Anfiteatro da Sabedoria Eterna - 30 de Novembro


Versão antiga ou Vulgata Passagens citadas da Sacro Santa Escritura Nova tradução dos Provérbios a partir do hebreu, e da Sabedoria a partir do grego
334. → Então tu conhecerás a Justiça e o Julgamento e a Equidade e → todas as boas veredas. Pr 2, 9. 334. Então tu conhecerás a justiça e o julgamento e as retidões e todas as boas veredas.


  • Então - Quer dizer quando tu procurares sabiamente a Sabedoria como uma riqueza e quando tu a tiveres perscrutado e escavado como para os tesouros (versículo 220), e quando tu tiveres precedido o sol e quando tu tiveres adorado no Oriente da sua luz (versículo 160).
  • Todas as boas veredas - Tanto nas coisas corporais, naturais, humanas e seculares, como espirituais, hiperfísicas, Divinas e eternas.

    Todos os bens virão a mim juntamente com ela, diz o Sábio (versículo 291).

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Anfiteatro da Sabedoria Eterna - 29 de Novembro


Versão antiga ou Vulgata Passagens citadas da Sacro Santa Escritura Nova tradução dos Provérbios a partir do hebreu, e da Sabedoria a partir do grego
333. E eles serão → a vida da tua alma e o adorno do teu pescoço. Pr 3, 22. 333. E eles serão a vida da tua Alma e o adorno da tua garganta.


  • A vida da tua alma - Segundo a Lei e o Verbo de Deus, a vida, quer dizer Deus, é restituída à alma daquele que morre cristãmente, e que estava morta pela infelicidade extrema.

    É por isso que, afim de que a tua Alma continue viva, guarda a Lei e o Conselho da Sabedoria viva.

    Que outra coisa é a vida da alma, senão Deus, fonte da vida, o verbo do Pai, Luz e vida dos seres humanos, e o Espírito do Pai e do Filho vivificando a nossa alma pela fé.

    O quê portanto é a morte da alma, senão a separação de Deus, fonte da vida, a perda do verbo vivificante, a privação da Luz espiritual à qual sucedem as trevas espirituais, nas quais habitam os espíritos das trevas veiculando com elas os erros e os horrores infernais, que são as prisões da alma e os liames da morte externa.

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DiAnfiteatro da Sabedoria Eterna - 28 de Novembro


Versão antiga ou Vulgata Passagens citadas da Sacro Santa Escritura Nova tradução dos Provérbios a partir do hebreu, e da Sabedoria a partir do grego
332. Meu filho, (admoesta de novo paternalmente o nosso Sábio) que estas coisas não se escapem → de diante dos teus olhos. Guarda → a Lei e o Conselho. Pr 3, 21. 332. Meu filho, que estas coisas não se afastem dos teus olhos; guarda a Lei e a cogitação.


  • De diante dos teus olhos - Diante dos teus olhos, não somente do Corpo, mas também da Alma; de dia e de noite, que elas sejam observadas por ti.
  • A Lei - Na qual a doutrina santa e a verdade repousam elas próprias.

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Anfiteatro da Sabedoria Eterna - 27 de Novembro


Versão antiga ou Vulgata Passagens citadas da Sacro Santa Escritura Nova tradução dos Provérbios a partir do hebreu, e da Sabedoria a partir do grego
331. → Por mim (com efeito) são multiplicados os teus dias, e os anos serão adicionados à tua vida. Pr 9, 11. 331. Porque por mim serão multiplicados os teus dias, e os anos serão adicionados à tua vida.


  • Por mim, etc. - Pela minha Benção e pelos frutos dos labores das tuas mãos (sob a minha direção) no Oratório e no Laboratório, dos quais foi falado frequentemente neste Prólogo.

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Anfiteatro da Sabedoria Eterna - 26 de Novembro


Versão antiga ou Vulgata Passagens citadas da Sacro Santa Escritura Nova tradução dos Provérbios a partir do hebreu, e da Sabedoria a partir do grego
330. Mas quem → pecar em mim ferirá a sua alma. Todos aqueles que me odeiam amam a morte. Pr 8, 36. 330. Mas quem peca contra mim despreza a sua alma; todos aqueles que me têm ódio amam a morte.


  • Pecar em mim - Aquele, peca puramente contra a Sabedoria eterna e comete um crime de lesa-majestade Divina, quem se ri grosseiramente da sua Lei, da sua Doutrina e das suas admonições tanto fiéis como amigáveis, e pelo contrário despreza negligentemente o testemunho da consciência; faz injúria contra si próprio (cego pelo diabo), porque se oprime todo, frustrando o Corpo, o Espírito e a Alma (Macro e Micro-Cosmicamente) da Benção Divina.

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Anfiteatro da Sabedoria Eterna - 25 de Novembro


Versão antiga ou Vulgata Passagens citadas da Sacro Santa Escritura Nova tradução dos Provérbios a partir do hebreu, e da Sabedoria a partir do grego
329. Quem me encontrou → encontrará a vida, e → obterá a salvação do Senhor. Pr 8, 35. 329. Porque quem me encontra, encontra a vida e obtém a vontade de Iahweh.


  • Encontrará a vida - Porque ela é uma fonte de vida; e se alguém se aproxima dela e chega a ela e bebe (Jo 4, 14, Is 55, 1, Ap 21, 6), encontrará não somente a duração eterna, mas também temporal, e neste mundo, pelos frutos dos labores Físico-Qímicos da Sabedoria.

    Porque o comprimento dos dias está à sua direita. Ver o versículo 319.
  • Obterá a salvação, etc. - Será reconhecido ao Senhor, afim de que ele o cumule com o seu favor e que ele o encha com a sua benção em todos os seus trabalhos e ações; por forma a que obtenha ou adquira de Iahweh a vontade, quer dizer de Bem querer, conhecer, ser e poder, segundo a sua vontade em todas as coisas que quer ou escolhe em Orando e Laborando Teo-Soficamente.

    Sumário: O Senhor será para ele o prontuário de onde ele receberá tudo o que lhe agradar. Ver o versículo 181.

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Anfiteatro da Sabedoria Eterna - 24 de Novembro


Versão antiga ou Vulgata Passagens citadas da Sacro Santa Escritura Nova tradução dos Provérbios a partir do hebreu, e da Sabedoria a partir do grego
328. → Afim de que eu enriqueça aqueles que me amam, e que eu encha → os seus tesouros. Pr 8, 21. 328. Afim de que eu torne aqueles que me amam herdeiros perpétuos, e que eu encha os seus tesouros.


  • Afim de que eu enriqueça - No Corpo, no Espírito e na Alma; pelos Bens e Dons do Corpo, da Alma e da Fortuna como lhes chamam geralmente. Duradouros no tempo e na eternidade.
  • Os seus tesouros - Do Corpo, do Espírito e da Alma e chamados da Fortuna. Internos e Externos; corporais e espirituais.

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Anfiteatro da Sabedoria Eterna - 23 de Novembro


Versão antiga ou Vulgata Passagens citadas da Sacro Santa Escritura Nova tradução dos Provérbios a partir do hebreu, e da Sabedoria a partir do grego
327. → Melhor é o meu fruto que o ouro e a Pedra preciosa; e a minha raça, que a prata pura. Pr 8, 19. 327. Melhor é o meu fruto que o ouro e o obryzum, e o meu produto que a prata pura.


  • Melhor é o meu fruto, etc. - Segundo o testemunho de Deus ele próprio em 1Rs 3, 3.

    Onde se lê: Ora Salomão amava o Senhor e seguia os preceitos de Davi, seu pai. Todavia, continuava sacrificando e queimando incenso nos lugares altos. O Senhor apareceu-lhe em sonhos em Gabaon durante a noite, e disse-lhe: Pede-me o que queres que eu te dê. E Salomão disse: Dai, pois, ao vosso servo um coração sábio, capaz de julgar o vosso povo e discernir entre o bem e o mal. O Senhor agradou-se dessa oração, e disse a Salomão: Pois que me fizeste esse pedido, e não pediste nem longa vida, nem riqueza, nem a morte dos teus inimigos, mas sim inteligência para praticar a justiça, vou satisfazer o teu desejo; dou-te um coração tão sábio e inteligente, como nunca houve outro igual antes de ti e nem haverá depois de ti. Dou-te, além disso, o que não me pediste: riquezas e glória, de tal modo que não haverá quem te seja semelhante entre os reis durante toda a tua vida. E, se andares nos meus caminhos e observares os meus preceitos e mandamentos como o fez Davi, teu pai, prolongarei a tua vida. Salomão despertou: foi um sonho. Voltando a Jerusalém, apresentou-se diante da arca da aliança do Senhor e ofereceu holocaustos e sacrifícios pacíficos; e deu um banquete a todos os seus servos.

    Todo o fruto da Sabedoria Eterna é bom; o melhor é o que é Divino, porque perdura para além dos tempos. Ver os versículos 45 e 224.

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Anfiteatro da Sabedoria Eterna - 22 de Novembro


Versão antiga ou Vulgata Passagens citadas da Sacro Santa Escritura Nova tradução dos Provérbios a partir do hebreu, e da Sabedoria a partir do grego
326. Comigo estão → as riquezas e a glória, a justiça e as obras soberbas. Pr 8, 18. 326. Comigo estão as riquezas e a glória, as coisas estáveis e a justiça.


  • As riquezas e a glória, etc. - Os bens numerosos e grandes; as riquezas não apenas de sempre, e duradouras na eternidade, mas também pecuniárias e temporais.

    Donde é evidente que as riquezas não são condenáveis em si próprias, visto que elas são um Dom singular da Sabedoria provenientes dos trabalhos da Sabedoria.

    Contemplem, eu vos peço, ao menos o uso de uma obra Físico-Química, Católica (eu calo-me agora de boa vontade sobre as obras Cabalísticas e Mágicas), ou dos frutos transmutatórios, anotadas verdadeiramente nas terceira e quarta partes deste Anfiteatro, vocês admirarão as forças e os Segredos da Sabedoria na Natureza (pela arte) e vocês serão afirmados na Verdade pela verdade dos Tesouros Naturais da Sabedoria Eterna, vocês que são estudantes teoricamente e praticamente da Sabedoria verdadeira. Ver os versículos 30, 314, 315 e 319.

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Anfiteatro da Sabedoria Eterna - 21 de Novembro


Versão antiga ou Vulgata Passagens citadas da Sacro Santa Escritura Nova tradução dos Provérbios a partir do hebreu, e da Sabedoria a partir do grego
325. Por mim → os Príncipes comandam; e os poderosos decretam a justiça. Pr 8, 16. 325. Por mim os Príncipes dominam e os príncipes e os juizes da Terra.


  • Os Príncipes comandam - Palavra a palavra, principiabunt, princifient, quer dizer realizando os deveres dos Príncipes, dos Soberanos e dos Imperadores.

    Os Hebreus que nos dias de hoje vivem na Alemanha, traduzem na língua deste país: o Rei reinou, der künig hat geküniget.

    Todos os Príncipes reinam realmente pela Sabedoria ?

    Não, mas apenas aqueles (como é dito no versículo 160) que a amam e que velam desde a manhã por ela; não aqueles que gostam dos deboches e das embriaguezes (comessationes et potationes) e que têm o seu ventre por Deus; que simulam os Deus e que vivem no Bacanal.

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Anfiteatro da Sabedoria Eterna - 20 de Novembro


Versão antiga ou Vulgata Passagens citadas da Sacro Santa Escritura Nova tradução dos Provérbios a partir do hebreu, e da Sabedoria a partir do grego
324. → Por mim reinam os Reis, e os fundadores das Leis decretam as coisas justas. Pr 8, 15. 324. Por mim reinam os Reis, e os príncipes decretam a justiça.


  • Por mim - Pela minha Lei que é a centelha da minha Sabedoria e da minha Justiça, e por causa disso conforme a mim própria.

    Eu sou eu própria a minha Lei, a Justiça, a Verdade, a Salvação e a Alma do Reino.

    Eu, instituo os Magistrados, e eu opero as mutações dos impérios segundo a minha vontade.

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Anfiteatro da Sabedoria Eterna - 19 de Novembro


Versão antiga ou Vulgata Passagens citadas da Sacro Santa Escritura Nova tradução dos Provérbios a partir do hebreu, e da Sabedoria a partir do grego
323. Comigo (diz ulteriormente a Sabedoria Ela Própria) está o Conselho e a Equidade; minha é a Prudência; minha a Fortaleza. Pr 8, 14. 323. → Na minha possessão está o Conselho e a Sabedoria, eu sou a Inteligência; minha é a fortaleza.


  • Na minha possessão está o Conselho e a Sabedoria - Não dos sábios insipientes deste mundo imundo, reinando impiamente aqui e acolá no Estado Eclesiástico e Político, pela astúcia do diabo, ou Pagãmente em certas escolas contra a Sabedoria verdadeira (que ensina pela simples verdade e verdadeira simplicidade, ou Teo-Soficamente, ou Fisicamente, ou Físico-Quimicamente, ou Físico-Magicamente, etc., em e pelos livros da Sacro Santa Escritura, da Natureza e da Alma pura) orgulhosamente (ó dor!) segundo as divagações de certos Pagãos, e seduzindo impunemente a juventude.

    Só à Sabedoria Eterna pertencem o Conselho, a Sabedoria, a Prudência e a Fortaleza; sem o sopro do Espírito da qual ninguém será alguma vez verdadeiramente Sábio, Filósofo, precioso no Conselho, Prudente, Forte; sem a inspiração e a ilustração da qual não existe nenhuma doutrina verdadeira, sólida e sã.

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Anfiteatro da Sabedoria Eterna - 18 de Novembro


Versão antiga ou Vulgata Passagens citadas da Sacro Santa Escritura Nova tradução dos Provérbios a partir do hebreu, e da Sabedoria a partir do grego
322. (Porque) → a Sabedoria abriu a boca dos mudos e tornou eloquentes as línguas das crianças. Sb 10, 21. 322. Porque a Sabedoria abriu a boca dos mudos e porque ela tornou eloquentes as línguas das crianças.


  • A Sabedoria abriu a boca, etc. - A Eloquência verdadeira está conjunta com a Sabedoria; e ela nasce da cognição infalível das coisas verdadeiras.

    Porque, onde estas coisas, tiradas dos tesouros Espirituais, Naturais e Divinos da Sabedoria verdadeira, faltam, a penúria destas coisas, ou torna o ser humano inábil nas noções árduas, ou leva a alma a dispersar-se em vã e louca conversa e vaniloquência, odiosa a Deus, aos Anjos e aos seres humanos.

    A falsa eloquência nasce desta astúcia serpentina, e tem por objetivo enganar as almas dos seres humanos pelas atrações, as cores e as persuasões das palavras.

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Anfiteatro da Sabedoria Eterna - 17 de Novembro


Versão antiga ou Vulgata Passagens citadas da Sacro Santa Escritura Nova tradução dos Provérbios a partir do hebreu, e da Sabedoria a partir do grego
321. → Ela é a árvore da Vida para aqueles que A tiverem abordado; e bem-aventurado aquele que A tiver. Pr 3, 18. 321. Ela é a árvore da vida para aqueles que A abordam; e bem-aventurados aqueles que A têm.


  • Ela é a árvore da vida - Segundo o Corpo, o Espírito e a Alma; nesta vida e na vida futura.

    Pode-se mesmo entender por esta Árvore da vida, a cognição de Deus, de si próprio, da Natureza, porque estas três cognições são os frutos da Sabedoria.

    Portanto deste efeito e consequência (como duma assinatura indicadora) é preciso julgar também e concluir que os Teo-Sofos exercendo sabiamente os Trabalhos da Sabedoria (quer dizer Cristiano-Cabalísticos, Físico-Mágicos e Físico-Químicos) são assim matriculados (porque estes apreendem e têm a Sabedoria com os seus frutos) no catálogo do justos.

    Porque o fruto do justo é uma árvore da vida (Pr 11, 30). Passivamente e ativamente.

    É uma grande consolação para aquele que dá Teo-Soficamente o seu tempo à Cabala, à Magia, à Alquimia.

    É a certificação da vocação divina.

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Anfiteatro da Sabedoria Eterna - 16 de Novembro


Versão antiga ou Vulgata Passagens citadas da Sacro Santa Escritura Nova tradução dos Provérbios a partir do hebreu, e da Sabedoria a partir do grego
320. → As suas vias são belas e todas as suas veredas pacíficas. Pr 3, 17. 320. As suas vias, vias deleitosas e todas as suas veredas, a paz.


  • As suas vias são belas - Toda bela é a Sabedoria minha irmã, por causa da verdade da Doutrina e dos Labores; e da utilidade que provem dos seus frutos.

    Ela é pacífica ou antes a própria paz, porque ela apazigua frutuosamente a inquietação da alma enviada pelo próprio Deus ao ser humano, mesmo tocando as coisas Físico-Artificiais (sobre o quê se pode ver a terceiro parte deste Anfiteatro, num. 1, Prova 5), satisfaz suficientemente o desejo ardente e torna o ser humano completamente tranquilo e quieto, e pacífico com a verdadeira paz (versículo 23) internamente e externamente.

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Anfiteatro da Sabedoria Eterna - 15 de Novembro


Versão antiga ou Vulgata Passagens citadas da Sacro Santa Escritura Nova tradução dos Provérbios a partir do hebreu, e da Sabedoria a partir do grego
319. → O comprimento dos dias está à sua direita e as riquezas e a glória à sua esquerda. Pr 3, 16. 319. O comprimento dos dias está à sua direita, e as riquezas e a glória à sua esquerda.


  • O comprimento dos dias - Porque através da Físico-Química (que é no século a fiel lacaia da Sabedoria verdadeira e como a virgem cubicular perto dos segredos da Natureza), esta Soberana dá largamente e benignamente ao filho industrioso da Disciplina as Essências preciosas e subtis, salutarmente eficassíssimas dos Vegetais, dos Animais e das suas partes, dos Minerais, das Pedras, das Gemas, das Pedras e dos Metais, e a Pedra dos Filósofos, muito verdadeira Medicina católica da nossa restauração e da nossa conservação; do uso médico das quais provem legitimamente o comprimento dos dias.

    As Riquezas, igualmente pela força mirifique da Bendita Pedra católica acima citada, pela qual os metais inferiores são realmente convertidos em metais superiores, quer dizer em Prata e em Ouro e frutuosissimamente transmutados, em essência e em forma.

    A Glória, por fim, pelo uso Cristiano-Cabalisticamente Divino da Pedra mais que perfeita. Ver a figura quarto deste Anfiteatro.

    É preciso observar: Que a direita é mais digna que a esquerda, é necessário de longe preferir o santo e longo estado da vida às riquezas pecuniárias. Ver o versículo 326.

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Anfiteatro da Sabedoria Eterna - 14 de Novembro


Versão antiga ou Vulgata Passagens citadas da Sacro Santa Escritura Nova tradução dos Provérbios a partir do hebreu, e da Sabedoria a partir do grego
318. Ela é mais preciosa que todas as coisas; e → todas as coisas que são desejadas não valem ser comparadas com ela. Pr 3, 15. 318. Ela é mais preciosa que a pérola e todas as coisas desejáveis por ti não se igualam a ela.


  • Todas as coisas - Mundanas cuja glória é vã; porque a Sabedoria é conhecida e procurada por ela própria; porque nela estão as coisas internas, o Ouro e a Prata, e não externas, e ao mesmo tempo a inquisição da verdade.

    Porque é pelos Labores da Sabedoria, quer dizer Cristiano-Cabalísticos, Divino-Mágicos e Físico-Químicos que se adquire a Pedra dos Filósofos que dá o Sol e a Lua, em e por si, aos quais são acrescentadas todas as outras artes, não para elas próprias, mas para as coisas estrangeiras, o Ouro e a Prata.

    É por isso que a Sabedoria por ela própria, da sua fonte perpétua de Benignidade, dá com muito grande largueza (segundo o modo que foi dito) as riquezas inúmeras, o tesouro infinito, os Bens e os Dons acima citados da Alma, do Corpo e da Fortuna. Ver os versículos 45, 224 e 327.

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Anfiteatro da Sabedoria Eterna - 13 de Novembro


Versão antiga ou Vulgata Passagens citadas da Sacro Santa Escritura Nova tradução dos Provérbios a partir do hebreu, e da Sabedoria a partir do grego
317. Melhor é a sua aquisição e o seu fruto → que a negociação do ouro e da prata → mais excelentes e mais puros. Pr 3, 14. 317. Porque melhor é a sua negociação que a negociação da prata; o seu produto é melhor que o ouro.


  • Que a negociação do ouro, etc. - Que a negociação mundana, que é financeira, usurária, dissolvente, enganadora, etc., que contem todos os males; instituída por um exercício infatigável, com o propósito único das suas riquezas pecuniárias, ouro e prata.

    A Sabedoria adquire-se somente pela prática mental Teo-Sófica, de inspiração Divina, num e no outro Oratório; alguns frutos da Sabedoria não ínfimos são produzidos pela negociação Sábia dos trabalhos manuais.

    Hermes, cap. 1, diz: Durante um tempo tão longo eu não deixei de sentir que eu não engendrei esta ciência e esta arte com um trabalho da Alma; mas que eu a recebi pela inspiração viva de Deus somente, que me julgou digno de as revelar a mim seu servidor.

    E ligeiramente depois: Prestem graças a Deus que vos ensinou esta ciência (mediatamente e imediatamente), porque ele ama os que são reconhecidos.
  • Mais excelentes e mais puros - Porque o Soberano Bem (Dom de Deus) para o Ser Humano reduzido à simplicidade da Mónada, ou estudando-se Teosoficamente para aí se reduzir, confere certamente a Agnição, a Cognição, a Cogitação, a União e a Fruição de Iahweh, da Criatura e da Natureza, e do Ser Humano Ele Próprio, quer dizer Catolicamente Todas as Coisas; e nele, ter-tri-um consiste a Beatitude mais que perfeita, verdadeira soberana Católica, frutuosamente duradoura, aqui e na eternidade.

    Porque todos os mistérios de Deus (aqueles que ele nos quer comunicar) e os segredos da Natureza, toda a razão dos costumes e as Leis justas, todo o conhecimento das coisas passadas, presentes e futuras, brotam, emanam, e são derivados em nós da fonte inesgotável da Sabedoria eterna única verdadeira; eles são revelados admiravelmente e transmitidos a nós pelos seus discursos dos Livros da Sacro Santa Escritura e pelas maravilhas do Macro- e Micro-Cosmo, e são escutados, vistos, observados pelos Filhos da Doutrina e da Disciplina.

    Não é fácil a todas as pessoas irem a Corinto, nem ao Santuário da Sabedoria!

    É preciso Orar Teo-Soficamente, Laborar Sabiamente; é preciso correr com grande esforço no estádio do Oratório e do Laboratório, Cristiano-Cabalisticamente, Divino-Magicamente e Físico-Quimicamente, segundo as Leis e a Doutrina deste Anfiteatro.

    O brabeion ou preço da vitória será concedido ao vitorioso, não ao que dorme no sono dos vícios, nem ao preguiçoso.

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Anfiteatro da Sabedoria Eterna - 12 de Novembro


Versão antiga ou Vulgata Passagens citadas da Sacro Santa Escritura Nova tradução dos Provérbios a partir do hebreu, e da Sabedoria a partir do grego
316. → Bem-aventurado o ser humano que encontra a Sabedoria, e em quem a Prudência se encontra abundantemente. (É preciso dizer: e que difunde a Prudência). Pr 3, 13. 316. Bem-aventurado o ser humano que encontra a Sabedoria, e o ser humano que produz em luz a Inteligência.


  • Bem-aventurado o ser humano, etc. - Quem, eu peço-te, é mais feliz que aquele que encontra a Sabedoria?

    Visto que, em todo o Universo, nada é mais perfeito, mais excelente e mais útil que a Sabedoria.

    A razão é que ela é dada por Deus.

    Ela própria faz os amigos de Deus, constitui os Profetas, dá o comprimento aos dias, as honras, as riquezas, Todas as Coisas. Ver os versículos 314 e 315.

    Quem portanto entre os mortais não a procuraria e não a amaria toda a sua vida?

    Que a lepra o devore e que ele seja expulso para fora dos limites do mundo.

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Anfiteatro da Sabedoria Eterna - 11 de Novembro


Versão antiga ou Vulgata Passagens citadas da Sacro Santa Escritura Nova tradução dos Provérbios a partir do hebreu, e da Sabedoria a partir do grego
315. → E uma boa deleitação na sua amizade, e honras sem deflexão nas obras das suas mãos, e a Sabedoria na evolução da sua linguagem e a grande reputação na comunicação dos seus Discursos. Sb 8, 18. 315. E uma boa deleitação na sua amizade e riquezas inesgotáveis nas obras das suas mãos, e a Prudência na sua conversação e no seu colóquio, e a glória na comunicação dos seus discursos.


  • E uma boa deleitação na sua amizade - Três coisas são mandadas aqui ao filho da Ciência: 1º a Amizade da Sabedoria Eterna; 2º seguidamente os seus trabalhos; 3º por último a sua conversação.

    Ninguém pode verdadeiramente ser feito participante dos seus trabalhos e do seu colóquio antes de ter contratado anteriormente com ela própria uma firme e inviolável amizade, o que não se pode fazer senão pelo abandono e o repúdio da sabedoria mundana imunda.

    E por fim tu poderás desfrutar da Amizade da Sabedoria Eterna, desta deleitação que não traz consigo nenhum arrependimento (ametamelêta); nos seus trabalhos, riquezas honestas; no seu colóquio, a prudência e glória.

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Anfiteatro da Sabedoria Eterna - 10 de Novembro


Versão antiga ou Vulgata Passagens citadas da Sacro Santa Escritura Nova tradução dos Provérbios a partir do hebreu, e da Sabedoria a partir do grego
314. → Tendo pensado nestas coisas em mim, e comemorando no meu coração, → porque a imortalidade está na cogitação da Sabedoria, Sb 8, 17. 314. Tendo portanto considerado estas coisas em mim com o maior cuidado da alma, considerando que a imortalidade está na cogitação da Sabedoria,


  • Tendo pensado nestas coisas em mim, etc. - Não ligeiramente, não superficialmente, mas estudiosamente e cuidadosamente no meu coração, pesando todas as coisas, quer dizer os tesouros, os labores, os frutos e utilidades da Sabedoria, na balança da alma.

    O nosso Sábio conjugou o estudo e a meditação com os trabalhos empreendidos na Sabedoria; no qual deve ser estudiosamente imitado por nós, em Orando e Laborando ao mesmo tempo.
  • Porque a imortalidade está, etc. - Ele colocou aqui um sumário das utilidades da Sabedoria, das quais já foi falado prolixamente nas linhas precedentes.

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Anfiteatro da Sabedoria Eterna - 9 de Novembro


Versão antiga ou Vulgata Passagens citadas da Sacro Santa Escritura Nova tradução dos Provérbios a partir do hebreu, e da Sabedoria a partir do grego
313. Os Reis terríveis → temer-me-ão quando me ouvirem; ver-se-á que eu sou bom → na multidão, e forte na guerra. Sb 8, 15. 313. Quando os Tiranos formidáveis me ouvirem tremerão; ver-se-á que eu sou bom na multidão e corajoso na guerra.


  • Temer-me-ão, etc. - Eu serei formidável para os meus adversários e inimigos, e a Sabedoria (que está comigo) espalhará o terror entre eles, ela que me foi concedida a título de esposa pelo Senhor.
  • Na multidão, etc. - Em tempos de paz eu aparecerei bom para o vulgar, por causa da Justiça pela qual os seres humanos são chamados bons, e forte em tempo de guerra, por causa da Sabedoria que é melhor do que as forças do corpo (versículo 63).

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Anfiteatro da Sabedoria Eterna - 8 de Novembro


Versão antiga ou Vulgata Passagens citadas da Sacro Santa Escritura Nova tradução dos Provérbios a partir do hebreu, e da Sabedoria a partir do grego
312. → Eu disporei os povos, → e as nações ser-me-ão submissas. Sb 8, 14. 312. Eu governarei os povos, e as nações ser-me-ão submissas.


  • Eu disporei os povos - Tanto doutrinalmente quanto politicamente.
  • E as nações ser-me-ão submissas - Porque eu sou Rei.

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Anfiteatro da Sabedoria Eterna - 7 de Novembro


Versão antiga ou Vulgata Passagens citadas da Sacro Santa Escritura Nova tradução dos Provérbios a partir do hebreu, e da Sabedoria a partir do grego
311. → Eu obterei ainda por Ela a imortalidade, e ficarei em memória eterna para aqueles que virão depois de mim. Sb 8, 13. 311. Por causa dela eu obterei a imortalidade e deixarei a minha memória sempiterna para a posteridade.


  • Eu obterei por causa d'Ela a imortalidade - Porque a Sabedoria dá a glória eterna.

    E se o que diz o Pagão é verdadeiro: A musa das pessoas dignas de louvores impede-as de morrer, quanto isso é mais verdadeiro do nosso Sábio?

    Porque a memória do justo é acompanhada de louvores: o nome dos ímpios apodrecerá (Pr 10, 7).

    A memória do Sábio está sempre em benção.

    Porque os livros são vasos de memória e o renome perpétuo dos Sábios.

    Assim eu, Henri Khunrath, de Leipsig, Doutor em Medicina, amador de Teo Sofia, por este Anfiteatro (Laos a Deus) deixarei à posteridade uma boa e honesta memória entre os bons; mesmo no desprezo do diabo e das suas descamações.

    E apesar de eu não ser acompanhado pelo fardo do discurso, sabe que eu procurei antes a verdade da causa que o ornamento da locução.

    Presto assim graças ao meu Deus daquilo que eu quis mostrar (graças a Deus) este sinal de virtude (Sb 5, 14).

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Anfiteatro da Sabedoria Eterna - 6 de Novembro


Versão antiga ou Vulgata Passagens citadas da Sacro Santa Escritura Nova tradução dos Provérbios a partir do hebreu, e da Sabedoria a partir do grego
310. → Eles pararão, quando eu me calar e olharão para mim quando eu falar; e quando eu for abundante em palavras → eles meterão a mão sobre as suas bocas. Sb 8, 12. 310. Eles esperarão por mim, quando eu me calar, escutar-me-ão atentamente quando eu falar, e quando eu me estender longamente, eles pousarão a mão sobre as suas bocas.


  • Eles pararão, quando eu me calar, etc. - Esperando com uma grande expectativa que eu fale, certos de alguma coisa singular.

    Guarda-te de pensar, de que eu proferiria alguma coisa singular, que não possa ser dita, que não tenha já sido dita.

    Ó infeliz! este é um insigne argumento da tua desconfiança e da tua preguiça.

    Como se o Espírito da Sabedoria pudesse ser esgotado de tal forma que ele não possa ou não queira igualmente hoje em ti como nos outros antigos encontrar coisas novas e inauditas anteriormente?

    Até quando quererás tu portanto ser escravo de um outro génio?
  • Eles meterão a mão sobre as suas bocas - Esta aposição e admoestação da mão sobre a boca significa a ligação e afetação, a que os Gregos chamam filêkria, porque aqueles que se calam assim estão no maior silêncio e na maior atenção.

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Anfiteatro da Sabedoria Eterna - 5 de Novembro


Versão antiga ou Vulgata Passagens citadas da Sacro Santa Escritura Nova tradução dos Provérbios a partir do hebreu, e da Sabedoria a partir do grego
309. E → encontrarão a minha acuidade no julgamento e eu serei admirável → diante dos poderosos, e as faces dos príncipes admirar-me-ão. Sb 8, 11. 309. Encontrarão a minha acuidade no julgamento e eu serei admirável diante dos poderosos.


  • Encontrarão a minha acuidade, etc. - Quem julgará mais justamente e com mais acuidade do que aquele que tem a Sabedoria de Iahweh nos seus conselhos?
  • Diante dos poderosos - Felizes, e três e quatro vezes felizes os Poderosos, se eles admiram, ouvem, amam os Sábios e lhes obedecem.

    Então eles serão aquilo que devem ser.

    Porque os Reis tornam-se Sábios pelo convívio com os Sábios (versículo 74).

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Anfiteatro da Sabedoria Eterna - 4 de Novembro


Versão antiga ou Vulgata Passagens citadas da Sacro Santa Escritura Nova tradução dos Provérbios a partir do hebreu, e da Sabedoria a partir do grego
308. → Eu terei por causa d'Ela luz nas assembleias, e, jovem, honra junto dos anciãos. Sb 8, 10. 308. Eu adquirirei por causa dela, quer a glória no vulgar quer, jovem, a honra junto dos anciãos.


  • Eu terei por causa d'Ela luz, etc. - A razão é que a ignorância é mãe da admiração; a admiração gera a luz, glória, a honra.

    Porque aqueles que tu ensinas são ignorantes.

    Seguidamente: visto que esta Sabedoria é gloriosa (versículo 142), ela torna gloriosos igualmente os filhos da Doutrina e da Disciplina e os seus fiéis herdeiros amados (cujos começos estão na vida mortal, e o complemento na vida futura) quer eles sejam jovens ou velhos em idade (versículo 21 e 25), tanto entre a plebe como entre os senadores do povo por causa dos Bens e dos Dons da Sabedoria, benignamente concedidos a eles.

    Porque estes estão no mesmíssimo Deus, Que Era, É, Será Tudo em todos, nossa verdadeira glória e vitória.

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Anfiteatro da Sabedoria Eterna - 3 de Novembro


Versão antiga ou Vulgata Passagens citadas da Sacro Santa Escritura Nova tradução dos Provérbios a partir do hebreu, e da Sabedoria a partir do grego
307. → Eu portanto propus-me → associar-me a Essa Sabedoria para viver comigo, → sabendo que ela → me comunicará bens e será a alocução dos meus aborrecimentos. Sb 8, 9. 307. Eu portanto decretei de a juntar a mim como companheira habitual da minha vida, sabendo certamente que ela será para mim a providenciadora dos bens e a consoladora das penas e dos tormentos.


  • Eu propus-me, etc. - Eu propus-me este Divino e soberano bem.

    Tu propuseste-mo também a mim próprio, ó Hhochmahel; eu peço-te que tu o mantenhas firme e fixo em mim. Amém.
  • Associar-me para viver, etc. - Como irmã e amiga (versículo 106).

    Eu devo assumi-la como Esposa (versículo 146).

    Eu devo associar-me a ela afim de que venha a mim o seu Espírito familiar (versículo 223).

    No jardim da minha alma.
  • Sabendo - Sabendo certamente, e não opinando.

    Porque o estudioso da Sabedoria não cai na Desconfiança da Sabedoria que o deve assistir; porque será frustrado sem obter o bem prometido (versículos 1 e 216).
  • Me comunicará bens, etc. - Sabendo que a Sabedoria é a assistente do trono de Deus (versículo 255), que ela já foi feita minha Amiga, que ela me será dada (por Deus amigo) nas meditações e nos solilóquios (versículos 28, 158, 162, 170, 336, etc.) que devem ser sabiamente e frutuosamente instituídos pelos trabalhos da Sabedoria; que ela é a conselheira sapientíssima e fiel consoladora ao mesmo tempo, dos meus cuidados e das minhas inquietações.

    Porque ela é o repouso no trabalho, a frescura na secura, a consolação nas lágrimas, como canta com razão a Igreja.

    Sabendo que nas dúvidas, ela dar-se-á em conselho, e nos cuidados e nas inquietações, em grande consolação.

    Só os fieis e os peritos compreenderão isto, nos quais os sentidos e as afeições assim como a razão puramente humana estando adormecidos, a Luz da Alma Divinamente iluminada cai sobre o Intelecto movendo a livre vontade de crer, o que é a Via Nobilíssima do Conhecimento.

    O que, na Oração por Archias, M. Tullius Cicero escreveu com perfeição nas cartas, pode e deve com muito mais razão ser transferido para o estudo da Sabedoria verdadeira: Esses estudos, diz ele, alimentam a adolescência, divertem a velhice, ornamentam as coisas favoráveis, dão consolação e refúgio nas coisas adversas; eles deleitam-nos em nossa casa, não nos impedem no exterior; eles protegem-nos em viagem, no campo. E se nós não podemos chegar a eles ou se os nossos sentidos não os conseguem saborear, pelo menos nós devemos admirá-los, da mesma forma que nós os vemos nos outros.

    É isto mesmo. Muito feliz portanto, aquele que habita com a Sabedoria e Ela com ele.

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Anfiteatro da Sabedoria Eterna - 2 de Novembro


Versão antiga ou Vulgata Passagens citadas da Sacro Santa Escritura Nova tradução dos Provérbios a partir do hebreu, e da Sabedoria a partir do grego
306. Se alguém deseja → a multiplicidade da Ciência, ela sabe o passado e estima o futuro; → ela conhece os ardis dos discursos e → as dissoluções dos argumentos; ela sabe → os sinais e os monstros antes que eles apareçam e → o que deve acontecer nos tempos e nos séculos. Sb 8, 8. 306. Mais, se alguém deseja usar muitas coisas, ela sabe aquilo que é antigo e conjetura coisas que estão para vir; ela compreende os ardis dos discursos e as explicações dos enigmas; ela prognostica os sinais e os prodígios, e as coisas essenciais das estações e dos tempos.


  • A multiplicidade da Ciência , etc. - Porque se alguém deseja as Ciências escondidas, as Artes secretas e a Experiência das coisas numerosas, Ela sabe as coisas passadas, presentes e futuras; mas não só isso, Ela própria quer saber estas coisas, mas ainda ela pode virtuosamente, quer livremente e rejubila amigavelmente de as revelar Teosoficamente por intermédio dos seus servidores mais fiéis e das suas virgens quase cubiculares (versículos 74 e 270) quer dizer as Ciências e as Artes excelentes mais secretas, segundo as Leis e a Doutrina deste Anfiteatro, ao seu verdadeiro estudioso, quer dizer o seu fiel amado, de as comunicar, as dar e de inspirar os seus trabalhos com um feliz sucesso.
  • Ela conhece os ardis dos discursos - As Subtilezas dos discursos e as soluções dos enigmas, que são as frases obscuras e implícitas tais como propôs Salomão, a Rainha dos países do Sul ou de Sabá (3Rs 10, 1 e 2Cr 9, 1). Idem para as Parábolas, Alegorias, Metáforas e outras figuras (versículo 5).
  • As dissoluções dos argumentos - Porque ela é a verdade, que se harmoniza com a Experiência, que refuta todo o silogismo sofístico.
  • Os sinais e os monstros, etc. - Não somente Ela os conhece; mas (como eu já disse) ela revela-os aos seres humanos.

    Como? Pela anunciação das suas virgens cubiculares e que são (eu declaro a verdade) às vezes familiares para mim; Cristãmente para o cristão.
  • O que deve acontecer nos tempos e nos séculos - É por isso que ela pode constituir e constitui os Profetas (versículo 305).

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Anfiteatro da Sabedoria Eterna - 1 de Novembro


Versão antiga ou Vulgata Passagens citadas da Sacro Santa Escritura Nova tradução dos Provérbios a partir do hebreu, e da Sabedoria a partir do grego
305. E → se alguém ama a justiça, as grandes virtudes são as suas obras; porque ela ensina → a Sobriedade e a Prudência, e → a Justiça e a Virtude, → junto das quais nada é mais útil aos seres humanos na vida. Sb 8, 7. 305. E se alguém ama verdadeiramente a Justiça, as virtudes são as suas obras; porque ela ensina a Temperança e a Prudência, a Justiça e a Fortaleza, junto das quais nada é mais útil aos seres humanos na vida.


  • Se alguém ama a justiça, etc. - Se alguém ama o que é justo e equitativo (versículo 81), possuirá por intermédio da Sabedoria, aquilo que é ensinado nos versículos 39 e seguintes.

    Porque Ela reside também nos seres humanos que são conformes e bem dispostos pelas virtudes e os costumes, ajudando-os a estudar para viverem em conformidade com o Decálogo.
  • A sobriedade - Que é a porta de todas as virtudes.

    A alma seca é prudentíssima; o Espírito obeso tende para baixo, não para o alto.

    A embriaguez (crapula) [pela qual o Diabo tolda (concacat) os cérebros dos bebedores (bibulorum)] é mais infecta que todas as latrinas (versículo 79).

    Escuta S. Paulo (Ef 5, 18): Tomem cuidado, diz ele, de não vos embriagardes com vinho no qual está a luxúria; mas encham-se do Espírito Santo falando vocês próprios ao Senhor do fundo dos vossos corações com salmos, hinos, cânticos espirituais; e dando graças constantemente e por todas as coisas a Deus e ao Pai em nome do nosso Senhor Jesus Cristo.

    O jejum cristãmente instituído, com a abstinência do excesso de alimento e de bebida e das voluptuosidades ilícitas, com o luto e a humildade da alma, a confissão dos pecados e a precação, esforçando-se simplesmente por obter a Divina Clemência, são como que as vassouras pelas quais nós nos limpamos e purgamos para a vinda do hóspede Sacro Santo, dentro do seu templo Católico (figura segunda deste Anfiteatro, e versículo 218) tri-um, Micro-Cósmico, renovado.

    Porque o Jejum domina a carne, engendra a humildade, põe em fuga a temeridade, acende a luz da castidade, afia o Intelecto, eleva o Espírito, administra os conselhos salubres, afasta as doenças e obtém (pela graça) a graça Divina.
  • A Justiça - Aquela que contém nela todas as virtudes.
  • Junto das quais nada é mais útil, etc. - Porque vivendo assim, nós somos constituídos amigos de Deus; de outra forma, não; porque a Sabedoria não entrará na alma malévola (versículo 218).

    Porque Deus não ama ninguém senão aquele que habita com a Sabedoria (versículo 300).

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