A Sabedoria e a sua Virtude - 34. Esquecer a sua Grandeza



A Grande Sabedoria derrama-se como um rio,
Quem lhe diz para ir à direita ou à esquerda?
Cada um depende d’Ela para viver,
Ela não se afasta de ninguém.
Ela realiza as suas obras,
Mas não se apropria delas.
Ela veste e alimenta todos os seres,
Mas sem os subjugar, sendo humilde.
Todos regressam ao seu regaço,
Sem se subjugarem porque Ela é grande.
É no esquecimento da sua grandeza,
Que a sua grandeza se realiza.


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A Sabedoria e a sua Virtude - 33. Enfrentar a Morte sem Desfalecer



Quem conhece os outros é inteligente,
Quem se conhece a si próprio é iluminado.
Quem vence os outros é forte,
Quem se vence a si próprio é poderoso.
Quem se contenta é rico,
Quem caminha com passo firme é mestre da vontade.
Quem fica no seu lugar tem vida longa,
Quem enfrenta a morte sem desfalecer terá longevidade.


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A Sabedoria e a sua Virtude - 32. Saber parar



Eterna, sem nome, é a Sabedoria.
Pequena na sua simplicidade primeira,
Nada no mundo a ultrapassa.
Se os duques e os príncipes lhe aderissem,
Todos lhes prestariam homenagem.
Do Céu e Terra em harmonia,
Cairia um suave orvalho.
O povo sem nenhum constrangimento,
Por si próprio se organizaria.
Desde que uma instituição surge, nascem os nomes,
E desde quando os nomes nascem,
É o momento de parar.
Saber parar previne o perigo.
A Sabedoria é para este mundo,
O que são o rio e o mar para o regato e para o vale.


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A Sabedoria e a sua Virtude - 31. Evitar a Guerra



As armas são utensílios de desgraça,
Ninguém gosta delas,
E a pessoa da Sabedoria vira-lhes as costas.
Para a pessoa de bem, a esquerda é o lugar de honra 1,
Mas na guerra, é a direita.
Visto que as armas são instrumentos de desgraça,
Não convém à pessoa de bem servir-se delas.
Se a necessidade não lhas coloca na mão,
É a quietude e a paz que deve prezar.
Com a vitória, não se rejubila,
Porque rejubilar-se com a vitória,
É rejubilar com o massacre de pessoas,
E quando se rejubila com o massacre de pessoas,
Como se pode prosperar entre elas ?
A esquerda é o lugar de honra nas horas fastas 1,
E a direita nas horas nefastas.
Na guerra, o general adjunto do exército fica à esquerda,
O general em chefe, à direita,
Igualando assim a guerra com os funerais.
Pela morte de um grande número de pessoas,
É justo fazer luto, como é justo,
Acompanhar a vitória com ritos fúnebres.


Notas
  1. Costume próprio de Tch’ou, onde Lao Tsé habitava. [  ]

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A Sabedoria e a sua Virtude - 30. Ser Resoluto



O governante que se mantém dentro da Sabedoria,
Não procura primar pelas armas,
Porque primar pelas armas apela à retaliação.
Onde acampam os exércitos, crescem os espinhos.
A penúria coroou sempre os combates.
O bom defende-se com resolução, mas não mais;
Não conquista nada pela força,
É resoluto sem orgulho,
Resoluto sem ostentação,
Resoluto sem provocação,
Resoluto por necessidade,
Resoluto sem nenhum desejo de dominar.
Quem é presunçoso caminha para o declínio,
Porque vai contra a Sabedoria.
Tudo o que vai contra a Sabedoria corre para a sua perda.


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A Sabedoria e a sua Virtude - 29. Evitar a Extravagância



Quem se quer apoderar do mundo para se servir dele,
Corre para o revés.
O mundo é um vaso sagrado,
Que não suporta que se apoderem ou se sirvam dele.
Quem se serve dele, destrói-o,
Quem se apodera dele, perde-o.

Uns abrem a marcha e outros seguem-na,
Uns têm a respiração ligeira e outros forte,
Uns são vigorosos e outros são débeis,
Uns ficam de pé e outros caem.

O Sábio evita
Todo o excesso, todo o extremo e toda a extravagância.


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