Teosofia Prática – Do dragão do fogo


  1. Assim, essa Liberdade divina separou-se em ti do Abismo da Luz, fez-se Deus, e ela reina agora com as suas Formas de Natureza exterior, sobre o entendimento e os sentidos, dirige a alma, combate e contradiz Deus no fundo mais interior, faz o que lhe agrada, e o que é agradável à carne, é um Diabo, um dragão do fogo e uma serpente, que Deus tem que combater com a sua forte Potência irascível, capturar, submeter, pulverizar e rejeitar.
  2. Mas, que Deus venha interiormente em socorro da pobre alma aprisionada pelo seu Espírito Santo, e que Ele desperte nela o seu Fogo de Amor para que ela tenda em direção a um claro esplendor afim de que a Vontade egoísta chegue a ver a fealdade do dragão.

[ Anterior ] [ Índice ] [ Seguinte ]


Início » Textos » Prática » Ser humano natural » Do dragão do fogo

Teosofia Prática – Da obediência ao Criador


  1. Dentro do homem avaro, Deus insuflou o livre arbítrio, as sete Formas para a produção da eterna Trindade, e da Sabedoria divina; Ele ordenou o entendimento, com os cinco sentidos para o socorro exterior; afim de que a Vontade livre reine dentro de todas as criaturas, e que as maravilhas de Deus sejam manifestadas.
  2. Mas o fim dessa vontade é o de se submeter e de obedecer ao Criador, de estar aberta humildemente ao abismo da Luz divina pelo que ela quer operar e revelar; a Vontade deve comer com fé o Verbo do Senhor, como a carne e o sangue crístico do ser humano interior; em vez de se alimentar dos frutos terrestres vindos do corpo exterior.

[ Anterior ] [ Índice ] [ Seguinte ]


Início » Textos » Prática » Ser humano natural » Da obediência ao Criador

Teosofia Prática – Do chamamento de Deus


  1. É com tais representações que o Diabo imobiliza a maior parte dos seres humanos; e apesar de Deus os chamar diariamente, a toda a hora, para o Seu festim, um desculpa-se com o rebanho, o outro com o seu campo, o terceiro com o casamento terrestre, e o quarto terá necessidade de longos anos para se tornar devoto.
  2. Deus não aceita a Vontade egoísta; ela não passa de um demónio adverso e obscuro dentro do ser humano, e que pertence ao inferno e não ao céu.
  3. Mas se o ser humano, ainda carregado pelos liames da carne e do sangue, não quer passar pelo Fogo da Cólera divina e deixar que ela consuma o seu egoísmo, será preciso que ele aguente a prova depois da sua vida terrestre; e isso não será assim tão suave. Que aquele que tem ouvidos que oiça.

[ Anterior ] [ Índice ] [ Seguinte ]


Início » Textos » Prática » Ser humano natural » Do chamamento de Deus

Teosofia Prática – Da morte da Vontade


  1. Sim, respondeu a Vontade criatural; eu não posso nada sem Cristo, eu não posso alienar nada por mim própria, nem dar nada a Deus que Ele não o permita; se Ele quer levar-me ao combate contra mim própria, que Ele me arme com o Espírito da oração, a fim de que eu possa perseverar. Porque aquele que põe a mão no arado e que a tira, é incapaz do reino de Deus. Eu prefiro permanecer na minha simplicidade do que me esforçar por coisas superiores; eu permaneço assim pacífica e tranquila; se eu não sou chamada à sexta hora, Deus pode chamar-me na décima primeira; quem se carrega a si próprio com uma cruz, deve carregá-la; se Deus quer dar-me uma, Ele saberá bem onde encontrar-me.
  2. Resposta: Tudo isso é verdadeiro, caro amigo, a tua opinião é muito boa; mas tu diabolizas-te mais uma vez, tu cobres a tua consciência com folhas de figueira, pensando que Deus não vê o teu egoísmo numa tal obscuridade. Se tu não o sabias, e se a Vontade de Deus não te fosse manifestada, seria preciso que tu te pudesses proteger do Fogo penetrante da cólera divina.
  3. No entanto tu sabes bem que não é diante do porqueiro que Deus o Pai se precipita, mas ao encontro daquela Vontade convertida, que concebe dentro do seu coração um desejo e que se dirige para Ele com uma humildade profunda; e apesar dela ainda estar longe, Ele abraça-a, beija-a e habita nela.
  4. A tua vontade vê muito bem que, mesmo se ela só concebesse um desejo por Deus, esse Deus se apressaria ao seu socorro e a armaria com a Sua força; mas ela ama-se demasiado e teme perder a sua vida quieta segundo a Carne e o Sangue.
  5. Ela deveria desejar sair da estrebaria do Diabo; perder a sua própria Natureza, morrer e encontrar um adversário violento que a precipite para fora da sombria Raiz ígnea com a dúvida, a angústia, a incredulidade, a impaciência e a cólera.
  6. Exteriormente, ela será oprimida, flagelada, difamada, atormentada, odiada e desprezada e considerada como louca por esses porcos; como abandonada por Deus e pelos homens, ela será pregada na cruz e gritará: Meu Deus, Meu Deus! como Tu me abandonaste! Onde é que a vida natural tomaria a sua subsistência?

[ Anterior ] [ Índice ] [ Seguinte ]


Início » Textos » Prática » Ser humano natural » Da morte da Vontade