nova tradução dos Provérbios a partir do hebreu, e da Sabedoria a partir do grego
47. → Escutem a Disciplina e sejam Sábios afim de não a rejeitarem. Pr 8, 33. 47. Escutem a Erudição e sejam sábios e não a repudiem.


  • Escutem a Disciplina - O estudo da Sabedoria Divina é sempre mais suave que o Néctar e a Ambrósia, mas apenas para aqueles que compreendem, que desde a infância aprenderam a obedecer às injunções do Sábio, e que provaram previamente a amargura da Disciplina.

    O Sábio exorta-nos aqui a tantos cuidados e a tanta fidelidade, afim que nós ouçamos docilmente pela nossa própria vontade, sujeita à vontade Divina, o que o Espírito de Deus, Ruach Hhochmah El, nosso tutor muito fiel murmura suavemente aos ouvidos do nosso Espírito. Ó Santa Disciplina.

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Anfiteatro da Sabedoria Eterna - 15 de Fevereiro



Versão antiga ou Vulgata Passagens citadas da Sacro Santa Escritura Nova tradução dos Provérbios a partir do hebreu, e da Sabedoria a partir do grego
46. → Agora portanto, meus filhos, escutem-me. Bem-aventurados → aqueles que guardam as minhas vias. Pr 8, 32. 46. Agora então, meus filhos obedeçam-me, e bem-aventurados aqueles que guardarem as minhas vias.


  • Agora - Seguidamente, dado que tu entendeste quem, qual e quanto grande Eu Sou, Eu, a Sabedoria.
  • Aqueles que guardam as minhas vias - quer dizer, aqueles que servem e realizam os meus mandamentos.

    Vocês são meus amigos, diz Cristo, a Sabedoria incarnada, S. João 15, 14, se vocês Realizarem as coisas que eu vos ensino.

    E Ibid. cap. 13, vers. 17. Vocês serão Bem-aventurados se vocês as Realizarem.

    S. Lucas 8, 21: São a minha mãe e os meus irmãos, aqueles que ouvem o verbo de Deus e o Realizam.

    Fazer o que ensina a Sabedoria de Deus, é caminhar nas suas vias.

    É por isso, que aquele que quer adquirir a vida, corrige primeiro a sua vida, afim que a vida venha a ele.

    Cristo é o Arquétipo que ensina, induz e que deve ser imitado pelo Sábio Bem-aventurado e verdadeiramente Cristão.

    É necessário observar que, durante todo o tempo que residimos sobre esta terra, apesar de ser necessário que existamos e vivamos neste Mundo, nós devemos no entanto fugir diariamente e abandonar o mundo imundo.

    Como fazer isso? Se nós não aderirmos, quero dizer, pelo coração, pelas palavras e pelos atos aos mundanos imundos, então nós não vivemos mundanamente com este mundo imundo; então seguimos Cristo e imitamos o Arquétipo pela vida Teosófica. E isto, é aproximar-se de Deus.

    Quem se aproxima dele será iluminado, conjunto e unido a ele.

    É necessário que aquele que escolhe a união se Deifique e as sublimes contemplações tornam-se pela seu alma, espirituais, boas e sublimes no Espírito do Todo-Poderoso.

    A conjunção e a união faz-se entre semelhantes e não entre dissemelhantes.

    Em vez de se extraviar na circunferência mundana, é no centro, quer dizer Deus, que se encontrará e que se conhecerá Deus ele próprio. Ver o versículo 132.

    Por esta via da Sabedoria, tu te afastarás do mundo na companhia de Cristo, apesar de tu continuares a viver e a conversar diariamente neste Mundo; porque apesar de estares mundanamente no meio dos vivos, tu não vives mundanamente, mas Teosoficamente, e com Cristo.

    Cristo comia e conversava com os pecadores, os Publicanos, os Fariseus, os heréticos; tu igualmente poderás fazer o mesmo, tu que eras há um momento atrás um enorme pecador, um Publicano, um Fariseu, um herético, etc.

    Que permaneça portanto no centro, aquele que prossegue um objetivo cabalístico. Porque não é muito bom sair dele, enquanto que é bem melhor lá ficar.

    Ó Iahweh, permanece em mim, afim que eu permaneça em ti; constitui-me teu Cristóforo, para que eu emerja do abismo deste mundo imundo, que eu evite os rochedos e que eu atinja felizmente o porto com a maior segurança, guardando as tuas vias. Amém.

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Aurora Nascente - 9. Quarta parábola: Da fé filosófica, que consiste no número três


  1. Quem fizer a vontade do meu Pai e rejeitar este mundo no mundo, eu lhe darei um trono para se sentar comigo no meu reino 1, no sólio de David e nos tronos das tribos de Israel 2.
  2. Esta é a vontade do meu Pai: que o conheçam como o único Deus verdadeiro e a nenhum outro, ele que dá em abundância e sem censura 3 a todos os povos em verdade, e seu filho unigênito, Deus de Deus, luz da luz, e Espirito Santo que procede de ambos, igual ao Pai e ao Filho em divindade.
  3. Pois no Pai está a eternidade, no Filho a igualdade, no Espirito Santo o liame da eternidade e da igualdade.
  4. Diz-se mesmo que tal como é o Pai, tal é o Filho e tal é também o Espirito Santo 4, e os três são um só 5, isto é, corpo, espírito e alma 6, pois toda a perfeição consiste no número três, isto é, a medida, o número e o peso 7.
  5. Pois o Pai não provém de ninguém, o Filho provém do Pai, e o Espírito Santo provém de ambos; ao Pai é atribuída a sabedoria, mediante a qual ele conduz e ordena as coisas com doçura, ele cujos caminhos são imperscrutáveis e os juízos incompreensíveis 8; ao Filho é atribuída a verdade 9, pois quando ele se manifestou, assumiu algo que não era, perfeito Deus e perfeito homem, existindo numa carne humana e numa alma racional; Ele que por ordem do Pai e com a cooperação do Espírito Santo 10 salvou o mundo perdido pelo pecado dos pais.
  6. Ao Espírito Santo é atribuída a bondade - ele torna celestes as coisas terrestres e isto de um tríplice modo: batizando pela água, pelo sangue e pelas chamas.
  7. Pela água, ele atua vivificando e purificando, pois ele lava toda a imundície e afasta todos os vapores das almas, como está escrito: Tu fecundas as águas pela vivificação das almas 11.
  8. Porque a água é o alimento de tudo o que vive 12.
  9. Por isso também a água que desce do céu inebria a terra 13 e a terra dela recebe aquela força que pode dissolver todo o metal 14.
  10. Por isso ela lhe pede (essa força), dizendo: Envia o teu alento espiritual, isto é, a água, e elas (as coisas) serão novamente criadas; e tu renovarás a face da terra, pois inspiras a terra quando a fazes tremer, e tocas as montanhas, fazendo-as fumegar 15.
  11. Quando porém batiza com sangue, atua nutrindo, tal como é dito: Fez-me beber da água da sabedoria que me trouxe a salvação 16, e o seu sangue é verdadeira bebida 17, pois a sede da alma está no sangue, como diz Senior: A própria alma permanece na água 18, que lhe é semelhante em calor e umidade 19 e na qual consiste toda a vida 20.
  12. Quando porém batiza pelas chamas ígneas, ele infunde-se na alma e dá-lhe a plenitude da vida 21, pois o fogo dá forma e completa o todo, como é dito: E ele soprou-lhe na face um alento de vida e então quem antes estava morto tornou-se uma alma vivente 22.
  13. Os filósofos dão testemunho do primeiro, segundo e terceiro efeitos, dizendo 23: A água preserva o feto durante três meses no ventre da mãe, o ar nutre-o nos três meses seguintes e nos últimos três meses o fogo protege-o.
  14. A criança jamais viria à luz antes da consumação desses meses; então ela nasce e é vivificada pelo sol, pois este é o vivificador de todas as coisas mortas.
  15. É por este motivo que se diz que este espírito, devido à excelência dos seus dons septiformes 24, atua sobre a terra mediante sete virtudes: Primeiro, ele aquece a terra que por sua frialdade é morta e árida (como por exemplo podemos ver na cal); daí a palavra do profeta: O meu coração ardeu em mim e na minha obra o fogo inflamou-se 25.
  16. E o livro da Quintessência diz: O fogo ao penetrar, tornando sutil pelo calor, consome todas as partes terrestres que têm muita matéria e pouca forma.
  17. Enquanto o fogo possui matéria, não cessa de atuar, querendo imprimir a sua forma à substância passiva.
  18. E Calid Minor diz: Aqueci a frialdade de um com o calor do outro 26; e Senior diz: Que o masculino esteja sobre o feminino, isto é, o quente sobre o frio 27.
  19. Em segundo lugar, ele extingue o fogo intenso provocado pela combustão 28, acerca do que diz o profeta: E o fogo inflamou-se na sua assembléia e a chama consumiu os pecadores sobre a terra 29; ele apaga este fogo nas suas devidas proporções, e daí esta alusão: refrigério no calor ardente 30.
  20. E Calid Minor: Extingui o fogo de um pelo frio do outro.
  21. E Avicena: Há uma coisa na qual existe a combustão - e a primeira coisa que dela se desprende é uma força ígnea, mais suave e mais digna do que as forças dos outros elementos 31.
  22. Em terceiro lugar ele amolece, isto é, liquefaz a dureza da terra e dissolve as suas partes densas e muito compactas, acerca do que está escrito: A chuva do Espírito Santo liquefaz 32.
  23. E o profeta: Ele envia a sua palavra e a liquefaz, o seu espírito sopra e as águas correm 33.
  24. E está escrito no livro da Quintessência que o ar abrirá os poros de regiões da terra, a fim de que ela receba a virtude do fogo e da água.
  25. E noutra parte está escrito: A mulher dissolve o homem e este a fixa, isto é, o espírito dissolve (e amolece) o corpo, e o corpo solidifica o espírito.
  26. Em quarto lugar, o espírito ilumina, quando expulsa todas as trevas do corpo, e acerca disso diz o hino: Expulsa as trevas horríveis do nosso espírito 34, e acende uma luz para os sentidos 35.
  27. E o profeta: Ele guiou-os toda a noite à luz do fogo 36, e então a noite se tornará clara como o dia.
  28. Senior também diz: Ele torna branco tudo o que é negro e vermelho tudo o que é branco 37, pois a água branqueia e o fogo ilumina.
  29. Ele brilha como um rubi através da alma que tinge, o que ele adquiriu pela virtude do fogo 38; por isso o fogo é designado como aquele que tinge.
  30. E no livro da Quintessência é dito: Vês uma luz maravilhosa nas trevas 39.
  31. E no livro Turba Philosophorum está escrito que, se as nuvens alvejam a superfície, não há dúvida que alvejarão também as suas partes interiores 40.
  32. E Morienus diz: Já eliminamos o negro e fizemos o branco, com o sal [a]natrão, isto é, com o espírito 41.
  33. Em quinto lugar, ele separa o puro do impuro, quando remove todos os acidentes da alma, que são vapores ou odores do mal, tal como se diz: O fogo separa as partes heterogéneas e junta as homogéneas 42.
  34. Por isso diz o Profeta: Tu provaste-me pelo fogo e não se achou iniquidade em mim 43, e também: Passamos pelo fogo e pela água e tu nos conduziste ao repouso e ao refrigério 44.
  35. E Hermes diz: Separarás o espesso do sutil, a terra do fogo 45.
  36. E Alphidius: A terra liquefaz-se e torna-se água; a água liquefaz-se e torna-se ar, o ar liquefaz-se e torna-se fogo (o fogo liquefaz-se e torna-se terra glorificada) 46.
  37. Rasis diz a este respeito que a operação da preparação perfeita é precedida de uma certa purificação das substâncias, que alguns chamam de preparação ou limpeza, outros, de ratificação e outros ainda, de ablução ou separação.
  38. Mas o próprio espírito, que atua de sete formas 47, separa as partes mais puras das impuras, a fim de que, uma vez retiradas as partes impuras, as obras se completem com as puras 48.
  39. Hermes alude a esta quinta virtude no seu "Segredo": Deves separar suavemente a terra do fogo, o sutil do espesso, etc 49.
  40. Em sexto lugar, exalta as coisas inferiores, quando traz à superfície a alma profunda e escondida nas entranhas da terra, acerca do que diz o Profeta: Aquele que, na sua força, faz sair os presos 50.
  41. E também: Fizeste a minha alma sair do fundo do inferno 51.
  42. E Isaías: O Espirito do Senhor elevou-me 52.
  43. E os filósofos: Quem tornar o oculto manifesto 53 conhece toda a obra, e quem conhece o nosso cambar 54 (isto é, fogo), este é o filósofo.
  44. Morienus também diz: Quem tiver elevado a (sua) alma verá as suas cores.
  45. E Alphidius: Se este vapor não se elevar, não obterás nada 55, pois é por ele, com ele e nele que se realiza toda a obra 56.
  46. Em sétimo e último lugar, ele inspira quando, pelo seu alento, torna espiritual o corpo terrestre, e acerca disso se canta: Soprando, tornas os homens espirituais 57.
  47. Salomão: O espírito do Senhor enche a terra 58.
  48. E o Profeta: Toda a força deles vem do sopro da sua boca 59.
  49. E Rasis diz na "Lumen Luminum" (Luz das luzes): As coisas pesadas não podem ser aliviadas se não se ligarem às leves, nem as coisas leves podem ser levadas ao fundo se não se ligarem às pesadas 60.
  50. E na Turba: Tornai os corpos incorporais 61 e o fixo, volátil; mas tudo isto é realizado e completado pelo nosso espírito, pois só ele pode tornar puro o que foi concebido de uma semente impura 62.
  51. A Escritura acaso não diz: Lavai-vos nele e sereis puros 63 ?
  52. E foi dito a Naamã (o sírio): Vai e lava-te sete vezes no Jordão e serás purificado 64.
  53. Pois há um batismo para a purificação dos pecados 65, como testemunham a fé e o profeta.
  54. Quem tiver ouvidos para ouvir, ouça o que o Espirito (Santo) da doutrina diz aos filhos da ciência acerca da virtude do espírito septiforme, que impregna toda a Escritura e a que os filósofos aludem com estas palavras: Destila sete vezes, e então fizeste a separação da umidade corruptora.

Notas
  1. Mt 12, 50. Ap 3, 21. [ ]
  2. Is 9, 6. Mt 19, 28. Missal, p. 545. [ ]
  3. Cf. Tg 1, 5. [ ]
  4. Credo de Niceia. [ ]
  5. Missal, p. 33-34. Missal, p. 334 e 648. [ ]
  6. Cf. Senior: De Chemia ibid., p. 45. [ ]
  7. Cf. Bb 11, 20. [ ]
  8. Rm 11, 33. Cf. Is 45, 15. Cf. Missal, p. 391. [ ]
  9. Missal, p. 29. [ ]
  10. Missal, p. 22. [ ]
  11. Notcero, o gago: Hino de Pentecostes (Migne P. L., CXXXI, col. 1012-1013). Missal, p. 300/301. [ ]
  12. Cf. Senior: De Chemia ibid., p. 70. [ ]
  13. Is 55, 10. Sl 65, 10. Missal, p. 545. [ ]
  14. Cf. Turba, ibid., p. 218. [ ]
  15. Sl 104, 30-32. Missal, p. 365. [ ]
  16. Eclo 15, 3. Missal, p. 776. [ ]
  17. Jo 6, 55-56. Missal, p. 401. [ ]
  18. Senior: De Chemia, p. 31. [ ]
  19. Ibid., p. 19. [ ]
  20. Ibid., p. 31, 33 e 58. [ ]
  21. Ibid., p. 44. [ ]
  22. Gn 2, 7. [ ]
  23. Cf. Manget, Livro III, p. 135b; e Calid: Liber trium verborum, in: Artis Auriferae, 1610, ibid., Basileia, p. 228/229 e Consilium Coniugii, in: Ars Chemica, 1566, ibid., p. 203 e 233. [ ]
  24. Missal, p. [142]. [ ]
  25. Sl 39, 4. Missal, p. 608. [ ]
  26. Cf. Calid: Liber trium verborum, in: Artis Auriferae, 1610, ibid., Basileia, p. 226/227. Cf. também Turba Philosophorum, ibid., p. 175. [ ]
  27. Senior: De Chemia, p. 33. Cf. também Margarita Pretiosa novella, ibid., p. 123 e Consilium Coniugii, in: Ars Chem., 1566, ibid., p. 86. [ ]
  28. Cf. Aurora consurgens II, in: Artis Auriferae, 1610, I, p. 148. [ ]
  29. Sl 106, 17-19. [ ]
  30. Missal, p. 370. [ ]
  31. Avicena: De re recta ad Hasen regem epistola. Theatr. Chem., 1659, vol. IV, p. 866. [ ]
  32. Cf. Eclo 39, 6. Missal, p. [41]. [ ]
  33. Sl 147, 18. Missal, p. 365. [ ]
  34. Notcero, o gago: Hino de Pentecostes (Migne P. L., CXXXI, col. 1012-1013). Missal, p. 53 e 173. [ ]
  35. Missal, p. [143]. [ ]
  36. Sl 78, 14. Sb 10, 17. Missal, p. 680. [ ]
  37. Senior: De Chemia, p. 63. [ ]
  38. Senior: De Chemia, p. 66. [ ]
  39. Cf. Alberto Magno, De rebus metallicis, Colónia 1569, libr. I, cap. 1, p. 65 e 126. [ ]
  40. Cf. Turba, ibid., p. 190. [ ]
  41. Morienus Romanus: De Transmutatione metallorum, in Artis Aurifirae, II, Basileia 1593, p. 31. [ ]
  42. Cf. Pretiosa Margarita novella, ibid., p. 86, e Consilium Coniugii, in: Ars Chemica, 1566, ibid., p. 252. [ ]
  43. Sl 17, 3. Missal, p. 694. [ ]
  44. Sl 66, 12. [ ]
  45. Tabula Smaragdina, ed. J. Ruska, p. 3. [ ]
  46. A versão entre parênteses encontra-se em P. em vez da frase precedente. Cf. Clangor buccinae, in: Artis Auriferae, ibid., 1610, p. 317, e Consilium Ciniugii, in: Ars Chemica, 1566, ibid., p. 228/229 e excertos de Nic. Flamel a partir de Demócrito. Theatr. Chem., 1604, I, p. 891. [ ]
  47. Cf. Missal, p. [143]. [ ]
  48. Cf. Aristóteles, De perfecto magisterio, Theatr. Chem., 1659, vol. III, p. 79 e Menget: Bibl. Chem., III, p. 134a, Scala philosophorum, do mesmo modo parte do Aristotelis Tractatulus, Artis Auriferae, ibid., 1610, I, p. 233 e o Rosarium, ibid., II, p. 271. [ ]
  49. Tabula Smaragdina, ed. J. Ruska, p. 3. Cf. p. 20, nota 4. [ ]
  50. Sl 68, 7. [ ]
  51. Sl 86, 13. [ ]
  52. Is 61,1. Ez 3, 14. [ ]
  53. Avicena: Declaratio Lapidis Physici Filio suo Aboali. Theatr. Chem., 1659, vol. IV, p. 878. [ ]
  54. Cf. Turba, ibid., p. 205. [ ]
  55. Cf. Consilium Coniugii, in: Ars Chemica, 1566, ibid., p. 121. [ ]
  56. Cod. Ashmole 1420, fol. 26, 1.c. [ ]
  57. Notcero, o gago: Hino de Pentecostes (Migne P. L., CXXXI, col. 1012-1013). [ ]
  58. Sl 1, 7. Missal, p. 366. [ ]
  59. Sl 33, 6. Missal, p. 380. [ ]
  60. Cf. Aristóteles, De perfecto magisterio, Theatr. Chem., 1659, vol. III, p. 79 e Menget: Bibl. Chem., III, p. 129a e 133b (Rosarium II). [ ]
  61. Cf. Turba, ibid., p. 220/221 e 236. [ ]
  62. Jó 14, 4. [ ]
  63. Is 1, 16. [ ]
  64. 2Rs 5, 10. [ ]
  65. Credo, Missal, p. 8. [ ]

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