Teosofia Prática – Da vida de luz


  1. A terceira vida é a santa Vida de Luz;

    ela está escondida, inativa e insensível no ser humano natural, o seu Fogo é o do Amor divino onde arde a vontade do Regenerado.
  2. Isto parte também do Fogo do coração;

    mas num grau mais profundo, como se verá no capítulo seguinte. 1
  3. O seu alimento é a celebre presença, a carne e o sangue de Cristo;

    e as sua potências no corpo novo são o amor humilde, a suavidade, a justiça, a verdade, etc.

    Ela gera também as sete Formas espirituais, mas na humilhação e na humildade.
  4. A sua ação, o seu movimento é o Espírito Santo, produtor da alegria celeste;

    porque ele dá, ao Fogo da alma, a água suave da Vida eterna, para se refrescar e fazer da Angústia uma Jubilação.
  5. Este Espírito dá os raios da sua Tintura à vida sensível externa e retém, em baixo e em cima, as influências venenosas da constelação e do Diabo. 2

Notas
  1. A "Vida de luz" tem também o seu Centro no coração, mas na maior profundamente dentro do coração. Este Centro está representado na Figura 3 por uma esfera no coração com a palavra «Jesus». [ ]
  2. A Tintura está representada na Figura 0 pelo Número 9. [ ]

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Teosofia Prática – Da vida da alma


  1. A Vida da alma sai do Fogo eterno interior, que tem também o seu Centro no coração, mas mais profundamente;

    ele é representado na figura seguinte 1 por um Globo escuro colocado por baixo do coração.

    É o dragão ígneo ou Espírito deste Mundo;

    e ele está também unido com a primeira vida do homem com a mulher;

    a sua raiz está no Abismo.
  2. Ele gera igualmente sete estaturas, mas que não produzem mais do que a angústia, o sofrimento e a vaidade, como se vê nos diabos e nos seres humanos não regenerados. 2

    São os sete selos que o Diabo imprime na alma, para que ela não se aperceba do Fogo divino, no amor do qual ela se deveria reconfortar. (Ap 5).
  3. O seu alimento é em parte as Essências do corpo exterior, em parte as estrelas e os elementos ígneos do Diabo, quer a presunção, a soberba, a inveja, a cólera, a hipocrisia, os crimes e todos os pecados;

    o seu espírito é o sopro irascível de Deus, que impulsiona e governa o ser humano.
  4. Segundo o corpo terrestre, é a luz do sol do qual ele se serve;

    mas em si próprio, ele opera fora do corpo, duma forma diabólica, como os gatos, as ratazanas, os ratos e os animais noturnos.
  5. Nessas duas Vidas, sob a forma humana, o ser não é mais do que um animal diabólico;

    ele tem exteriormente uma qualidade suave ou selvagem, e segundo a alma ele não é mais que um verme repugnante.
  6. Porque toda a vontade própria é um puro diabo;

    e quando a vida exterior cessa, a alma encontra-se na sua vontade adquirida no abismo tenebroso com os diabos.

Notas
  1. A "Vida da alma" tem também o seu Centro no coração, mas mais profundamente dentro do coração. Este Centro está representado na Figura 2 por um Globo escuro colocado por baixo do coração. [ ]
  2. O dragão ígneo, ou Espírito deste Mundo, está representado na Figura 0 pelo Número 8. [ ]

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Teosofia Prática – Da vida exterior


  1. A Vida exterior, gerada como uma semelhança do mundo interior ou eterno, tem o seu Centro no coração exterior, na carne e no sangue;

    ela é comum a todos os animais que não procuram mais do que se alimentar e do que se reproduzir.
  2. O seu alimento é a constelação com os seus elementos, e o ar que sopra sobre o fogo do coração;

    esta vida tem a sua irradiação nas sete formas da Natureza externa, que lhe dão inteligência, a governam e a excitam, 1

    ela tem um começo e um fim temporal, e rompe-se até dentro da Tintura ou a Essência que reside dentro do Fogo;

    mas os animais não são nada assim.

Notas
  1. As sete formas da natureza externa estão representadas na Figura 0 pelos Número 1 até Número 7. [ ]

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Teosofia Prática – Da tripla vida do ser humano


  1. Quando o leitor, amigo da Sabedoria, procura Deus nos seus milagres, e quando ele quer contemplar em si o Ternário oculto, é preciso antes de tudo que ele reentre em si próprio, e que ele aprenda a conhecer-se até ao fundo na sua génese e na sua vida tripla, porque ele é em si a imagem eterna de Deus segundo os mundos da treva e da luz.
  2. E da mesma forma que esses Três, que são apenas Um, se distinguem nas suas Essências, e nas suas operações, assim é a tripla vida do ser humano, e ela não pode ser concebida de outra forma: cada um fica na sua vontade própria, no seu fogo ou no seu espírito.
  3. Cada fogo tem também o seu Centro próprio, e deseja o alimento particular que lhe é agradável;

    e ele não toma nenhum outro, é por isso que se encontra nos seres humanos formas de viver diferentes.

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Teosofia Prática - Do ser humano natural - Prólogo


  1. Na Figura aqui presente, que é a primeira do nosso autor Central e iluminado, o caro leitor aprende o que é a queda de Adão e como é que ele rompeu completamente com Deus e o Sim.
  2. Ele tornou-se num raio pessoal, da Essência estrangeira e falsa, que se chama a mentira.

    É Satanás, a antiga serpente, elevada nos corações dos nossos primeiros pais, e que devido a isso, o nosso adorável Salvador, que é para nós espírito e vida, chama o pai da mentira (Jo 8, 44).

    Essa essência roda sobre ela própria, para o bem e para o mal, e só atinge o sol exterior.
  3. A alma está morta interiormente, ela tornou-se no inferno onde atua a corrupção eterna.
  4. Que o ser humano se afaste dela, portanto, para bastante longe e volte a sua coragem para Deus.
  5. É o que se chama fazer penitência;

    a operação é no coração, as orações arrastam-no com força para fora do Abismo infernal, batendo com violência à porta do Céu e atraem-no a ele na Fé.
  6. Isto compreende a regeneração;

    a centelha da fé brilha nas profundezas da Alma;

    o coração passa pelo Fogo da Angústia, na santa combustão da qual se elevam a confiança e o abandono em Deus, e Jesus deseja uma estatura no coração.
  7. Com isto, a Fé na força de Jesus estoira através de toda a potência de Satanás;

    e todas as cadeias da cólera e da obscuridade, que garrotavam a alma nas Formas da Natureza, são quebradas, e o jugo de Satanás é rejeitado.
  8. Isto acontece pela morte;

    Jesus mostra-nos isto pela sua morte, que é preciso sofrer uma semelhante agonia, quando a nossa alma, que se estende com todas as suas forças pela oração diante de Deus, se torna ela própria a árvore da Cruz.

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Teosofia Prática - 2. Do ser humano natural


Capítulo segundo

Do ser humano natural

Figura 1

  1. Prólogo
  2. Da tripla vida do ser humano
  3. Da vida exterior
  4. Da vida da alma
  5. Da vida de luz
  6. Da queda de Adão
  7. Dos dois fogos
  8. Do combate entre as sementes
  9. Do corpo animal
  10. Da queda de Adão
  11. Do Fogo
  12. Da alma de Fogo
  13. Da Vontade própria
  14. Da morte da Vontade
  15. Do chamamento de Deus
  16. Da obediência ao Criador
  17. Do dragão do fogo
  18. Das desculpas da alma
  19. Do macaco da Sabedoria divina

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Teosofia Prática - Do ser humano natural – Figura 1


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Figura 1 – O Ser Humano Natural


Legenda da Figura 1: 1

  • Escrito no cimo da figura:
    «O Homem natural terrestre tenebroso em Estrelas e Elementos»
  • Desenhado no ser humano: 2
    • Número 1: Esfera de Saturno (no topo da cabeça),
    • Número 2: Esfera da Lua (no baixo ventre),
    • Número 3: Esfera de Júpiter (na testa),
    • Número 4: Esfera de Mercúrio (na barriga),
    • Número 5: Esfera de Marte (no peito),
    • Número 6: Esfera de Vénus (no estômago),
    • Número 7: Esfera do Sol (no coração).
  • Escrito no ser humano:
    • Escrito na testa (entre o símbolo de Saturno, em cima, e o símbolo de Júpiter, em baixo):
      «Orgulho»
    • Escrito no queixo:
      «Avareza»
    • Escrito no peito (por baixo do símbolo de Marte):
      «Inveja»
    • Escrito no coração (por cima e por baixo do símbolo do Sol):
      «Egoísmo»
    • Escrito na barriga (por baixo do símbolo de Vénus, ao lado do símbolo de Mercúrio, e por cima do símbolo da Lua):
      «Cólera»
  • Escrito nos dois lados das pernas:
    «Elementos = Regiões:
    Fogo – Coração,
    Água – Fígado,
    Terra – Pulmões,
    Ar – Bexiga.»

Notas
  1. Esta é a primeira figura do Autor. Par. 1, p. 27. [ ]
  2. Notar que nesta Figura 1, a espiral (o Caminho do Peregrino) começa na esfera de Saturno (o Número 1) tal como na Figura 0. Mas nesta Figura 1, a espiral termina na esfera do Sol (o Número 7). A parte restante da espiral (desde o Número 8 até ao Número 10) contínua já no interior do corpo humano, e encontra-se representada nas figuras seguintes. [ ]

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Teosofia Prática – Da alma ígnea


  1. Quando o ser humano arranca a sua alma ígnea da luz divina, e quando ele coloca a sua vida própria na constelação exterior, a sua alma torna-se no dragão vermelho de fogo com sete cabeças, que é cavalgado pela prostituta da constelação do entendimento exterior, e que combate o Altíssimo no abismo da Luz, assim como se explica no capítulo seguinte.
  2. Mas se a alma ígnea permanece na humildade, e se ela tira do amor o alimento da sua combustão, ela torna-se num anjo do Senhor, pela qual se manifesta a Sua majestade e a Sua mansidão;

    ela se desposa com Sofia, assim como é dito no terceiro capítulo;

    ela combate o dragão ígneo da ipseidade (quarto capítulo);

    ela está constantemente armada com o gládio do Espírito (segundo capítulo);

    e ela vive como um sacerdote de Deus, santamente, modestamente e na abnegação.

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Teosofia Prática – Do Princípio médio


  1. Em segundo lugar, a alma não aclarada, encontrará ainda uma pedra no seu caminho, se ela crê que, dentro do ser humano interior regenerado, o Princípio médio é o da Luz;

    vê-se na figura correspondente que o mundo ígneo é o centro e o ponto de separação entre a Natureza exterior temporal e entre a Natureza interior eterna.
  2. O estudante deve estar seguro que esta figura reproduz bem a ordenação da Natureza eterna no interior;

    ele notará que o primeiro Princípio, como raiz ígnea, se apresenta como saindo do centro ou se elevando de baixo;

    também, que toda a ordenação se desenvolve como uma vegetação.
  3. Isto só é dado para os simples, fracos de concepção e facilmente fatigados com a busca, porque tudo isto está cheio de Confusão.

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Teosofia Prática – Do Spiritus Mundi


  1. Mas quando a Natureza Eterna se organiza em formas, as três primeiras são tomadas para o primeiro Princípio;

    e o Fogo como gerador necessário da vida.
  2. Isto deve-se também entender do Spiritus Mundi que foi dado aos filhos de Israel, sobre o monte Sinai, pela lei de Moisés, - que é a natureza desse Pai, chamado na forma ígnea, um Deus ciumento e colérico, e um fogo consumidor.
  3. Da mesma forma que na quinta forma da Natureza eterna, Deus é chamado uma luz de amor.

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Teosofia Prática – Da alma não exercitada


  1. Muitas almas se amaldiçoarão no dia da Revelação, por terem estado tão próximas duma tal graça, por a terem perseguido até ao fim e por não terem aproveitado dela.
  2. A alma não exercitada terá um véu diante dos olhos, porque, na Figura aqui representada, o Pai está na oitava forma, enquanto que nas rodas da Natureza eterna, Ele está na quarta.
  3. Porque, na dita Figura, começa-se na Natureza exterior, onde a vida humana rola e turbilhona desde fora até dentro.
  4. Esta última é tripla como o exterior terrestre;

    vem em seguida a Vida – ígnea – Astral de quem elas participam ambas;

    e a Vida ígnea interior com a sua raiz dentro das trevas é o ponto de origem do espírito ou da luz interior da vida.

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Teosofia Prática – Do cavar na alma


  1. Quanto mais a alma cava nela, mais ela se aproxima de Deus, até que por fim ela pára diante da Santa Trindade;

    então ela atinge um profundo conhecimento.
  2. Depois o Espírito de Deus sai com a alma até à Natureza mais exterior e mostra-lhe, adiante e atrás, a geração do Um, como majestade do Ternário, através das Sete Formas;

    e a alma sente uma alegria bem maior nessa ciência que em todos os tesouros do mundo.
  3. Porque o que é que pode ser mais caro a uma alma do que Deus, o amor eterno, cujo doce sabor ultrapassa todo o entendimento humano, e conquanto o retórico e o poeta mais hábil aí empregassem toda a sua arte, eles não a conseguiram no entanto exprimir.

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